A Faculdade Barretos, juntamente com o coordenador do Curso de Licenciatura em História da Faculdade Barretos, dão as Boas Vindas a todos os alunos para o ano letivo de 2012! Sejam Bem Vindos!
"Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem. (Bertold Brecht)"

quinta-feira, 31 de março de 2011

Agora Deputado Jair Bolsonaro diz que MEC "abre as portas" para homossexualidade e pedofilia... É mais uma dele...


Video do Deputado no CQC


O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse nesta quinta-feira (31) que o Ministério da Educação (MEC) estimula a homossexualidade e “abre as portas” para pedofilia nas escolas com a distribuição dos kits anti-homofobia nas instituições de ensino fundamental e médio. A afirmação foi feita em entrevista à rádio Eldorado-ESPN de São Paulo.
“Atenção, pais: os seus filhos vão receber um kit que diz que é pra combater a homofobia, mas na verdade estimula o homossexualismo”, disse. “Com a mentira de combater a homofobia, eles [o MEC] estão estimulando o homossexualismo e abrindo as portas para a pedofilia”, disse o parlamentar.
Os kits, que serão distribuídos em breve, são formados por cartilhas, vídeos, cartazes, entre outros materiais, e visam combater o preconceito contra crianças e adolescentes gays. O MEC não quis se manifestar a respeito das declarações de Bolsonaro.
Indagado por um dos entrevistadores, que questionou o porquê de o parlamentar tratar a homossexualidade como doença, Bolsonaro respondeu que não admite que se faça “apologia ao homossexualismo”. “[Homossexualidade] para mim é grave. Eu não admito fazer apologia ao homossexualismo, idolatrar o homossexual, deixar que o homossexual entre na escola”, afirmou.
Na sequência, questionado como reagiria se tivesse um filho homossexual, o parlamentar voltou a dizer o que já havia afirmado no programa CQC, na última segunda-feira (28). “Eu eduquei meu filho. Não corro esse risco.”
Na entrevista, sobrou até para Alexandre Mortágua, 16 --filho do jogador Edmundo com a ex-modelo Cristina Mortágua--, que recentemente assumiu ser gay. Na avaliação do deputado, a opção sexual do garoto foi determinada pelo ambiente em que ele cresceu. “Ele mesmo falou que para ele foi tudo muito fácil porque, desde criança, todas as amizades da mãe dele eram gays e só conversavam sobre homem, e ele disse que participava dessas conversas e acabou experimentando’”, afirmou.

Ode à ditadura militar

O parlamentar aproveitou a data de hoje --31 de março, dia do golpe de 1964-- para “saudar os militares” pelo serviço que prestaram ao país, ao implantarem a ditadura. “Hoje é 31 de março. Me permita saudar os militares. Junto com a imprensa, Igreja Católica, trabalhadores, mulheres na rua, fizeram com que nós não estivéssemos hoje cortando cana, a exemplo do pessoal de Cuba.”
Bolsonaro afirmou ainda que “não está preocupado em perder o mandato” pelas declarações ofensivas. “Eu tenho imunidade para falar ou para roubar”, disse.

Semana polêmica

As recentes polêmicas envolvendo o parlamentar começaram com um quadro do programa humorístico “CQC” exibido na última segunda-feira (28). Nele, a cantora Preta Gil perguntou ao deputado: “se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?”
A resposta, considerada racista por Preta Gil e por colegas de Bolsonaro no Congresso Nacional, foi a seguinte: “ô, Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu".
Durante a semana, o deputado afirmou que se confundiu com a série de perguntas feitas no quadro e não se referiu aos negros em sua resposta.
Contudo, para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), as declarações de Bolsonaro são "inaceitáveis". A entidade entrou nesta quarta-feira (30) com uma representação para abertura de processo por quebra de decoro parlamentar.


E vocês o que acham do assunto? São a favor do kit sobre homossexualismo, ou são a favor de uma educação onde você aprenda desde cedo ter o sentimento de racismo por alguém?


Crédito: http://noticias.uol.com.br/politica/2011/03/31/em-entrevista-bolsonaro-diz-que-mec-abre-as-portas-para-homossexualidade-e-pedofilia.jhtm

Estudantes voltam a protestar contra condições da Uespi

Estudantes voltaram a protestar contra as más condições da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) nesta quarta-feira (30). Com faixas e rostos pintados, os alunos saíram pelas principais ruas de Teresina (PI). Alguns professores também participaram do protesto.
No início da tarde desta quarta, o governador Wilson Martins recebeu uma comissão de manifestantes, e prometeu reformas nos prédios da universidade e contratação de professores.
Na quinta-feira (24) os estudantes também protestaram pelas ruas de Teresina, e na segunda (28) invadiram a reitoria da instituição e interromperam uma reunião do Conselho Universitário que tratava da adesão ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A polícia foi chamada para conter os estudantes. Na confusão, um deles se machucou ao quebrar uma porta de vidro. Ninguém foi detido.
Os estudantes não querem que a Uespi abra 30% das vagas do vestibular para candidatos do Enem porque acreditam que isto iria desconfigurar o caráter regional da preparação dos alunos para o ingresso na universidade estadual.
Ao mesmo tempo, os professores da universidade anunciaram a prorrogação por mais uma semana da greve iniciada no último dia 21. Eles reinvindicam aumento de salário, melhores condições de trabalho e também se dizem contra a adesão da Uespi ao Enem.
Créditos: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/03/estudantes-voltam-protestar-contra-condicoes-da-uespi.html

Jovens Cursam o Ensino Supeior Sem Terminarem o Ensino Médio.

Aprovados no vestibular, estudantes vão à Justiça para garantir matrícula.
Advogados usam "brechas" da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.


Estudantes que ainda não concluíram o ensino médio em Goiânia têm conseguido se matricular em cursos superiores. Esses adolescentes prestam o vestibular e, uma vez aprovados, entram na Justiça para pleitear o direito de começar a graduação. Os advogados agem nas "brechas" da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), como o artigo que diz que o acesso aos níveis superiores se dará conforme a capacidade do aluno.
"Normalmente, esses estudantes vêm de colégios que dão todo o conteúdo do ensino médio no primeiro e no segundo ano. Então, eles já têm repertório para fazer a prova", explica Suely Lopes, coordenadora da comissão de vestibular da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO).
Apesar de o edital dizer que é obrigatória a apresentação do certificado de conclusão do ensino médio no ato da matrícula, a universidade recebeu, só no primeiro semestre deste ano, 54 alunos que ainda não haviam terminado o colégio. No segundo semestre de 2010, 146 se matricularam com liminar. A maior parte deles optou pelos cursos de direito e engenharia civil.
O advogado Edilberto Dias conta que trabalha com esse tipo de ação há cerca de cinco anos. Nesse tempo, segundo ele, foram mais de cem ações ganhas. Os advogados alegam que, se no ato da inscrição do vestibular não houve exigência da conclusão do ensino médio, bastando o pagamento de uma taxa de inscrição, a instituição não pode exigir o documento na matrícula.
O Ministério da Educação (MEC) afirmou que todo aluno deve cumprir 200 dias letivos durante três anos de ensino médio (800 horas anuais) para estar apto a prosseguir para o ensino superior. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Crédito: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/03/jovens-cursam-faculdade-junto-com-ensino-medio-em-go3003.html

PARABÉNS A TODOS OS ALUNOS DO CURSO DE HISTÓRIA DA FACULDADE BARRETOS.

Parabéns aos alunos do Curso de Licenciatura em História da Faculdade Barretos, pelo crédito dado ao blog historiafaculdadebarretos.blogspot.com.
Em menos de dois meses de criação, o blog já conta com mais de 400 acessos. O que para duas salas de aula é um número muito grande de acessos.
A equipe do blog (Hassan e Junior), juntamente com a coordenadora do Curso de História (Professora Alethéia) e todos o professores parabenizam ambas as salas pelo engajamento e vontade de sempre aprender mais, e pela confiança dada ao blog.
Estamos certos de que a cada dia que passa, aprenderemos com ainda mais com nossos erros, e acertaremos ainda mais com nossas vitorias. Para assim fazer para todos nós, o melhor que puder-mos.
E se você tem alguma sugestão de tema para artigos e publicações no blog do Curso de História, encaminhe um email sugerindo o tema para: contatocomhassan@gmail.com o tema será analisado e assim que aprovado publicado uma matéria sobre o assunto.
Parabéns a todos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

José Alencar - Um Grande Político, Um Grande Empresário.

Nascimento e vida

Nascido em Itamuri, no município de Muriaé, aos 17 de outubro de 1931, filho de Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva, começou a trabalhar com sete anos de idade, ajudando o pai em sua loja. Tinha 14 irmãos e irmãs. Quando fez quinze anos, em 1946, foi trabalhar como balconista numa loja de tecidos conhecida por "A Sedutora". Em maio de 1948, mudou-se para Caratinga, para trabalhar na "Casa Bonfim". Notabilizou-se como grande vendedor, tanto neste último emprego, quanto no anterior. Ainda durante sua infância, entrou para o movimento escotista.

Carreira profissional e empresarial

Aos dezoito anos, iniciou seu próprio negócio. Para isto contou com a ajuda do irmão Geraldo Gomes da Silva, que lhe emprestou quinze mil cruzeiros. Em 31 de março de 1950, abriu a sua primeira empresa, denominada "A Queimadeira", localizada na cidade de Caratinga. Vendia diversos artigos: chapéus, calçados, tecidos, guarda-chuvas, sombrinhas, etc. Manteve sua loja até 1953, quando decidiu vendê-la e mudar de ramo.
Iniciou seu segundo negócio na área de cereais por atacado, ainda em Caratinga. Logo em seguida participou - em sociedade com José Carlos de Oliveira, Wantuil Teixeira de Paula e seu irmão Antônio Gomes da Silva Filho - de uma fábrica de macarrão, a "Fábrica de Macarrão Santa Cruz".
No final de 1959 seu irmão Geraldo faleceu. Assumiu então os negócios deixados por ele na empresa União dos Cometas. Em homenagem ao irmão, a razão social foi alterada para Geraldo Gomes da Silva, Tecidos S.A.
Em 1963, constituiu a Companhia Industrial de Roupas União dos Cometas, que mais tarde passaria a se chamar Wembley Roupas S.A. Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou, em Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas, Coteminas. Em 1975, inaugurava a mais moderna fábrica de fiação e tecidos que o país já conheceu.
A Coteminas cresceu e hoje são onze unidades que fabricam e distribuem os produtos: fios, tecidos, malhas, camisetas, meias, toalhas de banho e de rosto, roupões e lençóis para o mercado interno, para os Estados Unidos, Europa e Mercosul.

Carreira política

Na vida política, foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, presidente da FIEMG (SESI, SENAI, IEL, CASFAM) e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria. Candidatou-se às eleições para o governo de Minas Gerais em 1994 e, em 1998, disputou uma vaga no Senado Federal, elegendo-se com quase três milhões de votos. No Senado, foi presidente da Comissão Permanente de Serviço de Infra-Estrutura - CI, membro da Comissão Permanente de Assuntos Econômicos e membro da Comissão Permanente de Assuntos Sociais.
Foi, ao início, um vice-presidente polêmico, ao assumir o cargo em 2003, tendo sido uma voz discordante dentro do governo contra a política econômica defendida pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que mantém os juros altos na tentativa de conter a inflação e manter a economia sob controle.
Já a partir de 2004, passou a acumular a vice-presidência com o cargo de ministro da Defesa. Por diversas oportunidades, demonstrou-se reticente quanto à sua permanência em um cargo tão distinto de seus conhecimentos empresariais, mas a pedidos do presidente Lula, exerceu a função até março de 2006. Nesta ocasião, renunciou para cumprir as determinações legais com o intuito de poder participar das eleições de 2006. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.
Em 25 de janeiro de 2011, recebeu a medalha 25 de janeiro da prefeitura de São Paulo. Ao entregar a medalha ao ex-vice-presidente, a presidente Dilma Rousseff ressaltou: “Eu tenho certeza de que cada brasileira e brasileiro deste imenso país gostaria de estar agora em São Paulo – esta cidade-síntese do espírito empreendedor do país que completa hoje 457 anos de existência – para entregar junto conosco a Medalha 25 de Janeiro ao nosso eterno vice-presidente da República, José Alencar.” Já, Alencar disse: "Não posso me queixar. A situação está tão boa que não tem como melhorar, todo mundo está rezando por mim". Apesar de estar em uma cadeira de rodas, ele ainda até brincou com o público dizendo: "Aprendi com Lula que os discursos devem ser como um vestido de mulher: nem tão curtos que possam escandalizar, nem tão longos que possam entristecer"

Problemas de saúde e morte

José Alencar possuía um delicado histórico médico. A partir do ano 2000, enfrentou um câncer na região abdominal, tendo passado por mais de 15 cirurgias - uma delas com duração superior a 20 horas. Em sua longa batalha contra o câncer, submeteu-se a um tratamento experimental nos Estados Unidos, com resultado inconclusivo. Em 2010, após repetidas internações e intervenções médicas, decidiu desistir de se candidatar ao Senado.
No final de seu mandato como vice-presidente da República, em 2010, apresentou o complexo estado de saúde, sendo até mesmo necessária a interrupção do tratamento contra o câncer. No dia 22 de dezembro de 2010, foi submetido a uma cirurgia para tentar conter uma hemorragia no abdômen. No dia seguinte Lula e a então presidente eleita Dilma Rousseff visitaram-no no hospital Sírio-Libanês em São Paulo.
Voltou a ser internado em março de 2011, vindo a morrer no dia 29 devido a uma parada cardíaca na sequência de uma falência múltipla dos órgãos.
A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula da Silva, que no momento da morte de Alencar se encontravam em Portugal por motivo da atribuição de um doutoramento honoris causa ao ex-presidente do Brasil concedido pela Universidade de Coimbra, anteciparam o seu regresso, para o dia 30 de março.Dilma Rousseff ofereceu à família de Alencar o Palácio do Planalto para que o corpo seja velado e decretou um luto nacional de uma semana. Lula e Dilma deveriam deixar Portugal apenas ao final do dia.


Crédito: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Alencar
 

Mais Uma do Deputado Jair Bolsonaro; Novamente por Racismo...

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) quer se defender sozinho se for realmente processado por racismo pela cantora Preta Gil. A informação é da colunista Mônica Bergamo do jornal “Folha de S. Paulo” desta quarta-feira (30).
“Pra que advogado? Quem faz minhas defesas sou eu”, disse à colunista. “Mas se for necessário, tenho vários advogados no gabinete. Aí um deles assina para mim.”
Perguntado por Preta Gil, em um quadro do “CQC”, sobre o que faria se seu filho se apaixonasse uma negra, ele respondeu que não discutiria “promiscuidade” e que os filhos “foram muito bem educados”.
De acordo com o jornal “Folha de S. Paulo”, Bolsonaro diz que entendeu que a pergunta de Preta se referia à possibilidade de seu filho namorar um gay. “Respondi o que meu cérebro entendeu. Minha esposa é afrodescendente e meu sogro é negão.”
Na Justiça
Em entrevista a QUEM, Ricardo Brajterman, advogado de Preta Gil, confirmou que a cantora ajuizará ações nas esferas cível e criminal contra o deputado Jair Bolsonaro. “Estou fazendo uma representação no Ministério Público visando apuração e condenação de crime de racismo e homofobia. Na esfera cível, estou ajuizando uma ação de danos morais, cujo valor é fixado pelo juiz, levando-se em conta a intensidade do dano e o caráter pedagógico punitivo, ou seja, o valor arbitrado deverá desestimular o causador do dano a repetir sua conduta”, afirmou Brajterman.
“Além disso, vou notificar a Câmara dos Deputados, tanto a Comissão de Diretos Humanos quando a de Ética para apurar uma possível falta de decoro parlamentar”, completou o advogado da cantora.
Filho do deputado, o vereador Carlos Bolsonaro procurou defender seu pai das críticas em sua página no serviço de microblogs Twitter. “Diante da resposta totalmente perceptível, fora do contexto da pergunta, Bolsonaro não se referiu à raças, mas sim à postura da cantora. Aliás, Preta Gil discutindo valores é algo humorístico! Nunca fomos racistas e sim contra cotas”, afirmou.
Já o deputado estadual Flávio Bolsonaro, também filho de Jair, afirmou que o pai não entendeu a pergunta feita pela cantora. “Ele não tenha aquela opinião sobre negros, a resposta foi para a pergunta “se um filho seu tivesse um relacionamento gay”, explicou.

Créditos: http://ai5piaui.com/index.php/6983/deputado-jair-bolsonaro-acusado-de-racismo-diz-que-nao-atendeu-a-pergunta-de-preta-gil/

47 Anos do Golpe Militar no Brasil - 31/03/1964

A Ditadura Militar foi o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil, entre os anos de 1964 e 1985. Essa época caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão àqueles que eram opostos ao regime militar. Desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961, o Brasil vivia uma crise política. O vice de Jânio, João Goulart, assumiu a presidência num clima político tenso. Seu governo foi marcado pela abertura às organizações sociais.
Estudantes, organizações populares e trabalhadores ganharam espaço no cenário político brasileiro, preocupando as classes conservadoras, como empresários, banqueiros, a Igreja Católica, militares e a classe média. Em plena Guerra Fria, os EUA temiam que o Brasil se voltasse para o lado comunista.
Os partidos que se opunham a Jango (João Goulart), como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), o acusavam de estar planejando um golpe esquerdista e de ser o responsável pelos problemas que o Brasil enfrentava na época. No dia 13 de março de 1964, João Goulart realizou um grande comício na Central do Brasil (Rio de Janeiro), onde defendeu as Reformas de Base e prometeu mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país.
Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizaram um protesto que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. A crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saíram às ruas. Evitando uma guerra civil, Jango deixou o país, refugiando- se no Uruguai. Os militares finalmente tomaram o poder.
Logo após a tomada de poder pelos militares, foi estabelecido o AI-1. Com 11 artigos, o mesmo dava ao governo militar o poder de alterar a constituição, cassar mandatos legislativos, suspender direitos políticos por 10 anos e demitir, colocar em disponibilidade ou aposentar compulsoriamente qualquer pessoa que fosse contra a segurança do país, o regime democrático e a probidade da administração pública, além de determinar eleições indiretas para a presidência da República.
Durante o regime militar, houve um fortalecimento do poder central, especialmente do poder Executivo, caracterizando um regime de exceção, pois o Executivo se atribuiu a função de legislar, em detrimento dos outros poderes estabelecidos pela Constituição de 1946. O Alto Comando das Forças Armadas passou a controlar a sucessão presidencial, indicando um candidato militar que era referendado pelo Congresso Nacional.
A liberdade de expressão e de organização era quase inexistente. Partidos políticos, sindicatos, agremiações estudantis e outras organizações representativas da sociedade foram extintas ou sofreram intervenções do governo. Os meios de comunicação e as manifestações artísticas foram submetidos à censura. A década de 1960 iniciou também, um período de grandes modificações na economia do Brasil: de modernização da indústria e dos serviços, de concentração de renda, de abertura ao capital estrangeiro e de endividamento externo.

Por Tiago Dantas
Equipe Brasil Escola


Créditos: http://www.brasilescola.com/imprimir/297/

domingo, 27 de março de 2011

Reação de adolescente australiano que revidou bullying com violência é compreensível



A colunista da BandNews FM, Inês de Castro, diz que é difícil julgar os casos de brigas em escolas, mas é mais difícil ainda para os pais ouvir que os filhos apanham na escola e pedem para que eles não façam nada, para não apanhar mais. Para a colunista, rebater o bullying com violência não é o melhor caminho, mas foi o contra-ataque que fez o australiano Casey Heynes, de 16 anos, se livrar dos assédios dos colegas.

Inês diz ainda que em situações como essa, “dá até para a gente entender quando um pai pega o seu filho que está rodeado de gente violenta e diz: “da próxima vez, bate de volta’”. Segundo ela, milhares de crianças são vítimas do bullying todos os dias e se calam por medo.

A situação aconteceu com o adolescente Heynes, que por anos sofreu na escola por ser gordo, até o dia em que revidou e se tornou herói. Um vídeo postado na internet mostra o momento em que o menino, que ganhou o apelido de Zangief Kid – em alusão a um personagem de vídeo game – é agredido diversas vezes por outro garoto, Richard Gale, de 12.

Vídeo

De repente, Heynes revida, levanta Gale no ombro e o joga no chão. As filmagens foram assistidas por milhões de pessoas no mundo todo e fizeram de Heynes um herói. Em entrevista ao canal australiano ACA , o adolescente diz que por anos foi atacado na escola, com insultos, agressões e conta um episódio que foi amarrado em um poste com fita adesiva.

Questionado pelo apresentador sobre o motivo que teria feito que ele fosse vítima das provocações, ele diz que isso acontecia porque ele nunca reagia. Heynes conta que perdeu amigos nas escolas e se sentia sozinho, em certa ocasião, pensou em suicídio.

Ao ver o vídeo, a irmã de Heynes disse “não sei se deveria fazer isso, mas toca aí!". O pai do estudante, por sua vez, disse que chorou diversas vezes ao ver a entrevista do filho e afirmou que não sabia das provocações.

Outro lado

Sobre a reação do filho, ele contou que não perdoa a violência, mas não condenou o menino. “Foi algo horrível de ver, nada a se orgulhar. Mas estou feliz por ele ter se defendido”, afirmou.

Dias após a entrevista de Heynes ir ao ar, foi a vez de Gale falar ao mesmo canal . Durante a entrevista, ele afirma que o vídeo não mostra tudo o que aconteceu. Segundo Gale, foi provocado antes pelo colega e teria apanhado primeiro.

Quando o repórter diz que muitos pensam que Haynes sofria com as provocações de Gale, ele diz que “é isso o que ele quer que pensem, para todo mundo ficar do lado dele”.

O pai de Gale diz que não perdoa o que o filho fez, mas acredita que existam mais coisas do que o vídeo mostra. Além disso, ele diz que está preocupado com as reações agressivas de pessoas que viram o vídeo. “Tudo o que peço é que parem, ele teve o bastante”, afirma o pai.

Lição

A mãe do menino também diz estar chocada com as cenas, e quer que a família de Casey saiba disso. Gale, no entanto, diz que sempre sofreu de bullying na escola e afirma não estar sentido, “porque ele começou mexendo comigo”, defendeu-se.

Mas, ao final da entrevista, ele diz que não sabia que Casey sofria com as provocações dos colegas há muito tempo e, devido à repercussão da briga, ele pode dar alguns conselhos aos seus amigos. “Não cometam bullying, senão poderão se machucar bem”, afirmou.

Redator: Marielly Campos


Créditos: http://www.band.com.br/jornalismo/educacao/conteudo.asp?ID=100000414455

sábado, 26 de março de 2011

Capela Constrída Por Índios Na Zona Leste Da Capital Paulista é Restaurada e Reaberta ao Público

Após passar por obras de restauração, a Capela de São Miguel Arcanjo está pronta para ser reaberta ao público. Para marcar a reaberuta a capela receberá um circuito de visitação, exibindo objetos utilizados na construção da capela e imagens sacras dos séculos XVI a XVIII.

A igreja mais antiga da cidade de São Paulo estará reaberta a partir desta quinta-feira (24/3). Construída em 1622, a Capela de São Miguel Arcanjo será colocada à disposição do público após sua restauração e ganhará um circuito de visitação. Nesta terça-feira (22/3), o prefeito de São Paulo vistoriou a capela - localizada em São Miguel Paulista, na Zona Leste da Capital - e elogiou o trabalho de revitalização realizado no espaço.

"Foi uma iniciativa muito bem conduzida e com um resultado extraordinário. Essa obra foi realizada com o apoio de todos, mas em especial graças ao entusiasmo da sociedade civil, que tem nesse local uma das referências da Zona Leste", afirmou o prefeito, que visitou a capela em companhia do padre Geraldo Rodrigues, pároco do local, e do subprefeito de São Miguel Paulista.

Serão exibidos no circuito de visitação os utensílios e ferramentas usados em sua construção, encontrados nas pesquisas arqueológicas realizadas durante o restauro em 2009, ao lado de onze imagens sacras dos séculos XVI a XVIII, destruídas há mais de 40 anos por vândalos e totalmente restauradas.

Além das imagens sacras e das ferramentas utilizadas pelos índios para a construção do local, a exposição mostra ainda, em painéis e totens, a história de São Miguel Paulista, um dos bairros mais antigos da capital paulista. "A partir de agora, a população vai poder, aqui, respirar um pouco da nossa história. Isso é importante para a preservação da memória da Cidade", reiterou o chefe do Executivo Municipal.

Com a idéia de dar mais visibilidade ao local, a Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, em frente da capela, também foi restaurada e recebeu uma área ajardinada. Além disso, algumas construções que impediam a visão da igreja foram retiradas. No novo projeto paisagístico, executado pela subprefeitura de São Miguel Paulista, foram usadas 3 mil mudas de plantas rasteiras de variadas espécies. Todos os 54 zeladores de praça da subprefeitura participam do trabalho.

História da Capela

Sob a orientação do carpinteiro e bandeirante Fernão Munhoz, a Capela de São Miguel Arcanjo foi construída pelos índios guaianases em 1622. A igreja foi um dos primeiros prédios tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual IPHAN). Em 1938, quase três séculos depois de sua construção, a Capela dos Índios (como é conhecida) passou pelo primeiro processo de revitalização.



Créditos: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=43577

ALUNO DE DO CURSO DE HISTÓRIA DA UNIPAMPA É PERSEGUIDO PELA BRIGADA MILITAR

Estudante da Unipampa será recebido por representantes da Secretaria de Direitos Humanos na Capital
O estudante de História da Unipampa, Helder Santos, que denunciou ser vítima de racismo e agressões por integrantes da Brigada Militar (BM) de Jaguarão, no Sul do Estado, abandonou o município na noite dessa quinta-feira. Ele está em Porto Alegre, onde será recebido por representantes da Secretaria Estadual de Direitos Humanos. O acadêmico, que trabalhava na prefeitura, alega que foi obrigado a deixar a cidade por conta de ameaças recebidas de Policiais Militares (PMs). Ele pretende voltar à Bahia, onde nasceu, e ainda não sabe se conseguirá tocar os estudos.
O caso está sob análise da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, ligada à Presidência da República, e da Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público gaúcho. A Brigada Militar tem duas sindicâncias em andamento contra um soldado, um sargento e o comandante da BM de Jaguarão, major José Antônio Ferreira.
O major disse que houve “sensacionalismo” e afirmou que está apurando o que aconteceu. No entanto, o secretário Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Fabiano Pereira, afirma que a denúncia é grave e será alvo de atenção da pasta. Ele designou duas equipes, uma de investigação e outra de proteção, para a cidade de Jaguarão.
Na Capital, Santos será enviado para um abrigo de acolhimento provisório. Depois, vai voltar para a Bahia. “Eu não sei nem o que falar, porque eu vim pra cá com tantos sonhos, já estava concretizando alguns deles trabalhando como estagiário de história na prefeitura, e vou ter que abandonar tudo e retornar para casa”, lamentou ele, em entrevista à Rádio Guaíba.
Santos é o primeiro integrante da família a iniciar formação universitária, mas corre o risco de ter de parar de estudar, caso o Ministério da Educação não consiga sua transferência para uma universidade no Nordeste.
Entenda o caso
Os transtornos de Santos começaram na semana anterior ao Carnaval, quando foi parado em uma abordagem da Brigada Militar (BM) na saída de uma festa. Um amigo de Santos teria sido agredido pelos policias e o estudante interveio. Na confusão, Santos também teria apanhado dos PMs e teria sido chamado de “negão”.
Santos procurou a corregedoria da Brigada Militar, que instaurou processo para investigar os responsáveis, apontados por colegas. O estudante também fez denúncia ao Ministério Público da cidade por abuso de autoridade e discriminação racial. Ele ainda registrou ocorrência na Polícia Civil.
Após as denúncias, Santos recebeu uma carta de um soldado da BM, dizendo que ele deveria se cuidar, porque os envolvidos eram perigosos. A mensagem recomendava que ele deixasse Jaguarão, visando sua própria segurança.
Pouco tempo depois, o estudante recebeu uma nova carta – essa com tom de amaça – com selo de Bento Gonçalves, na Serra. A correspondência começava com “Baiano Nego Sujo”. Em um dos trechos, o texto dizia: “Se tu for lá na Brigada e falar a verdade e me caguetar no meu processo, eu vou te cobrir de porrada. No carnaval, tu escapou, mas dei um jeito de embolachar teu amiguinho Seco Edson sem sujar as mãos. Deixamos a cara dele mais feia e preta que a tua, seu otário”. fonte: Correio do Povo 25.03.2011.


Texto retirado do site: http://jorgeterra.wordpress.com/

Sorteio do Livro "HISTÓRIA E DIDÁTICA"

O Professor Lucas Malho sorteou na última sexta - feira (25/03), para os alunos do segundo ano do curso de Licenciatura em História da Faculdade Barretos, dois exemplares do livro "HISTÓRIA E DIDÁTICA", do autor Celso Antunes.
No sorteio, as alunas sorteadas foram nossas amigas Lorena e Renata, porém a aluna Renata presenteou a sua amiga de sala Fátima com o exemplar do livro, pois a mesma estava fazendo aniversário no mesmo dia.
Fica aqui os parabéns dos organizadores do blog ao Professor Lucas Malho pela iniciativa de incentivo a leitura, e pelo sorteio dos livros. As duas alunas sorteadas (Lorena e Renata). A aluna Renata, pela sua iniciativa de presentear sua amiga de sala. E a nossa amiga Fátima, por mais um ano de vida.
Abaixo, um breve resumo do livro.
'Aprender é se informar e, dependendo da natureza da informação, aprender História pode ser também se transformar. Se, por exemplo, aprende-se o nome de um grande herói grego ou egípcio, colhe-se apenas uma informação que pode ser útil para fazer palavras cruzadas, às vezes necessárias, mas que em nada transforma. Mas se, por exemplo, não consegue-se argumentos para algum conflito e lembram-se de uma lição de História e, dessa forma, se faz disso um meio para resolver um problema imediato, o saber ganha significação e transforma.'

Da esquerda para direita: Lorena, Professor Lucas, Fátima, Renata

Da esquerda para direita: Lorena, Professor Lucas, Fátima


Créditos Fotos: Hassan Jorge

sexta-feira, 25 de março de 2011

Criação e Publicação de Artigos (Atividades Complementares)

Vale lembrar mais uma vez, que artigos publicados em revistas, jornais, sites, blogs e outras mídias, valem como horas para atividade complementar.
Sendo assim, todo artigo elaborado e publicado no blog do Curso de História da Faculdade Barretos valerá 10 (dez) horas de atividade complementar.
Os interessados poderão procurar: Junior (1º ano), Hassan (2º ano) ou a Professora Alethéia, para sanar eventuais dúvidas.

Observação: As atividades complementares são obrigatórias todos os semestres (do 1º ao 5º), sendo 40 (quarenta) horas de atividades por semestre, totalizando 200 (duzentas) horas de atividades complementares.

Trote Solidário (Quinta - Feira)

No dia 24/03, estiveram na ABAVIN (Associação Barretense Vida Nova) os alunos do 1º e 2º ano, do curso de Licenciatura em História da Faculdade Barretos. Eles preparam mais um dia de atividades para o "Trote Solidário".
Os atendidos pela entidade, ficaram muito felizes com o carinho recebido dos alunos do curso, e também retribuirão esse carinho. Abaixo segue alguns momentos do dia na ABAVIN.






Agora veja o depoimento da aluna "Gabi" Aiello, que está no 1º ano do curso de História, sobre o Trote Solidário:
"Olá, sou aluna do 1º ano de História e tive a grande oportunidade de ajudar no trote solidário apoiado pela Faculdade Barretos e representantes do curso de Historia, uma idéia diferente e gratificante, com um objetivo maior de dar apoio e carinho a quem necessita. E não somente de zoação, ridicularização e até mesmo violencia fisica dos antigos trotes universitários. Recomendo a todos levar essa idéia aditante, assim construiremos uma sociedade mais solidária e consciente de seu papel social."


Créditos Fotos: Gabi Aiello

quarta-feira, 23 de março de 2011

Trote Solidário

        Os alunos do primeiro ano do curso de Licenciatura em História da Faculdade Barretos, estão participando, juntamente com os alunos dos primeiros anos dos outros cursos da entidade do Trote Solidário.
        Esse projeto visa estimular um comportamento empreendedor e de protagonismo social entre jovens universitários e contribuir para a formação de cidadãos mais engajados e profissionais mais conscientes de seu papel social.
       A iniciativa partiu do professor Rodrigo Ruiz Sanches, coordenador do Núcleo de Responsabilidade Social da Faculdade Barretos. “Aguardei as primeiras semanas para que houvesse maior entrosamento entre os alunos e Solicitei que cada turma visitasse uma instituição social da cidade de Barretos e verificasse alguma carência, seja material, seja de serviço”, EXPLICOU ELE. Todas essas ações, segundo o coordenador, serão registradas em um relatório e fotografadas ou filmadas.
       As entidades a serem avaliadas são: Casa Acolhedora Vovô Antonio e APAE (Administração), Casa Ágape e André Luiz (Direito), Vila dos Pobres (Enfermagem), ABAVIN (História) e Mariano Dias (Sistemas de Informação).
        A seguir algumas fotos do primeiro dia do Trote Solidário realizado pelo curso de História na ABAVIN.












Colaboração: Fotos: Gabi Aiello
                        Outros: http://www.faculdadebarretos.com.br/

ETA! CARNAVAL DE SALÃO !

ETA! CARNAVAL DE SALÃO !

Os famosos bailes de carnaval eram uma tradição cultural enraizada em nossa região, no entanto, este ano fomos surpreendidos com a falência do carnaval de salão em Barretos, depois da diminuição sensível dos bailes promovidos pelos clubes.             
Nos anos 70 participávamos do bloco “As Moderninhas”, que tanto sucesso obteve no carnaval de rua de Barretos, após o desfile de momo pela avenida 19, percorríamos todos os salões, pulando o carnaval. Eram muitos os clubes que promoviam os bailes, como: Grêmio, União, Jockey Club, Rio das Pedras, Estrela d’Oriente, Clube do Bom Jesus, Clube do Frigorífico, Marília, até debaixo da arquibancada do Barretos Esporte Clube havia baile de carnaval. Infelizmente, com o passar do tempo foram diminuindo os tradicionais bailes de carnaval.        
           No entanto, outras cidades da região, como Planura, MG e as paulistas Guarací, Olímpia e Guaira, além de outras cidades, investiram pesado em seus bailes, atraindo turistas de várias cidades, ocasionando a debandada de muitos foliões barretenses.        
           Este fato inusitado do carnaval de salão, em 2011, fez-nos lembrar de um outro fato ocorrido há oitenta anos. Barretos contava com escolas primárias privadas, muitas delas de vida efêmera e o 1º Grupo Escolar, o qual foi inaugurado em 1912. Em 1930, foi criada a S.E.B. – Sociedade Escolas de Barretos, visando dotar a cidade de um ginásio. No livro “Barretos de Outrora”, o autor Osório Faleiros da Rocha, relata, “A população recebe não com indiferença, mas com hostilidade, essa iniciativa. O maioral da política, segundo foi propalado, dissera ao seu estado-maior que não valia a pena de criar um ginásio local, pois isso iria prejudicar o ginásio de Bebedouro” (p. 308). No entanto, a luta da S.E.B. não foi em vão, em 1932, foi inaugurado o Ginásio Municipal de Barretos, com a ajuda do dr. Antonio Augusto dos Reis Neves, da cidade de Agudos.   
           Será que havendo carnaval em Barretos poderá prejudicar o carnaval da região? Nós devemos pensar no melhor para Barretos. As nossas atrações devem ser melhores, para que os jovens e as famílias barretenses possam pular o carnaval em nossa cidade, começar na sexta-feira e parar só na quarta-feira de cinzas a hora que o sol raiar..    
O carnaval de salão de Barretos precisa de uma união dos clubes que sempre promoveram o melhor carnaval e que façam a melhor festa de momo da região. .
Que em 2012 seja diferente!
Salve o carnaval barretense!
José Antonio Merenda
Ator e diretor teatral do GTAAB, Membro da ABC
e graduando  da Faculdade de História de Barretos.





O artigo acima foi escrito pelo nosso ilustríssimo amigo "Merenda". Que está no 2º Ano do curso de Licenciatura em História. O artigo foi publicado no Jornal O Diário.

quinta-feira, 17 de março de 2011

CINEMA COMENTADO "THANK YOU FOR SMOKING" OBRIGADO POR FUMAR!

EM CARTAZ NO CINEMA COMENTADO DO DIA 19/03/2010 ÁS 14:30hs O FILME: "THANK YOU FOR SMOKING" OBRIGADO POR FUMAR!
LEMBRE-SE: O CINEMA COMENTADO VALE COMO ATIVIDADE COMPLEMENTAR.

quarta-feira, 16 de março de 2011

ARQUIVO PÚBLICO DIGITALIZA DOCUMENTOS SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM SÃO PAULO


Paula Oliveira de Medeiros
Site temático "Memória da Educação" é atualizado com mais de 4 mil documentos inéditos na internet.
Um novo conjunto de documentos do acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo relacionados à educação acaba de ser incluído no site temático “Memória da Educação” ( http://www.arquivoestado.sp.gov.br/educacao ). São mais 4.000 ilustrações e fotografias, além de 64 Relatórios das Delegacias Regionais de Ensino do Estado de São Paulo à disposição do público. O site "Memória da Educação" chega a 25 mil documentos digitalizados.
Novas informações sobre o ensino no interior do Estado foram inseridas no site, além de documentos inéditos na internet das regiões de Campinas, Araraquara, Casa Branca, Guaratinguetá e Santa Cruz do Rio Pardo (http://www.arquivoestado.sp.gov.br/educacao/instrucao ). Os Relatórios tratam de assuntos referentes às atividades administrativas e pedagógicas das escolas da época: quadro de funcionários e funções; quantidade de classe e matrícula ofertadas em escolas (particulares, isoladas rurais, isoladas urbanas, grupos escolares, municipais e reunidas); gráficos demonstrativos do desempenho dos alunos por município, fotografias das atividades escolares; condições físicas dos prédios, entre outras.
                Um Ofício de 1858, escrito pelo Inspetor Geral da Instrução Pública de São Paulo é um dos documentos em destaque ( http://www.arquivoestado.sp.gov.br/educacao/destaques ). O ofício trata das dificuldades em conseguir professores qualificados para matérias obrigatórias. O documento é confrontado com o Relatório da Instrução Pública da Província de São Paulo do mesmo ano, a partir do qual é possível compreender as razões dessa problemática na época.
                Toda a documentação utilizada (cerca de 90 m lineares) faz parte do acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo. O site será atualizado periodicamente, com a inclusão de mais documentos sobre a História da Educação. Completam a página alguns artigos publicados pelo o Arquivo Público sobre o tema. Acesse:www.arquivoestado.sp.gov.br/educacao .
Sobre o Arquivo Público do Estado de São Paulo
O Arquivo Público do Estado de São Paulo é um dos maiores arquivos públicos brasileiros. Vinculado à Casa Civil do Estado de São Paulo, sua função é formular uma política estadual de arquivos e recolher, tratar e disponibilizar ao público toda documentação de caráter histórico produzido pelo Poder Executivo Paulista. A instituição mantém sob sua guarda aproximadamente 6 mil metros lineares de documentação textual permanente, 17 mil metros de documentação intermediária, 900m de material iconográfico, grande quantidade de jornais e revistas e uma biblioteca de apoio à pesquisa com 45 mil volumes.

SMAM- Barretos, SP.

segunda-feira, 14 de março de 2011

A Imprensa e os Fatos Históricos (generalidade) do Brasil

14 de março de 1985 - Tancredo é operado 12h antes da posse

Primeira página do Jornal do Brasil: Sexta-feira, 15 de março de 1985
À véspera de realizar o tão esperado sonho de milhões de brasileiros, o de ter na Presidência da República um chefe de estado civil após vinte anos de regime militar, Tancredo de Almeida Neves foi internado à noite, às pressas, no Hospital da Base em Brasília. Com uma crise aguda de diverticulite, foi operado de emergência. O povo brasileiro, no último dia de regime militar, viveu nesse episódio a sua primeira prova de capacidade para enfrentar crises... Cumprindo a Constituição, assumiu interinamente, no dia seguinte, o Vice José Sarney.

Após 38 dias de agonia, via crucis acompanhada, ora com esperanças ora com temor, por todo o país, Tancredo Neves, aos 75 anos, não resistiu. Seu coração, último de seus órgãos vitais a entrar em colapso, sucumbiu a uma septicemia. Morto num domingo à noite, no dia de Tiradentes, o articulador do mais alegre e mais pacífico movimento popular por mudanças políticas já ocorrido na história do Brasil, tornou-se mártir da luta popular pelas eleições diretas, sem, contudo, viver para presenciá-las.


Sarney manteve-se na Presidência da República pelos cinco anos seguintes. E só então, foram realizadas as eleições diretas para Presidente do Brasil, tendo sido eleito Fernando Collor de Mello.

Rodrigues Alves. Reprodução/CPDoc JB
Rodrigues Alves também não assumiu

Houve no Brasil um caso semelhante ao de Tancredo. O Presidente Rodrigues Alves, eleito em 1918 para exercer seu segundo mandato, não tomou posse por motivo de saúde. Ele contraiu a gripe espanhola no Rio de Janeiro, durante a campanha eleitoral.

Em seu lugar, assumiu interinamente o Vice, Delfim Moreira. Rodrigues Alves faleceu dois meses depois. Delfim Moreira, também apresentando uma saúde comprometida pela arteriosclerose, manteve-se no poder por apenas oito meses, tempo apenas para que fossem providenciadas novas eleições.

Fonte: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?blogid=57&archive=2011-03

segunda-feira, 7 de março de 2011

A Imprensa e os Fatos Históricos (generalidade) do Brasil

7 de março de 1808 - A chega da da Família Real Portuguesa

A chegada da Família Real Portuguesa. Jornal do Brasil: Quarta-feria, 17 de março de 1965.

A vinda da corte portuguesa para o Brasil foi um acontecimento histórico da máxima importância para o desenvolvimento do país, particularmente para o Rio de Janeiro. De simples cidadezinha colonial, o Rio passaria a sede da monarquia lusitana. Dom João desembarcou em Salvador em 22 de janeiro de 1808 e de lá já abriu os portos do Brasil aos países amigos, permitindo que os navios estrangeiros comercializassem livremente nos portos brasileiros.

O desembarque da família real no Rio de Janeiro, no dia 7 de março, casou grande alvoroço na população, e eram muitos os que queriam ver a comitiva de perto. Os nobres seguiram em cortejo pelas ruas atapetadas de folhagem.

O Paço Imperial tornou-se residência oficial da família real. Sem palácios que os abrigassem, os milhares de nobres ocuparam as melhores casas da cidade, e nesse sentido eram colocados nas portas das casas editais com as iniciais PR (príncipe regente), que o povo traduzia como "ponha-se na rua".

Para sanear os pântanos e incrementar a construção de residências, o governo cederia terrenos nos mangues, logo além do Campo de Santana, a quantos se comprometessem a aterrá-los e nos mesmos levantar edificações à própria custa, nascendo assim a Cidade Nova.

Um rico negociante português, Antonio Elias Lopes, doaria sua chácara de São Cristóvão a D. João, que logo a preferiu como moradia ao Paço Imperial.

Durante os treze anos de sua estadia no Brasil, dom João criou diversas instituições culturais e educacionais, como a Biblioteca Nacional, o Jardim Botânico, o Real Gabinete Português de Leitura, o Teatro São João (atual Teatro João Caetano), a Imprensa Nacional e o Museu Nacional, dentre outros.

Dom João retorna a Liboa

A 26 de abril de 1821, Dom João retornava a Lisboa e deixando como regente o Príncipe dom Pedro, aclamado Imperador Constitucional do Brasil a 12 de outubro de 1822. No dia 7 de setembro, nas margens do Rio Ipiranga, depois de receber uma mensagem com ordem para regressar a Portugal, Dom Pedro declara a Independência do Brasil. Porém a independência do Brasil não ocorreu em todas as províncias, que ainda dominadas por portugueses lutaram até 1823.

D. Pedro abdica em 1831 passando o país a ser governado por uma regência até a coroação de D. Pedro II.

sábado, 5 de março de 2011

A Imprensa e os Fatos Históricos (generalidade) do Brasil

5 de março de 1936 - Prestes e Olga são presos

O ex-capitão do exército Luis Carlos Prestes e sua mulher, procurados desde novembro de 1935 quando se deu o golpe contra o regime conhecido como a Intentona Comunista, foram presos depois de uma armação da Polícia.

A princípio existia a dúvida se Prestes encontrava-se no Brasil até serem efetuadas as prisões do agente do Komintern, Harry Berger, e do secretário do Partido Comunista, Adalberto Fernandes.

Através dos documentos e cartas encontrados em poder de ambos, dissiparam-se todas as dúvidas de que o lider vermelho tivesse se ausentado do Brasil. O local onde se encontrava, porém, era ignorado.

Logo após as autoridades policiais foram informadas de que chegara ao Brasil, em missão especial do Komintern para um entendimento com Prestes, o agente norte-americano Vitor Allan Baron.

Policiais efetuaram sua prisão, conduzindo-o para a Delegacia de Ordem Política e Social. Em todos os interrogatórios a que foi submetido negou-se a indicar o paradeiro de Prestes. O Capitão Miranda interrogou-o habilmente, ao levá-lo para jantar em um restaurante, e conseguiu finalmente a informação que precisava. Luis Carlos Prestes encontrava-se nesta capital, vivendo na clandestinidade com a sua mulher Olga Benário, de nacionalidade alemã, no endereço Rua Honorio, casa no. 270, Cachambi.

Vitor Allan Baron, preso na Seção de Segurança Política, ao se certificar que Prestes tinha sido realmente preso, correu da sala onde se achava até a varanda e precipitou-se no vácuo, caindo no pátio interno e sofrendo gravíssimas lesões.
Prestes foi removido para o quartel da Polícia Especial e Olga ficou detida na Delegacia de Ordem Política e Social.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Imprensa e os Fatos Históricos (generalidades) do Brasil

4 de março de 1974 - A inauguração da Ponte Rio-Niterói

"A Ponte Presidente Costa e Silva, monumento à Revolução de 1964, projeção sobre o mar da grande rodovia longitudinal litorânea, a BR-101, é um bem que simboliza ainda em sua majestade:
Primeira página do Jornal do Baasil: Terça-feira, 5 de março de 1974


a decisão do povo brasileiro de vencer todos os obstáculos ao nosso pleno desenvolvimento econômico e social; a capacidade de nossa engenharia de estudar e executar empreendimentos da maior complexidade; a dedicação e competência do operário brasileiro, cujo ânimo, até nas horas dramáticas, jamais arrefeceu, tendo ao contrário, saído fortalecido dos reveses próprios de obra de tamanha envergadura".
Mario Andreazza




Após uma espera de 6 anos e a superação de uma série de imprevistos, incluindo as dificuldades surgidas na execução das fundações, o Presidente Médici inaugurava a Ponte Presidente Costa e Silva unindo o Rio e Niterói através de um ousado e imponente empreendimento da construção civil nacional com 13 quilômetros de extensão e até 70 metros de altura no trecho de seu vão central. A solenidade aconteceu em duas etapas: a primeira, com o Governador Chagas Freitas, no acesso carioca, cortando uma fita simbólica e a segunda, diante de cerca de 10 mil pessoas, do lado fluminense, depois de um discurso do Ministro dos Transportes, Mario Andreazza. Estiveram presentes Ministros de Estado, Governadores, autoridades militares e eclesiásticas, além de uma multidão entusiasmada ao final invadiu as pistas numa grande festa.

Ao anoitecer uma missa na praça dos pedágios celebrou a memória dos operários mortos durante as obras. Ao final, o presidente da Construtora ECEX (responsável pela supervisão da edificação), Coronel João Carlos Guedes, ativou o serviço geral de iluminação.

O caminho para a modernidade
A travessia da ponte Rio-Niterói foi aberta ao público na manhã seguinte à inauguração, por onde começaram a passar mais de 50 mil veículos, diariamente. Desde então o marco da engenharia nacional, transformaria-se também em símbolo da integração e desenvolvimento econômico do do estado do Rio de Janeiro. Além de atender aos deslocamentos da população às localidades adjacentes, agilizou o serviço de transporte intermunicipal e interestadual de cargas, e contribuiu para o crescimento e a expansão de cidades, principalmente na Região dos Lagos.

CCJ aprova regulamentação da profissão de historiador

A regulamentação da profissão de historiador foi aprovada, nesta quarta-feira (2), pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), estabelece que a profissão de historiador poderá ser exercida pelos diplomados em curso de graduação, mestrado ou doutorado em História.
Entre as atribuições dos historiadores, o projeto (PLS 368/09) lista o ensino da disciplina no ensino básico e superior; o planejamento, a organização, a implantação e a direção de serviços de pesquisa histórica; o assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos para fins de preservação.
A proposta já havia sido aprovada em decisão terminativaDecisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis., em março de 2010, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Mas a aprovação de emenda de Plenário do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e de requerimentos dos senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e do então senador Flávio Arns (PSDB-PR) fez a matéria retornar à CAS, bem como exigiu sua análise pela CCJ e pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
Relator do projeto na CCJ, Flexa Ribeiro recomendou sua aprovação com o acolhimento da emenda de Alvaro Dias. A mudança proposta em Plenário simplificou uma das atribuições dos historiadores para a "organização de informações para publicações, exposições e eventos sobre temas de História". O texto aprovado pela CAS detalhava os locais (empresas, museus, editoras, produtoras de vídeo e CD-ROM ou emissoras de televisão) de realização dessa atividade.
- O texto original do inciso que se pretende alterar era excessivamente detalhista e enumeratório, o que depõe contra a generalidade, clareza e precisão da norma - explicou Flexa Ribeiro em seu parecer.
O relator reconheceu o "relevante" papel exercido pelos historiadores na sociedade e considerou que a inexistência de uma regulamentação pode abrir esse campo a profissionais de outras áreas sem as qualificações necessárias para desenvolver um trabalho adequado com objetos e assuntos históricos.
Iara Farias Borges e Simone Franco / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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quinta-feira, 3 de março de 2011

A Imprensa e os Fatos Históricos (generalidades)

3 de março de 2000 - Ditador Pinochet volta ao Chile

Depois de quase 17 meses em que esteve detido na Grã-Betanha, o ex-ditador chileno Augusto Pinochet (na época com 84 anos), foi o pivô de uma crise política já ao desembarcar em uma base aérea de Santiago, em meio ao entusiasmo de seus seguidores, à satisfação das Forças Armadas e ao constrangimento do governo do Chile. Acusado pela tortura e morte de adversários do seu regime, Pinochet pôde deixar Londres porque o governo britânico considerou que ele não tinha condições mentais para ser extraditado e julgado na Espanha pelos crimes cometidos.

O presidente eleito, Ricardo Lagos, que ainda não tinha tomado posse no dia em que viu o ex-ditador colocar os pés novamente em solo chileno, condenou a recepção festiva preparada por chefes militares, líderes de partidos de direita e empresários. “Os interesses do país exigiram comedimento. As cenas que vimos na TV não ajudam ao Chile. Isto tinha que ter sido levado em conta pelas pessoas envolvidas”, disse o novo líder do país, acrescentando que não permitiria manifestações semelhantes por parte dos militares quando passasse a ocupar seu posto como Chefe de Estado. O secretário-geral da Presidência foi mais longe. José Miguel Insulza, que seria o futuro ministro do Interior do governo Lagos, disse que a recepção festiva dada a Pinochet “lembrou a entrada de tropas nazistas em certas cidades na Segunda Guerra”.

Pinochet deixou o avião das Forças Armadas numa cadeira de rodas, mas assim que foi baixada à pista, ele se pôs de pé e, apoiado numa bengala, caminhou até um grupo de parentes, amigos e admiradores que o saudavam acenando bandeiras do Chile ao som da mais importante banda militar do país. Apesar da sua aparência frágil, a relativa desenvoltura demonstrada por Pinochet chamou a atenção assim como as observações dos seus parentes sobre sua impressionante recuperação a bordo do avião da Força Aérea chilena, que diziam ter visto o general se recuperar brilhantemente assim que deixou a Inglaterra.

Na volta à pátria, Pinochet encontrou 60 queixas criminais contra ele. Todas perseguindo um objetivo comum: julgá-lo por seus crimes graves cometidos durante os 17 anos de sua ditadura que teve início em 1973, com o golpe de Estado que causou a morte do ex-presidente Salvador Allende; e terminou em 1990, quando uma onda de protestos populares o impediu de tentar a reeleição.

A Imprensa e os Fatos Históricos (generalidades) do Brasil

2 de março de 1996 - O prematuro final do Mamonas Assassinas

Primeira página do Jornal do Brasil: Segunda-feira, 4 de março de 1996


Capa do Caderno B: Segunda-feira, 4 de março de 1996
Um acidente com o jatinho que transportava os integrantes do grupo Mamonas Assassinas interrompeu a fulminante carreira da banda que conquistou multidões de crianças e adolescentes em todo o Brasil.

O avião Lear Jet 25, PT-LSD chocou-se, no fim da noite, com a Serra da Cantareira, na Grande São Paulo. Além do vocalista Dinho, os irmãos Samuel e Sérgio, Júlio e Bento - componentes da banda - morreram o piloto, o co-piloto e dois assistentes dos artistas.

A tragédia causou comoção nacional, e homenagens ao grupo foram promovidas em diversas cidades.

Letras irreverentes, figurinos exóticos e performance estilo pastelão. Nunca estes ingredientes haviam se misturado com tanta espontaneidade no cenário musical brasileiro. O resultado foi a identificação imediata do público jovem que entoava as músicas de expressão debochada como hinos da sua geração.

Uma histeria só comparável ao surgimento da Xuxa na década de 80 e que levaria o grupo ao auge da fama da noite para o dia.

Em apenas oito meses, o único CD lançado atingiria a margem de 1,8 milhão de cópias vendidas. Com várias faixas nas paradas de sucesso, entre elas Vira-Vira, Pelados em Santos e Robocop Gay, o Mamonas se revelaria o maior fenômeno do mercado musical brasileiro dos últimos tempos.


Alegria e humor do início ao fim

"Vamos ficar escondidos. Se vocês gritarem 'mais um', a gente volta". Assim Dinho conduziu o público na última noite de apresentação da banda. A efêmera trajetória do Mamonas Assassinas deixou um legado de alegria e humor, marcas do comportamento de seus jovens integrantes, liderados pela comédia natural do vocalista.

Ironicamente, deixariam registrado no encarte do CD, entre os nomes da lista de agradecimentos: "Ao Santos Dumont (que inventou o avião, senão a gente ainda tava indo mixar o disco a pé)".

Marcos Terranova/CPDoc JB

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Imprensa e os Fatos Históricos (generalidades) do Brasil

28 de fevereiro de -1989 - Morre Aurélio Buarque de Holanda Ferreira

Morre Aurelio Buarque de Holanda. Jornal do Brasil: Quarta-feira, 1º de março de 1989.
"Fazer dicionários é como caçar borboletas. As palavras voam, é preciso caçá-las no ar". Aurélio Buarque de Holanda

Vítima do mal de Parkinson que sofria desde 1981, morreu o dicionarista e acadêmico Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, 78 anos, autor de um dos maiores sucesso da história editorial do Brasil: o dicionário Aurélio.

Por obrigações do ofício, Aurélio nunca se dava por satisfeito com as acepções dos seus verbetes. Para explicar o que era um dicionarista, por exemplo, por escrito, ele era curto: "Autor de dicionário, lexicógrafo". Mas, no meio de uma conversa, podia se esbaldar à vontade: "O ideal de todo lexicógrafo é ser um ficcionista, afinal, o que é criar a acepção de uma palavra, senão desandar pelo domínio da ficção?"

Quem conheceu este Aurélio alegre, sempre com um bom papo, no entanto, sabe que ele talvez se definisse melhor com a expressão "pescador de pérolas". Como bom alagoano, mestre Aurélio era apaixonado pelo mar. A paixão vinha desde os oito meses de idade, quando a família pobre, de pai comerciante modesto, se mudou da interiorana Passo de Camaragibe, onde nasceu Aurélio, a 3 de maio de 1910, para Porto das Pedras, de frente para o Oceano Atlântico. E sempre que os repórteres batiam à sua porta, com a incontornável missão de repassar a sua vida, ele ria, paciente, e não esquecia de mencionar um evento importante: tinha aprendido a nadar com 12 anos. Parecia um detalhe insignificante. Mas ele era assim. Apegado ao detalhe minúsculo que podia fazer diferença na definição de um verbete. Para definir Aurélio BUarque de Holanda Fereira, a presença do mar fez diferença.

O lexicógrafo Aurelio Buarque de Holanda.
O verbete que faltava
Num de seus célebres acessos de modéstia, Aurélio censurou no seu famoso dicionário, um verbete de uso amplamente dissiminado na língua portuguesa: aurélio. O que constar neste verbete? Sinônimo de dicionário, graças ao uso coletivo e anônimo, em reconhecimento à excelência do trabalho do lexicógrafo alagoano Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, autor do Novo dicionário da língua portuguesa.
http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?blogid=57&archive=2011-02
@HistoriaUnibtos

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Construção de Pinacoteca no Interior do Estado de São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta terça-feira (22) a criação de uma pinacoteca no interior de São Paulo. Segundo Alckmin, o prédio será erguido em Botucatu, cidade a 238 km de São Paulo.
- Esta será a primeira de muitas no interior.

A informação foi dada durante a divulgação da programação da Virada Cultural Paulista, marcada para os dias 14 e 15 de maio. 

O local onde a pinacoteca será construída já está sendo analisado pela prefeitura da cidade. Segundo o governador, também já há acervo, mas ele não divulgou quantas peças o compõe. 

O governo estadual também não deu prazo para início e término das obras.
@HistoriaUnibtos

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