Em todo o Brasil, as aulas mal começaram e os pais já levaram um susto. É a filha fazendo esforço na piscina, e o pai suando para pagar a mensalidade. “A gente tenta fazer dentro daquilo que nosso orçamento permite”, comenta o policial militar Rodrigo Ribeiro.
É um sufoco quando a conta vem em dobro, diz a tia das gêmeas Melissa e Maria Luiza. “Elas sempre querem mais, por exemplo balé e inglês. Haja dinheiro”, diz a dona de casa Arlete Godói.
O diagnóstico do IBGE indica que essa dor no bolso pode estar sendo provocada por um fator positivo: o crescimento da economia. O problema é o efeito colateral. Os reajustes raramente ficam abaixo da inflação.
“A renda vem crescendo acima da média. Então, há uma apreensão de se pagar mais pelos profissionais contratados nesta área. O próprio salário-mínimo, que é o piso salarial, vem crescendo acima da média. Isso acaba empurrando os custos de salário”, explica o analista do IBGE, Antônio Braz de Oliveira.
A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 6,5%, índice bem menor que o reajuste médio aplicado pelas escolas de informática, pelos cursinhos de idiomas e pelas escolinhas de natação das principais capitais do país. “Com as coisas subindo, salário-mínimo e tudo, nós temos de repassar esse aumento também da inflação”, afirma Helder Ferreira Sobrinho, coordenador de uma escola.
Os filhos da fotógrafa Helen Denis Oliveira estão na aula de inglês. Cada um aprende um tipo de esporte. A sorte é que, nessa família, o poder de negociação é grande. “Fui negociar um desconto. Falei que os outros dois têm de fazer também, e eles falam: ‘Claro, vamos dar um desconto’. Não vai querer perder três?”, conta.
Mais em: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/01/mensalidades-de-cursinhos-e-escolas-sobem-mais-do-que-inflacao.html
A Faculdade Barretos, juntamente com o coordenador do Curso de Licenciatura em História da Faculdade Barretos, dão as Boas Vindas a todos os alunos para o ano letivo de 2012! Sejam Bem Vindos!
"Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem. (Bertold Brecht)"
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Material escolar: sindicato de SP é investigado por recomendar aumento nos preços
O Simpa-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Escolar e Papelaria do Estado de São Paulo e Região) e o presidente do sindicato, Antônio Martins Nogueira, estão sendo investigados por recomendar data, valores e percentuais de aumento dos preços de material escolar ao consumidor.
A determinadação partiu da SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, por meio do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC).
O sindicato também terá de publicar em cinco jornais de grande circulação, por dois dias seguidos, a nota da secretaria que informa os afiliados da proibição de recomendar aumento nos valores dos produtos. O DPDC alertou os Procons de todo o país para que redobrem a atenção e o monitoramento de papelarias e lojas de revenda de materiais escolares.
Segundo o Ministério da Justiça, a medida preventiva foi tomada após conhecimento de notícias veiculadas pela imprensa em 21 de dezembro de 2011, dizendo que o Simpa-SP estaria recomendando que o varejistas repassassem para os preços dos produtos que compõem a lista de material escolar o índice da inflação no período.
A determinadação partiu da SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, por meio do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC).
O sindicato também terá de publicar em cinco jornais de grande circulação, por dois dias seguidos, a nota da secretaria que informa os afiliados da proibição de recomendar aumento nos valores dos produtos. O DPDC alertou os Procons de todo o país para que redobrem a atenção e o monitoramento de papelarias e lojas de revenda de materiais escolares.
Segundo o Ministério da Justiça, a medida preventiva foi tomada após conhecimento de notícias veiculadas pela imprensa em 21 de dezembro de 2011, dizendo que o Simpa-SP estaria recomendando que o varejistas repassassem para os preços dos produtos que compõem a lista de material escolar o índice da inflação no período.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Criança 'inflaciona' e 'turbina' a lista de material escolar
Mochila estampada com princesas, estojo com personagens do filme do momento, cola com gliter. Nas prateleiras de lojas que vendem material escolar, as tentações para as crianças são muitas.
Por isso, levá-las na hora das compras pode pesar, e bastante, no bolso dos pais.
Aproveitando a temporada de compra de material e a volta às aulas, a partir dessa segunda-feira, a Folha convidou uma estudante de 10 anos para um experimento.
Com a lista de uma escola tradicional de São Paulo em mãos, a reportagem levou Natália de Albuquerque do Amaral às compras.
Ela foi orientada a escolher o que quis, sem precisar olhar os preços. A única regra era seguir a lista da escola.
Ao mesmo tempo, a reportagem também simulou outra compra, contendo produtos similares, mas com os valores mais em conta.
Resultado: a cesta da menina ficou o triplo do valor da outra, onde havia apenas os materiais mais baratos; R$ 429,51, contra R$ 159,87.
No final, a estudante foi autorizada a selecionar itens de fora da lista da escola. Aqueles que viu na prateleira e insistiria com a mãe para levar.
Foram dez produtos, entre eles uma garrafinha com personagem de desenho animado, adesivos coloridos e tintas fluorescentes. A conta final subiu para R$ 614,98.
"Nossa, se fosse de verdade minha mãe ficaria bem brava", divertiu-se Natália no caixa, após ver o resultado.
A escolha dela foi baseada na beleza dos itens, explicou. De preferência, os que continham a estampa de algum tipo de animal, paixão dela.
A tesoura colorida custou R$ 9,99; a mais barata, toda preta e de melhor qualidade, R$ 1,99; o lápis de cor, que vinha com um estojinho, R$ 39,90; um sem estojo, R$ 2,6.
Por isso, levá-las na hora das compras pode pesar, e bastante, no bolso dos pais.
Aproveitando a temporada de compra de material e a volta às aulas, a partir dessa segunda-feira, a Folha convidou uma estudante de 10 anos para um experimento.
Com a lista de uma escola tradicional de São Paulo em mãos, a reportagem levou Natália de Albuquerque do Amaral às compras.
Ela foi orientada a escolher o que quis, sem precisar olhar os preços. A única regra era seguir a lista da escola.
Ao mesmo tempo, a reportagem também simulou outra compra, contendo produtos similares, mas com os valores mais em conta.
Resultado: a cesta da menina ficou o triplo do valor da outra, onde havia apenas os materiais mais baratos; R$ 429,51, contra R$ 159,87.
No final, a estudante foi autorizada a selecionar itens de fora da lista da escola. Aqueles que viu na prateleira e insistiria com a mãe para levar.
Foram dez produtos, entre eles uma garrafinha com personagem de desenho animado, adesivos coloridos e tintas fluorescentes. A conta final subiu para R$ 614,98.
"Nossa, se fosse de verdade minha mãe ficaria bem brava", divertiu-se Natália no caixa, após ver o resultado.
A escolha dela foi baseada na beleza dos itens, explicou. De preferência, os que continham a estampa de algum tipo de animal, paixão dela.
A tesoura colorida custou R$ 9,99; a mais barata, toda preta e de melhor qualidade, R$ 1,99; o lápis de cor, que vinha com um estojinho, R$ 39,90; um sem estojo, R$ 2,6.
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