A instalação de uma unidade da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) em Jundiaí foi o assunto da audiência que aconteceu na manhã de ontem, na sede da universidade, em São Paulo, entre o prefeito Miguel Haddad e o reitor Julio Cezar Durigan. Miguel apresentou os índices sociais e econômicos do município e confirmou que Jundiaí tem demanda para os cursos da Unesp, principalmente aqueles de perfil tecnológico. Durigan confirmou que a possibilidade de instalação de cursos da Unesp em Jundiaí existe, mas é necessário um aporte do Governo Estadual e a elaboração de estudos que irão definir as necessidades da região. O reitor ainda destacou que entre 2001 e 2002 foram criados 38 novos cursos, mas foram priorizadas as regiões que necessitavam ser alavancadas economicamente. "Atualmente a Unesp está presente em 23 municípios e Jundiaí poderia muito bem ser coberta por uma unidade", disse Durigan. As negociações em torno da vinda da universidade pública receberam um grande reforço na semana passada (15 de abril), durante audiência do prefeito Miguel Haddad com o governador Geraldo Alckmin e com o secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo. Nessa reunião o prefeito mencionou áreas de propriedade do Estado existentes em Jundiaí, que poderiam sediar os cursos da Unesp, como o Colégio Técnico Agrícola "Benedito Storani" e a Escola Técnica Estadual "Vasco Antonio Venchiarutti", entre outras. Na reunião com o reitor da Unesp, Miguel reforçou novamente essa questão e também destacou que Jundiaí é um importante polo industrial, sendo a oitava economia do Estado, com ótima vocação logística e agora se destacando na área de informática. "E já estamos iniciando o processo de criação de um Parque Tecnológico", lembrou o prefeito. Durigan pediu que a Prefeitura prepare um ofício detalhado contendo todas as informações sobre as necessidades do município e seu interesse na vinda dos cursos, para que os dados possam servir de base para os estudos de uma comissão específica da Unesp, que avalia as aptidões das cidades. "Vamos manter o contato para que possamos avançar nessas negociações", frisou Miguel. O deputado estadual Ary Fossen e o secretário de Educação, Francisco José Carbonari, também estavam presentes na reunião.
Crédito: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=2&Int_ID=145834
A Faculdade Barretos, juntamente com o coordenador do Curso de Licenciatura em História da Faculdade Barretos, dão as Boas Vindas a todos os alunos para o ano letivo de 2012! Sejam Bem Vindos!
"Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem. (Bertold Brecht)"
"Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem. (Bertold Brecht)"
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Curso aborda as relações entre filosofia e literatura
O Ponto A Oficina de Conteúdo promove no dia 30 de abril, em São Paulo, das 10 horas às 14 horas, o curso de extensão: Literatura, Filosofia e Subjetividade, que será ministrado por Ana Maria Haddad Baptista. Segundo o programa do curso, serão abordadas as relações entre Mitologia, Filosofia e Literatura na Grécia antiga, subjetividade na literatura e temporalidade, marcas de poeticidade e literariedade nos diálogos platônicos, entre outros temas. As teorias dos filósofos Platão, Henri Bergson e Gilles Deleuze, além de textos dos escritores José Saramago e Giórgos Seféris, fazem parte do conteúdo programático. O evento faz parte do projeto Rumo ao Conhecimento. Ana é graduada em Letras, mestra e doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e pós-doutora em História da Ciência. O custo é de R$ 300. Literatura, Filosofia e Subjetividade Villa Lobos Office Park - Sala de reuniões e treinamentos Torre Star E Av. Queiroz Filho, 1700 - Vila Leopoldina Custo: R$ 300 Inscrições somente pelo e-mail cursos@pontoaproducoes.com.br Telefone: 0XX11 3522-7868
Crédito: http://veja.abril.com.br/agencias/ae/diversao/detail/2011-04-21-1883712.shtml
Crédito: http://veja.abril.com.br/agencias/ae/diversao/detail/2011-04-21-1883712.shtml
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Projeto quer obrigar escolas a combater o bullying
As instituições de ensino de todo o país poderão ser obrigadas, por lei, a combater o bullying e garantir um ambiente escolar seguro para seus alunos. É o que prevê um projeto do senador Gim Argello (PTB-DF), atualmente em análise no Senado.
O projeto de lei foi apresentado em 2010, mas o assunto ganhou maior visibilidade neste ano, após o assassino de 12 estudantes de uma escola no Rio de Janeiro ter declarado, em um vídeo produzido antes do massacre, que iria se vingar da discriminação e isolamento que disse ter sofrido nos tempos de aluno.
Os casos de bullying, termo usado para definir agressões e intimidações no ambiente escolar, são motivo de preocupação para famílias e autoridades públicas. Atualmente três projetos em análise no Senado tratam do tema.
O texto do senador Gim Argello modifica a lei de diretrizes e bases da educação, ao incluir, entre as obrigações da escola, a promoção de um ambiente seguro.
"O bullying é um negócio que agride muito, são apelidos excessivos, são tratamentos que colocam os meninos na roda e batem nos meninos, fazem os meninos tirar a roupa, e meninos e meninas, o porquê desse projeto? Para que as escolas realmente dêem condições porque quando jovem a criança precisa ter um bom ambiente, um ambiente confortável na escola para poder crescer e se desenvolver", diz o senador.
Crédito: http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/podcasts/904622-projeto-quer-obrigar-escolas-a-combater-o-bullying.shtml
O projeto de lei foi apresentado em 2010, mas o assunto ganhou maior visibilidade neste ano, após o assassino de 12 estudantes de uma escola no Rio de Janeiro ter declarado, em um vídeo produzido antes do massacre, que iria se vingar da discriminação e isolamento que disse ter sofrido nos tempos de aluno.
Os casos de bullying, termo usado para definir agressões e intimidações no ambiente escolar, são motivo de preocupação para famílias e autoridades públicas. Atualmente três projetos em análise no Senado tratam do tema.
O texto do senador Gim Argello modifica a lei de diretrizes e bases da educação, ao incluir, entre as obrigações da escola, a promoção de um ambiente seguro.
"O bullying é um negócio que agride muito, são apelidos excessivos, são tratamentos que colocam os meninos na roda e batem nos meninos, fazem os meninos tirar a roupa, e meninos e meninas, o porquê desse projeto? Para que as escolas realmente dêem condições porque quando jovem a criança precisa ter um bom ambiente, um ambiente confortável na escola para poder crescer e se desenvolver", diz o senador.
Crédito: http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/podcasts/904622-projeto-quer-obrigar-escolas-a-combater-o-bullying.shtml
Negros são mais atingidos por abandono e repetência escolar
Abandono e repetência escolar afetam mais os estudantes negros, segundo o Relatório Anual das Desigualdades Sociais 2009-2010, divulgado nesta terça-feira no Rio.
A avaliação de jovens de 15 a 17 anos mostra que 8 em cada 10 estudantes pretos e pardos estavam cursando séries abaixo de sua idade, ou tinham abandonado o colégio.
Entre os brancos, 66% dos estudantes estavam na mesma situação.
Na população de 11 a 14 anos, 55,3% dos jovens brasileiros não estavam na série correta em 2008. Entre os jovens pretos e pardos, essa proporção chega a 62,3%, bem acima dos estudantes brancos (45,7%).
"Mais uma vez, os dados também refletem que o problema de repetência e abandono, ao longo das coortes etárias, incide de forma desproporcional sobre os pretos e pardos", diz o relatório.
O estudo acentua que é justamente dos 11 aos 14 anos a fase em que crianças e jovens começam a abandonar a escola, daí a gravidade dessa questão.
Desenvolvido pelo Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o relatório evidencia que a população branca com idade superior a 15 anos tinha, em 2008, 1,5 ano de estudo a mais do que a negra.
Se comparado ao quadro de 1988, essa diferença entre brancos e negros pouco mudou. Naquela época, os brancos tinham 1,6 ano de estudo a mais, em média.
Atualmente, a população preta ou parda com mais de 15 anos tinha 6,5 anos de estudos em 2008, ante 3,6 anos em 1988. Entre os brancos, houve um salto de 5,2 anos para 8,3 anos de estudos.
Crédito: http://www1.folha.uol.com.br/saber/904666-negros-sao-mais-atingidos-por-abandono-e-repetencia-escolar.shtml
A avaliação de jovens de 15 a 17 anos mostra que 8 em cada 10 estudantes pretos e pardos estavam cursando séries abaixo de sua idade, ou tinham abandonado o colégio.
Entre os brancos, 66% dos estudantes estavam na mesma situação.
Na população de 11 a 14 anos, 55,3% dos jovens brasileiros não estavam na série correta em 2008. Entre os jovens pretos e pardos, essa proporção chega a 62,3%, bem acima dos estudantes brancos (45,7%).
"Mais uma vez, os dados também refletem que o problema de repetência e abandono, ao longo das coortes etárias, incide de forma desproporcional sobre os pretos e pardos", diz o relatório.
O estudo acentua que é justamente dos 11 aos 14 anos a fase em que crianças e jovens começam a abandonar a escola, daí a gravidade dessa questão.
Desenvolvido pelo Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o relatório evidencia que a população branca com idade superior a 15 anos tinha, em 2008, 1,5 ano de estudo a mais do que a negra.
Se comparado ao quadro de 1988, essa diferença entre brancos e negros pouco mudou. Naquela época, os brancos tinham 1,6 ano de estudo a mais, em média.
Atualmente, a população preta ou parda com mais de 15 anos tinha 6,5 anos de estudos em 2008, ante 3,6 anos em 1988. Entre os brancos, houve um salto de 5,2 anos para 8,3 anos de estudos.
Crédito: http://www1.folha.uol.com.br/saber/904666-negros-sao-mais-atingidos-por-abandono-e-repetencia-escolar.shtml
Promotores querem tornar bullying crime
Promotores da Infância e Juventude de São Paulo querem que o bullying seja considerado crime. Um anteprojeto de lei elaborado pelo grupo prevê pena mínima de 1 a 4 anos de reclusão, além do pagamento de multa. Se a prática for violenta, reiterada e cometida por adolescente, em caso de condenação, o autor poderá ser acolhido pela Fundação Casa.
Pela proposta, pode ser penalizado quem expuser alguém de forma voluntária e mais de uma vez a constrangimento público, escárnio ou degradação física ou moral, sem motivação evidente e estabelecendo com isso uma relação desigual de poder. Se o crime for cometido por mais de uma pessoa, por meio eletrônico ou por qualquer mídia (cyberbullying), a pena será aumentada de um terço até a metade. E, se cometido contra menor de 14 anos ou pessoa com deficiência mental, a pena aumenta ainda mais um terço.
Quando resultar em lesão grave, a pena será de reclusão de 5 a 10 anos. Se ocasionar a morte da vítima, a reclusão será de 12 a 30 anos, além de multa - a mesma prevista para homicídios. O anteprojeto prevê ainda que, se a prática resultar em sequela psicológica à vítima (provada por meio de laudos médicos e psiquiátricos), a pena de reclusão será de 2 a 6 anos e multa. No entanto, como o bullying na maioria dos casos é praticado por crianças e adolescentes, os promotores vão precisar adaptar a tipificação penal dessas práticas à aplicação de medidas socioeducativas.
O anteprojeto será submetido no próximo dia 6 de maio a aprovação na Promotoria da Infância e Juventude do Ministério Público e, depois, encaminhado ao procurador-geral, Fernando Grella, que deve enviar o texto a um deputado federal.
Crédito: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/19/promotores-querem-tornar-bullying-crime.jhtm
Pela proposta, pode ser penalizado quem expuser alguém de forma voluntária e mais de uma vez a constrangimento público, escárnio ou degradação física ou moral, sem motivação evidente e estabelecendo com isso uma relação desigual de poder. Se o crime for cometido por mais de uma pessoa, por meio eletrônico ou por qualquer mídia (cyberbullying), a pena será aumentada de um terço até a metade. E, se cometido contra menor de 14 anos ou pessoa com deficiência mental, a pena aumenta ainda mais um terço.
Quando resultar em lesão grave, a pena será de reclusão de 5 a 10 anos. Se ocasionar a morte da vítima, a reclusão será de 12 a 30 anos, além de multa - a mesma prevista para homicídios. O anteprojeto prevê ainda que, se a prática resultar em sequela psicológica à vítima (provada por meio de laudos médicos e psiquiátricos), a pena de reclusão será de 2 a 6 anos e multa. No entanto, como o bullying na maioria dos casos é praticado por crianças e adolescentes, os promotores vão precisar adaptar a tipificação penal dessas práticas à aplicação de medidas socioeducativas.
O anteprojeto será submetido no próximo dia 6 de maio a aprovação na Promotoria da Infância e Juventude do Ministério Público e, depois, encaminhado ao procurador-geral, Fernando Grella, que deve enviar o texto a um deputado federal.
Crédito: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/19/promotores-querem-tornar-bullying-crime.jhtm
Menino de 6 anos leva arma para escola, e acidente fere 3 nos EUA
Três crianças ficaram feridas depois que a arma de um menino de seis anos caiu de seu bolso e disparou em uma escola do Estado do Texas (sul dos Estados Unidos), informou a imprensa local nesta terça-feira (19).
Nenhuma das crianças ficou gravemente ferida e tudo indica que foram atingidas de raspão por um único tiro, indicou o Houston Chronicle.
A criança que tinha levado a arma para a escola ficou ferida no pé, assim como uma menina de cinco anos, enquanto que outro aluno de seis anos ficou ferido na perna, indicou ao jornal o porta-voz da instituição de ensino, Jason Spencer.
Jarneshia Broussard, de 5 anos, estava comendo na mesma mesa do menino que possuía a arma quando ouviu um barulho forte.
"Sabia que era uma arma, porque uma arma faz 'pou!'", disse ao Chronicle. "Fiquei realmente assustada".
Crédito: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/19/menino-de-6-anos-leva-arma-para-escola-e-acidente-fere-3-nos-eua.jhtm
Nenhuma das crianças ficou gravemente ferida e tudo indica que foram atingidas de raspão por um único tiro, indicou o Houston Chronicle.
A criança que tinha levado a arma para a escola ficou ferida no pé, assim como uma menina de cinco anos, enquanto que outro aluno de seis anos ficou ferido na perna, indicou ao jornal o porta-voz da instituição de ensino, Jason Spencer.
Jarneshia Broussard, de 5 anos, estava comendo na mesma mesa do menino que possuía a arma quando ouviu um barulho forte.
"Sabia que era uma arma, porque uma arma faz 'pou!'", disse ao Chronicle. "Fiquei realmente assustada".
Crédito: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/19/menino-de-6-anos-leva-arma-para-escola-e-acidente-fere-3-nos-eua.jhtm
Reclusão por bullying vai contra conclusão da Comissão de Direitos Humanos
Enquanto promotores da Infância e Juventude de São Paulo querem que o bullying seja considerado crime, a Comissão de Direitos Humanos do Senado concluiu, nesta segunda-feira (18/4), que a melhor forma de evitar o problema é abrir os portões das escolas para a comunidade. O bullying, comumente associado ao ambiente escolar, é caracterizado por atos de violência física ou psicológica persistentes, praticados para intimidar ou agredir.
Um anteprojeto de lei elaborado pelos promotores prevê pena mínima de um a quatro anos de reclusão, além do pagamento de multa para quem cometer bullying. Em condenações consideradas de alto grau de violência, cometidas por adolescentes, o autor poderia até ser enviado à Fundação Casa.
De acordo com a proposta, poderá responder judicialmente quem expuser o outro de forma voluntária a constrangimento público, escárnio ou degradação física ou moral, sem motivo evidente.
A pena aumenta, segundo a proposta, se o bullying for cometido contra adolescente com menos de 14 anos ou pessoa com deficiência mental. Quando resultar em lesão grave, o anteprojeto prevê reclusão de cinco a 10 anos, podendo aumentar o tempo conforme a gravidade da situação.
Hoje, os casos são enquadrados como injúria ou lesão corporal, segundo o promotor Mario Augusto Bruno Neto, secretário executivo da promotoria, em entrevista ao Jornal da Tarde.
Mas, “como o bullying na maioria dos casos é praticado por crianças e adolescentes, os promotores vão precisar adaptar a tipificação penal dessas práticas à aplicação de medidas socioeducativas”, aponta matéria publicada na Agência Estado, desta terça-feira (19/4).
Já a avaliação de especialistas de ensino, durante a audiência da Comissão de Direitos Humanos, reitera que a comunidade tem uma chance maior de evitar o bullying, se participar ativamente da rotina das escolas. O debate, marcado para discutir violência na educação, durou cerca de três horas e contou com psiquiatras, psicanalistas e educadores.
Para os participantes, a escola é a instituição pública mais democrática do país e, por essa característica, tem no seu interior a reprodução dos mesmos problemas da sociedade.
O artigo “Nenhuma escola é ilha”, publicado no site “Vi o Mundo”, da professora e historiadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Ana Flávia Ramos, argumenta que não se pode descontextualizar o bullying da realidade social.
“Não adianta culpar o bullying, achando que ele é um problema de jovens ou só das escolas. Não adianta grades e detectores de metal nas entradas ou a proibição da venda de armas”, escreveu ela. “Como professora, sei que os alunos reproduzem em sala aquilo que ouvem de seus pais ou na mídia. Não adianta pedir paz e tolerância no colégio enquanto a mídia e a sociedade fazem outra coisa”, completou.
“Na escola, o problema do bullying é tratado como algo independente da realidade política, econômica e social do país. Mas é possível separar tudo isso? Colocar a questão só relacionada à ‘valores’ dos adolescentes, influenciados pelo malvado do computador ou videogames?”, questionou a professora.
O anteprojeto dos promotores ainda deverá ser submetido, em 6 de maio, a aprovação da Promotoria da Infância e Juventude do Ministério Público. Depois, encaminhado ao procurador-geral, Fernando Grella, que deve enviar o texto a um deputado federal.
Crédito: http://aprendiz.uol.com.br/content/speclebrec.mmp
Um anteprojeto de lei elaborado pelos promotores prevê pena mínima de um a quatro anos de reclusão, além do pagamento de multa para quem cometer bullying. Em condenações consideradas de alto grau de violência, cometidas por adolescentes, o autor poderia até ser enviado à Fundação Casa.
De acordo com a proposta, poderá responder judicialmente quem expuser o outro de forma voluntária a constrangimento público, escárnio ou degradação física ou moral, sem motivo evidente.
A pena aumenta, segundo a proposta, se o bullying for cometido contra adolescente com menos de 14 anos ou pessoa com deficiência mental. Quando resultar em lesão grave, o anteprojeto prevê reclusão de cinco a 10 anos, podendo aumentar o tempo conforme a gravidade da situação.
Hoje, os casos são enquadrados como injúria ou lesão corporal, segundo o promotor Mario Augusto Bruno Neto, secretário executivo da promotoria, em entrevista ao Jornal da Tarde.
Mas, “como o bullying na maioria dos casos é praticado por crianças e adolescentes, os promotores vão precisar adaptar a tipificação penal dessas práticas à aplicação de medidas socioeducativas”, aponta matéria publicada na Agência Estado, desta terça-feira (19/4).
Já a avaliação de especialistas de ensino, durante a audiência da Comissão de Direitos Humanos, reitera que a comunidade tem uma chance maior de evitar o bullying, se participar ativamente da rotina das escolas. O debate, marcado para discutir violência na educação, durou cerca de três horas e contou com psiquiatras, psicanalistas e educadores.
Para os participantes, a escola é a instituição pública mais democrática do país e, por essa característica, tem no seu interior a reprodução dos mesmos problemas da sociedade.
O artigo “Nenhuma escola é ilha”, publicado no site “Vi o Mundo”, da professora e historiadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Ana Flávia Ramos, argumenta que não se pode descontextualizar o bullying da realidade social.
“Não adianta culpar o bullying, achando que ele é um problema de jovens ou só das escolas. Não adianta grades e detectores de metal nas entradas ou a proibição da venda de armas”, escreveu ela. “Como professora, sei que os alunos reproduzem em sala aquilo que ouvem de seus pais ou na mídia. Não adianta pedir paz e tolerância no colégio enquanto a mídia e a sociedade fazem outra coisa”, completou.
“Na escola, o problema do bullying é tratado como algo independente da realidade política, econômica e social do país. Mas é possível separar tudo isso? Colocar a questão só relacionada à ‘valores’ dos adolescentes, influenciados pelo malvado do computador ou videogames?”, questionou a professora.
O anteprojeto dos promotores ainda deverá ser submetido, em 6 de maio, a aprovação da Promotoria da Infância e Juventude do Ministério Público. Depois, encaminhado ao procurador-geral, Fernando Grella, que deve enviar o texto a um deputado federal.
Crédito: http://aprendiz.uol.com.br/content/speclebrec.mmp
Professor pode ter prioridade para receber restituição do IR
O contribuinte que tenha no magistério sua maior fonte de rendimentos poderá receber a restituição do IR (Imposto de Renda) logo após os idosos e antes dos demais cidadãos. O benefício aos professores consta de projeto aprovado nesta terça-feira (19), em decisão terminativa, pela Comissão de Assuntos Econômicos. Se não houver recurso para apreciação no plenário, o texto seguirá para a Câmara.
Atualmente, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) assegura ao contribuinte com mais de 60 anos prioridade no recebimento da restituição. A intenção do autor do projeto (PLS 6/2009), senador Cristovam Buarque (PDT-DF), é colocar os professores em segundo lugar nessa ordem de prioridade. "Esse projeto visa dizer a todo o Brasil que professor é uma pessoa especial e, como tal, será tratado de forma especial", justificou o autor.
O relator, senador Jayme Campos (DEM-MT), apresentou voto pela rejeição do projeto, sob o argumento de que a matéria seria inconstitucional. O parecer foi lido pelo relator ad hoc, senador Cyro Miranda (PSDB-GO). No entanto, o parecer do relator foi derrubado por 9 votos a 5. A proposta já tinha sido aprovada na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
Crédito: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/20/professor-pode-ter-prioridade-para-receber-restituicao-do-ir.jhtm
Atualmente, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) assegura ao contribuinte com mais de 60 anos prioridade no recebimento da restituição. A intenção do autor do projeto (PLS 6/2009), senador Cristovam Buarque (PDT-DF), é colocar os professores em segundo lugar nessa ordem de prioridade. "Esse projeto visa dizer a todo o Brasil que professor é uma pessoa especial e, como tal, será tratado de forma especial", justificou o autor.
O relator, senador Jayme Campos (DEM-MT), apresentou voto pela rejeição do projeto, sob o argumento de que a matéria seria inconstitucional. O parecer foi lido pelo relator ad hoc, senador Cyro Miranda (PSDB-GO). No entanto, o parecer do relator foi derrubado por 9 votos a 5. A proposta já tinha sido aprovada na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
Crédito: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/20/professor-pode-ter-prioridade-para-receber-restituicao-do-ir.jhtm
Material e portal do MEC têm erros de ortografia
Em página que dá acesso à coleção de livros Explorando o Ensino, voltada para professores da educação básica, o portal do Ministério da Educação na internet grafava, até esta segunda-feira (18), o nome da disciplina "lingua portuguêsa" sem acento agudo em "língua" e com um acento inexistente em "portuguesa". O MEC corrigiu à tarde a grafia das palavras, depois de ser procurado pela reportagem.
Na capa do livro de língua portuguesa, disponível para download no portal, a palavra "lingua" também aparecia sem acento. O arquivo foi tirado do ar momentaneamente e voltou a estar disponível hoje, com a ortografia correta na capa, informou a assessoria do ministério.
O MEC não quis divulgar quem são os responsáveis pelo conteúdo do portal, nem desde quando o erro estava no ar. A assessoria limitou-se a dizer que "o portal está em constante processo de atualização e revisão".
O órgão também não respondeu se os livros com o erro na capa foram impressos. No próprio portal, porém, um texto diz que o material deve chegar a todas as escolas da rede pública do país no início do segundo semestre. O ministério não informou se vai ter de refazer as capas.
PADRONIZAÇÃO
Para o professor Pasquale Cipro Neto, a gravidade de erros de ortografia "depende do território em que eles estão". "É desejável que, em documentos oficiais, a grafia seja a oficial, se não vira bagunça", diz. A questão, para ele, é de padronização.
"Mário de Andrade dizia que não tinha nada contra 'jente' com 'j', desde que todos escrevessem assim", brinca.
A palavra "portuguesa" perdeu o acento circunflexo no acordo ortográfico que entrou em vigor em 18 de dezembro de 1971. Segundo o professor, no entanto, a mudança parece não ter sido "totalmente absorvida".
"Eu comparo as mudanças ortográficas a garrafas pet. Elas levam centenas de anos para serem absorvidas pela natureza." As últimas mudanças na ortografia da língua portuguesa foram implantadas no Brasil por um acordo regulamentado em 29 de setembro de 2008, e passaram a valer em 1º de janeiro de 2009.
O revisor Leonardo Fatore diz que erros de ortografia não devem ser minimizados. Ele trabalhou como examinador de concursos públicos em São Paulo e afirma que, em geral, um terço da nota da redação de um candidato depende da ortografia. "Os erros são contados numericamente. Um erro de ortografia numa redação tem o mesmo peso de um erro de concordância, por exemplo."
A assessoria do MEC não quis informar o peso da ortografia na prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Não foi a primeira vez que documentos do ministério apresentaram erros dessa natureza. Na última edição do exame, o cartão de confirmação de inscrição trazia, na seção "informações importantes", a palavra "extrangeiros" grafada com "x".
Crédito: http://www1.folha.uol.com.br/saber/904630-material-e-portal-do-mec-tem-erros-de-ortografia.shtml
Na capa do livro de língua portuguesa, disponível para download no portal, a palavra "lingua" também aparecia sem acento. O arquivo foi tirado do ar momentaneamente e voltou a estar disponível hoje, com a ortografia correta na capa, informou a assessoria do ministério.
O MEC não quis divulgar quem são os responsáveis pelo conteúdo do portal, nem desde quando o erro estava no ar. A assessoria limitou-se a dizer que "o portal está em constante processo de atualização e revisão".
O órgão também não respondeu se os livros com o erro na capa foram impressos. No próprio portal, porém, um texto diz que o material deve chegar a todas as escolas da rede pública do país no início do segundo semestre. O ministério não informou se vai ter de refazer as capas.
PADRONIZAÇÃO
Para o professor Pasquale Cipro Neto, a gravidade de erros de ortografia "depende do território em que eles estão". "É desejável que, em documentos oficiais, a grafia seja a oficial, se não vira bagunça", diz. A questão, para ele, é de padronização.
"Mário de Andrade dizia que não tinha nada contra 'jente' com 'j', desde que todos escrevessem assim", brinca.
A palavra "portuguesa" perdeu o acento circunflexo no acordo ortográfico que entrou em vigor em 18 de dezembro de 1971. Segundo o professor, no entanto, a mudança parece não ter sido "totalmente absorvida".
"Eu comparo as mudanças ortográficas a garrafas pet. Elas levam centenas de anos para serem absorvidas pela natureza." As últimas mudanças na ortografia da língua portuguesa foram implantadas no Brasil por um acordo regulamentado em 29 de setembro de 2008, e passaram a valer em 1º de janeiro de 2009.
O revisor Leonardo Fatore diz que erros de ortografia não devem ser minimizados. Ele trabalhou como examinador de concursos públicos em São Paulo e afirma que, em geral, um terço da nota da redação de um candidato depende da ortografia. "Os erros são contados numericamente. Um erro de ortografia numa redação tem o mesmo peso de um erro de concordância, por exemplo."
A assessoria do MEC não quis informar o peso da ortografia na prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Não foi a primeira vez que documentos do ministério apresentaram erros dessa natureza. Na última edição do exame, o cartão de confirmação de inscrição trazia, na seção "informações importantes", a palavra "extrangeiros" grafada com "x".
Crédito: http://www1.folha.uol.com.br/saber/904630-material-e-portal-do-mec-tem-erros-de-ortografia.shtml
Enem vai substituir Enade para os alunos que estão entrando no curso superior
Conforme estabelece a Portaria Normativa nº 8, publicada na última segunda-feira, no Diário Oficial da União, as provas serão aplicadas em todo o país no dia 6 de novembro. Entre as novidades está a dispensa dos ingressantes, que a partir de agora serão avaliados com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo dados do MEC, estima-se que 1,2 milhão de estudantes sejam inscritos este ano e que cerca de 400 mil façam as provas. Outra novidade é a regularização dos estudantes ingressantes e concluintes em situação irregular no Enade em anos anteriores. A simples inscrição dos estudantes basta para que a situação seja estabilizada. Os que estão irregulares no cadastro do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) ficam impedidos de colar grau. A inscrição dos estudantes segue sendo de responsabilidade das instituições de educação superior. O prazo vai de 18 de julho a 19 de agosto. Os estudantes que constam como irregulares devem ser inscritos antes, no período de 20 a 30 de junho. De 22 a 31 de agosto, o próprio estudante terá acesso à página eletrônica do Inep para confirmar informações. O MEC ainda comunica que todas as normas de aplicação do Enade serão reunidas e publicadas no Manual da Prova, que deve ser publicado até 31 de maio. Serão avaliados estudantes dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Química, Pedagogia, Educação Física, Artes Visuais e Música. Também farão as provas os alunos de cursos superiores de Tecnologia em Alimentos, Construção de Edifícios, Automação Industrial, Gestão da Produção Industrial, Manutenção Industrial, Processos Químicos, Fabricação Mecânica, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Redes de Computadores e Saneamento Ambiental. De acordo com o Ministério, apesar de dispensados da prova, os ingressantes devem ser inscritos normalmente, para efeito de cadastro. A medida visa à diminuição de custos e a dar eficácia à aplicação da prova. A principal razão de os estudantes novos serem aferidos em anos anteriores era a de medir o crescimento educacional. A avaliação do Enade no ingresso e na saída dava a ideia do valor agregado pelo curso ao estudante. Estudos do Ministério da Educação demonstram, entretanto, que a nota do Enem também permite comparações de resultados. A economia com a redução do número de provas é de aproximadamente R$ 30 milhões.
Crédito: http://www.jornalminuano.com.br/noticia.php?id=61586
Crédito: http://www.jornalminuano.com.br/noticia.php?id=61586
Lei que proíbe estrangeirismos não deve pegar, segundo professores
A língua se faz pelo uso e por um processo cultural demorado, na opinião do professor de português Paulo Ledur. “Uma lei não vai resultar em nada”, disse se referindo à aprovação ontem, pela Assembleia Legislativa, da obrigatoriedade de tradução para o português de termos em outros idiomas. “A legislação não vai funcionar pela falta de fiscalização.” O advogado e consultor de português do Correio do Povo Landro Oviedo concorda. “Essa lei é totalmente desnecessária e inviável, porque a comunicação se faz espontaneamente. As pessoas assumem ou descartam as expressões que não fazem sentido, naturalmente”, explicou. “Será muito difícil aplicar qualquer tipo de pena. A lei é inviável.” Oviedo acrescentou que uma determinação como essa não tem razão de existir, já que o português é uma confluência de outras línguas, como o espanhol, o francês e o inglês. Ele disse que, caso seja empregada a tradução dos termos, a linguagem ficará truncada. “Vai acontecer o que chamamos de metalinguismo. Que é quando se usa palavras para explicar palavras. A linguagem em si terá um adicional, com o significado entre parênteses.” O consultor disse ainda que não há risco da língua portuguesa se perder pelo uso de estrangeirismos. “Não é que não tenha problemas o uso de algumas expressões, mas isso é uma questão de bom senso.” Além disso, na opinião de Oviedo, a medida poderia, até mesmo, interferir na música e na literatura. “Os nossos músicos e nossos poetas não poderiam utilizar espanhol, por exemplo, e nem mencionar ritmos como a milonga.” O caminho para valorizar o uso da língua é inverso, conforme Ledur. “O que o poder público precisa fazer é incentivar o uso correto do idioma. Não há lei que transforme isso”, explicou. “Nem o Império Romando conseguiu impedir que o latim se transformasse.” Contudo, o professor considera que há abusos do uso do inglês, por exemplo. “Isso porque o povo brasileiro é simpatizante. Falta um espírito de patriotismo”, afirmou. “A língua é talvez é o nosso maior patrimônio. O ensino adequado é que pode despertar o gosto por ela.” Ledur contou que está torcendo para que o governador Tarso Genro não sancione essa lei. A assessoria de imprensa do Palácio Piratini informou que ainda não tem uma posição sobre a decisão do governador, mas adiantou que Tarso não descartou a possibilidade de vetar o projeto por dificuldades na aplicação. Ele tem um prazo de 30 dias para assinar o documento e deve ouvir especialistas. O governador criticou a ridicularização à proposta do deputado Raul Carrion (PCdoB), e lembrou que a França e o território de Quebec tomaram medidas semelhantes de proteção ao idioma. Projeto A Assembleia Legislativa aprovou, por 26 votos a 24, o projeto que estabelece a obrigatoriedade da tradução de expressões ou palavras estrangeiras para a língua portuguesa sempre que houver no idioma uma palavra ou expressão equivalente. O projeto foi aprovado com duas emendas. Uma, do deputado Carrion, que exclui os nomes próprios dessa determinação, e outra, do deputado Carlos Gomes (PRB), que determina que todos os órgãos, instituições, empresas e fundações públicas poderão priorizar na redação de seus documentos oficiais, sítios virtuais, materiais de propaganda e publicidade, ou qualquer outra forma de relação institucional através da palavra escrita, a utilização da língua portuguesa.
Crédito: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=283366
Crédito: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=283366
Exposições atuais - MASP (Museu de Arte de São Paulo)
Vídeo-Exposição de Yann Arthus-Bertrand e da Fundação Goodplanet
Teaser 6 bilhões de Outros
Iniciado em 2003, dez anos depois do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand surpreender o mundo com seu livro e documentário A terra vista do céu, o projeto mobilizou uma dezena de repórteres que percorreram 78 países recolhendo a palavra de homens e mulheres. Foram cinco anos para realizar 5.600 entrevistas, depois selecionadas e editadas sob comando dos diretores Sibylle d’Orgeval e Baptiste Rouget-Luchaire.
Teaser 6 bilhões de Outros
Iniciado em 2003, dez anos depois do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand surpreender o mundo com seu livro e documentário A terra vista do céu, o projeto mobilizou uma dezena de repórteres que percorreram 78 países recolhendo a palavra de homens e mulheres. Foram cinco anos para realizar 5.600 entrevistas, depois selecionadas e editadas sob comando dos diretores Sibylle d’Orgeval e Baptiste Rouget-Luchaire.
A procura pela maior diversidade possível de personalidades
determinou as escolhas: diferentes meios sociais, faixas etárias,
profissões, opções religiosas e diferenças étnicas. Compor um retrato
sensível, representativo e respeitoso das pessoas entrevistadas e
oferecer esses testemunhos ao maior número de pessoas era o objetivo.
O jornalista não aparece em imagem ou som. O entrevistado olha diretamente para a câmara, dirigindo-se ao espectador. Imagens coloridas de alta qualidade técnica mostram um tecido da diversidade cultural do planeta através de rostos, idiomas, marcas faciais e adereços. Essa abordagem direta cria o laço de intimidade e identificação, mostrando porque o maior espetáculo para o ser humano é o próprio ser humano. Narrativas de todos os cantos da Terra se sobrepõem e se ombreiam, capturam e encantam a atenção do espectador, mostrando em que somos idênticos e diferentes.
A exposição Uma seleção com cerca de 11 horas de depoimentos em vídeos poderão ser vistos em diferentes ambientes do MASP. No Mezanino, projeções de rostos compõem um painel de múltiplas identidades e os visitantes poderão assistir ao filme Mosaico, marca do projeto que através de uma grande projeção em quatro paredes põe em evidência uma alternância de retratos e depoimentos sobre as experiências e visões de mundo de cada um.
No Hall, de modo mais intimista – dentro de oito yurts (tipo de tenda inspirada nas habitações dos nômades mongóis), lugares propícios à confidência – poderão ser vistos filmes com depoimentos sobre temas como amor, família, felicidade, casa, pais, desafios, p erdão, sonhos, clima, progresso, etc. O visitante aprox ima-se de pessoas que, provavelmente, nunca teria a possibilidade de encontrar – e neste contexto é transportado pela emoção e reflexão. A confrontação dessas vozes tão diversas evidencia divergências, mas também proximidades de pensamento, muitas vezes surpreendentes. O filme com o making of da exposição, que atrai especial atenção do público, terá uma sala exclusiva para sua exibição. Em outra sala será apresentado um vídeo especialmente criado para o projeto, realizado em São Paulo pelos artistas Lucas Bambozzi e Kika Nicolela.
O público fala O visitante pode integrar 6 bilhões de Outros respondendo, através do site www.6bilhoesdeoutros.org, às mesmas 40 questões feitas aos personagens que integram a mostra. Haverá ainda um espaço cyber de acesso e uso dos visitantes para que testemunhos online possam estimular a interação entre as pessoas que visitarem a exposição e as de outros países que estarão conectados no site.
Serviço Educativo Neste contexto e como nas mostras compostas por obras do acervo e nas exposições temporárias realizadas pelo MASP, 6 bilhões de Outros terá um programa educativo elaborado especialmente para atender aos visitantes, professores e alunos de escolas das redes pública e privada. A ideia, neste contexto, é colocar o maior número possível de pessoas em contato com a palavra do outro. As visitas orientadas são realizadas por uma equipe de profissionais especializados e o agendamento pode ser feito pelo fone (11) 3251-5644, r 2112.
A Fundação GoodPlanet foi criada em 2005 por Yann Arthus-Bertrand com a missão de sensibilizar e educar o público para a proteção ao meio ambiente. Em 2009 foi reconhecida por sua utilidade pública. Seu objetivo é propor soluções realistas e otimistas e encorajar cada indivíduo a agir pelo planeta. Para tanto desenvolve programas voltados a estudantes, empresas, associações e população em geral. Mais informações: www.goodplanet.org
Créditos: http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=86&periodo_menu=cartaz
O jornalista não aparece em imagem ou som. O entrevistado olha diretamente para a câmara, dirigindo-se ao espectador. Imagens coloridas de alta qualidade técnica mostram um tecido da diversidade cultural do planeta através de rostos, idiomas, marcas faciais e adereços. Essa abordagem direta cria o laço de intimidade e identificação, mostrando porque o maior espetáculo para o ser humano é o próprio ser humano. Narrativas de todos os cantos da Terra se sobrepõem e se ombreiam, capturam e encantam a atenção do espectador, mostrando em que somos idênticos e diferentes.
A exposição Uma seleção com cerca de 11 horas de depoimentos em vídeos poderão ser vistos em diferentes ambientes do MASP. No Mezanino, projeções de rostos compõem um painel de múltiplas identidades e os visitantes poderão assistir ao filme Mosaico, marca do projeto que através de uma grande projeção em quatro paredes põe em evidência uma alternância de retratos e depoimentos sobre as experiências e visões de mundo de cada um.
No Hall, de modo mais intimista – dentro de oito yurts (tipo de tenda inspirada nas habitações dos nômades mongóis), lugares propícios à confidência – poderão ser vistos filmes com depoimentos sobre temas como amor, família, felicidade, casa, pais, desafios, p erdão, sonhos, clima, progresso, etc. O visitante aprox ima-se de pessoas que, provavelmente, nunca teria a possibilidade de encontrar – e neste contexto é transportado pela emoção e reflexão. A confrontação dessas vozes tão diversas evidencia divergências, mas também proximidades de pensamento, muitas vezes surpreendentes. O filme com o making of da exposição, que atrai especial atenção do público, terá uma sala exclusiva para sua exibição. Em outra sala será apresentado um vídeo especialmente criado para o projeto, realizado em São Paulo pelos artistas Lucas Bambozzi e Kika Nicolela.
O público fala O visitante pode integrar 6 bilhões de Outros respondendo, através do site www.6bilhoesdeoutros.org, às mesmas 40 questões feitas aos personagens que integram a mostra. Haverá ainda um espaço cyber de acesso e uso dos visitantes para que testemunhos online possam estimular a interação entre as pessoas que visitarem a exposição e as de outros países que estarão conectados no site.
Serviço Educativo Neste contexto e como nas mostras compostas por obras do acervo e nas exposições temporárias realizadas pelo MASP, 6 bilhões de Outros terá um programa educativo elaborado especialmente para atender aos visitantes, professores e alunos de escolas das redes pública e privada. A ideia, neste contexto, é colocar o maior número possível de pessoas em contato com a palavra do outro. As visitas orientadas são realizadas por uma equipe de profissionais especializados e o agendamento pode ser feito pelo fone (11) 3251-5644, r 2112.
A Fundação GoodPlanet foi criada em 2005 por Yann Arthus-Bertrand com a missão de sensibilizar e educar o público para a proteção ao meio ambiente. Em 2009 foi reconhecida por sua utilidade pública. Seu objetivo é propor soluções realistas e otimistas e encorajar cada indivíduo a agir pelo planeta. Para tanto desenvolve programas voltados a estudantes, empresas, associações e população em geral. Mais informações: www.goodplanet.org
Créditos: http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=86&periodo_menu=cartaz
terça-feira, 19 de abril de 2011
Os novos cursos de graduação
O avanço da tecnologia e a globalização econômica estão levando as
universidades brasileiras a rever seus cursos de graduação, a redefinir
suas linhas de pesquisa na pós-graduação e a desenvolver novos projetos
pedagógicos. Essa mudança começou timidamente no final do século 20, com
a criação de cursos tecnológicos, e ganhou corpo na primeira década do
século 21, com o surgimento de bacharelados não convencionais, em áreas
como biodiversidade, meio ambiente e energia. Com o alargamento das
fronteiras do conhecimento, o desenvolvimento de novas fontes de energia
e a diversificação da economia, propiciados pela expansão da
informática, algumas profissões tradicionais desapareceram e outras
acabaram surgindo. E, à medida que o mercado de trabalho se tornou mais
flexível e mutante, as instituições de ensino superior se viram
obrigadas a criar cursos superiores novos e específicos - como
bioinformática, engenharia de energias renováveis e agroecologia - ao
lado dos cursos tradicionais, como direito, administração e ciências
sociais, que proporcionam uma formação clássica e generalista. Com
menor duração e menor abrangência acadêmica, os primeiros desses novos
cursos foram lançados por universidades privadas e confessionais com o
objetivo de atender a demandas conjunturais de mão de obra qualificada
em alguns setores da economia. Como eram experimentais e tinham forte
apelo de marketing, alguns desses cursos acabaram frustrando os alunos,
registraram alto índice de evasão e não sobreviveram a mais de uma ou
duas turmas. Mas o mercado não deixou de exigir profissionais com uma
formação cada vez mais sofisticada, e isso estimulou as universidades
públicas e as maiores universidades privadas e confessionais a investir
na oferta de cursos de caráter interdisciplinar. Esse foi um dos fatores
que levaram a USP a criar o câmpus da zona leste, em 2005, oferecendo
somente cursos novos. No Norte do País, as universidades federais
passaram a oferecer cursos que dão prioridade às peculiaridades
regionais, mesclando agronomia e zootecnia e valorizando o inventário
florestal da Amazônia. Em Minas Gerais, algumas universidades
aperfeiçoaram a graduação em tecnologia de alimentos, oferecendo, por
exemplo, o curso de Ciência de Laticínios. E, no Rio Grande do Sul, de
olho na construção de parques eólicos, a Universidade Federal do Pampa
criou no câmpus de Bagé um curso de engenharia elétrica que valoriza
mais as atividades de gestão do que as de geração de energia. As
entidades empresarias há muito tempo reclamam da falta de pessoal com
formação superior, qualificado nas principais áreas da economia, e
apontam para o risco de um apagão de profissionais nas novas áreas do
conhecimento. Para orientar as universidades, o Ministério da Educação
(MEC) começou a elaborar um mapeamento do mercado, com o objetivo de
identificar as carências por região e áreas de conhecimento. Voltada
para as engenharias, a primeira parte do projeto deve ser concluída
dentro de dois meses - as partes restantes deverão estar prontas até
dezembro, quando o MEC deverá sugerir às universidades os cursos a serem
criados. Embora as instituições de ensino superior tenham autonomia
para decidir os campos profissionais em que irão atuar, o MEC e as
agências de fomento à pesquisa querem evitar desperdício de recursos e
iniciativas de duvidosa utilidade. Isso, por exemplo, aconteceu com o
bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidades da Universidade Federal
da Bahia. Criado há três anos, com base num programa que inclui
disciplinas como feminismo, relações de poder e orientação sexual, ele
ainda não consegue preencher as 50 vagas oferecidas anualmente. A
reestruturação das universidades é um fenômeno que vem ocorrendo no
mundo inteiro. Para os especialistas em educação, o que deve prevalecer
nas mudanças é o bom senso dos órgãos colegiados, nas universidades
públicas, e dos mantenedores, nas universidades privadas e
confessionais.
Grupo ambiental protesta contra uso de cobaias em pesquisas
Cerca de 600 pessoas receberam panfletos distribuídos por voluntários do
Grupo Fauna de Apoio aos Animais, em Ponta Grossa, contra o uso de
animais vivos em pesquisas científicas. A panfletagem ocorreu nesta
segunda-feira (18), no horário do almoço, em frente ao Restaurante
Universitário do campus de Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta
Grossa (UEPG). A vice-presidente do grupo, Andreza Jacobs, informou
que o objetivo foi orientar estudantes da área de ciências biológicas
que eles têm o direito de não participar de aulas que manuseiem animais
vivos, já que a legislação brasileira não proíbe o uso de cobaias. A
panfletagem foi uma referência ao dia mundial contra a experimentação
animal e a vivissecção (operação cirúrgica em animais vivos), lembrado
no último dia 16. “Os animais passam por torturas seguidas ao participar
das pesquisas e os alunos que não concordam com essa política têm o
direito constitucional de não participarem dessas aulas”, aponta
Andreza.
Índio de rondoniense lança livro em dois idiomas
Durantes três anos índios da etnia Suruí na cidade de Cacoal, em Rondônia, trabalharam na co-produção do livro Histórias do Clã Capegy Ey e o Mito do Gavião Real. O livro bilíngüe foi produzido em português e tupi monde (língua usada na tribo). O lançamento aconteceu na última sexta-feira (15). Autor da obra, Joaton Suruí, destaca a importância do livro para o povo indígena. “A obrva vai contribuir para incentivar a própria comunidade a preservar a cultura e dar educação aos filhos”, disse Joato Suruí. O livro bilíngüe registra quatro histórias milenares em português e tupi monde, e teve ajuda da professora lingüística da UNB, Ana Suelly. “O livro foi organizado, estruturado e desenvolvido por eles, contando com ajuda mínima minha, a obra é resultado de um trabalho coletivo dos indígenas” finaliza Ana Suelly. O resultado desperta sentimentos na geração mais nova da tribo. “ O meu pai já me contava as histórias, mais eu nem imaginava como era. Agora está bonito, estou muito emocionada com o meu desenho no livro”, disse a jovem Jussara Suruí.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Enade 2011 será em 6 de novembro; veja lista de cursos que fazem prova neste ano
O Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) 2011 será aplicado no dia 6 de novembro de 2011, a partir das 13h (horário de Brasília). A informação está no Diário Oficial da União desta segunda-feira (18).
A partir deste ano, os ingressantes dos cursos que serão avaliados no exame poderão utilizar sua nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Segundo o MEC (Ministério da Educação), estima-se que 1,2 milhão de estudantes sejam inscritos este ano e que cerca de 400 mil façam as provas.
Nesta edição, também será possível fazer a regularização dos estudantes ingressantes e concluintes em situação irregular no Enade em anos anteriores. A simples inscrição dos estudantes basta para que a situação seja estabilizada. Os que estão irregulares no cadastro do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) ficam impedidos de colar grau.
Neste ano, só fazem as provas os alunos dos seguintes cursos:
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) vai divulgar até o dia 31 de maio os procedimentos para inscrição.
A partir deste ano, os ingressantes dos cursos que serão avaliados no exame poderão utilizar sua nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Segundo o MEC (Ministério da Educação), estima-se que 1,2 milhão de estudantes sejam inscritos este ano e que cerca de 400 mil façam as provas.
Nesta edição, também será possível fazer a regularização dos estudantes ingressantes e concluintes em situação irregular no Enade em anos anteriores. A simples inscrição dos estudantes basta para que a situação seja estabilizada. Os que estão irregulares no cadastro do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) ficam impedidos de colar grau.
Neste ano, só fazem as provas os alunos dos seguintes cursos:
- Arquitetura e urbanismo
- Engenharia
- Biologia (bacharelado e licenciatura)
- Ciências Sociais (bacharelado e licenciatura)
- Computação (bacharelado e licenciatura)
- Filosofia (bacharelado e licenciatura)
- Física (bacharelado e licenciatura)
- Geografia (bacharelado e licenciatura)
- História (bacharelado e licenciatura)
- Letras (bacharelado e licenciatura)
- Matemática (bacharelado e licenciatura)
- Química (bacharelado e licenciatura)
- Pedagogia (licenciatura)
- Educação Física (licenciatura)
- Artes Visuais (licenciatura)
- Música (licenciatura).
- Alimentos
- Construção de Edifícios
- Automação industrial
- Gestão da produção industrial
- Manutenção industrial
- Processos químicos
- Fabricação mecânica
- Análise e desenvolvimento de sistemas
- Redes de computadores
- Saneamento ambiental.
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) vai divulgar até o dia 31 de maio os procedimentos para inscrição.
Bullying já afeta 84,5% dos estudantes no Rio. Mais de 40% já foram vítimas
Uma pesquisa sobre bullying nas escolas do Rio revela que a grande maioria dos alunos - 84,5% dos entrevistados - já foi vítima (40,4%) ou conhece alguém que sofreu agressões físicas ou psicológicas no colégio (44,1%). O levantamento, feito pelo Instituto Informa, mostra que o problema é mais grave nas unidades municipais. O percentual chega a 90,2% na rede municipal, contra 82,8% nos colégios particulares, e 72,7% nos estaduais. Atos de intimidação e violência ocorrem, principalmente, no ensino fundamental. Por isso a menor incidência na rede estadual, que tem foco no ensino médio, mostra reportagem de Ludmilla Lima, publicada pelo GLOBO nesta segunda-feira. Conforme O GLOBO revelou, domingo, as escolas ignoram uma lei estadual que obriga instituições de ensino a comunicar os casos de agressão entre alunos à polícia ou aos conselhos tutelares.
Demissão na PUC pode ir ao Vaticano
A demissão de uma professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP), com acusações de agressão de um lado e assédio moral de outro, pode vir a ser resolvida em Roma, última instância da Igreja Católica, à qual a universidade é vinculada. Pela primeira vez, o Tribunal Eclesiástico de São Paulo, ligado à Cúria Metropolitana, acostumado a tratar questões matrimoniais, julgou um assunto interno da PUC como esse. No fim de fevereiro, juízes padres do tribunal decidiram que a universidade deve reintegrar a professora doutora Anna Maria Garzone Furtado, de 74 anos, às salas de aula de onde foi afastada após ser demitida sem justa causa, em 2009. Anna Maria fez parte da PUC durante 45 anos – primeiro como aluna e depois como docente do curso de História, vinculada às faculdades de Ciências Sociais e Educação. Os magistrados católicos recomendaram, ainda, caso ela não queira voltar a lecionar, que a PUC “faça uma despedida honrosa e justa”. A reportagem procurou representantes do tribunal, que não se manifestaram sob alegação de segredo de justiça. O JT obteve cópia da sentença. Em março, a PUC recorreu em segunda instância. Caso a nova decisão seja favorável à professora e a universidade não queira acatá-la, a questão será submetida ao arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer. Em última instância, pode ser levada a Roma, onde será analisada pela Congregação para a Educação Católica, uma espécie de “Ministério da Educação” do Vaticano, que decide em nome do papa. O caso é analisado também pela Justiça comum. Anna Maria acusa a PUC de assédio moral. Em março, ela conquistou mais uma vitória. Em segunda instância, a Justiça do Trabalho determinou que a faculdade lhe pague indenização de R$ 30 mil. Desde que foi dispensada pela universidade, Anna Maria lutava para voltar à sala de aula. Sua demissão ocorreu por votação unânime por conta de uma acusação de agressão a colegas, o que ela classifica como “injúria, calúnia e difamação”. “Se isso fosse verdade, por que não demitiram por justa causa? Na ocasião, não tive direito a plena defesa. Precisava resgatar a minha dignidade pessoal, como mãe e como profissional”, diz, após o veredicto. A história começou em 2000, depois que Anna Maria quis saber por que quatro alunos que ela havia reprovado foram aprovados pelo departamento em que lecionava sem que fosse ouvida. “Passaram por cima da minha autonomia como professora. O jurídico da PUC forneceu legislação federal onde constava que nem ‘intervenção judicial’ pode mudar nota de aluno”, afirma. O caso agora levanta uma polêmica que envolve o meio jurídico e o direito canônico. O reitor da PUC, Dirceu de Mello, diz que a sentença do tribunal não tem de ser seguida pela universidade, pois não tem efeito civil. “Em nosso País, a Igreja é separada do Estado. Seguimos a Constituição”, sustenta. “Quando a professora foi desligada, eu não era reitor”, disse, ao explicar a razão de não falar especificamente sobre as condições que levaram à demissão. Segundo Mello, a decisão de demitir a professora foi tomada por unanimidade pelo órgão máximo da faculdade, o Conselho Universitário. “O Tribunal Eclesiástico é à parte. São decisões sobre questões matrimoniais. Será que não teria efeito exclusivamente moral?”, indaga Mello. Ele também questiona o que aconteceria se o caso chegasse a uma instância superior do direito comum. “Imagine que houvesse uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Ela teria de ser invalidada diante da decisão do Tribunal Eclesiástico? O fato de ser uma universidade católica não a libera dos compromissos com a Justiça civil.” O especialista em direito canônico padre Vicente Ferreira de Lima, presidente do Tribunal Eclesiástico de Divinópolis, Minas Gerais, pensa de forma contrária. “As decisões do tribunal têm efeito prático uma vez que a universidade é um órgão da Igreja. Em terceiro grau, o caso vai a Roma.” Com 28 anos de direito canônico, é a primeira vez que Lima sabe de uma história como a da professora da PUC que foi parar no Tribunal Eclesiástico. Segundo ele, se o caso chegar a Roma, e se confirmada a sentença de primeiro grau, a universidade terá de acatar a decisão do Vaticano sob pena de os dirigentes da universidade perderem seus cargos. “A Congregação para a Educação Católica, em Roma, decide pelo papa.” O desembargador Antônio Carlos Malheiros, do Tribunal de Justiça, diz que, por um lado, o reitor tem razão. “Ordinariamente, a prioridade é a lei civil”, explica. “Mas como é uma universidade católica, quem dá a última palavra é Roma”, pondera. “Os juízes não só conheceram a matéria como decidiram pela reintegração da ex-professora.”
Crédito: http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/demissao-na-puc-pode-ir-ao-vaticano/
Crédito: http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/demissao-na-puc-pode-ir-ao-vaticano/
SP vai mudar política de educação e dar reajuste de 36% para professor até 2014
A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo vai anunciar uma série de medidas para reorganizar as políticas educacionais do Estado. Nos próximos dias será divulgado um cronograma de reajustes salariais para o magistério, que atingirão 36,74% até 2014. Até o fim do ano, governo e sindicatos trabalharão juntos para definir um novo plano de carreira do setor. Para 2012 estão previstas reduções nos pagamentos de bônus e extras da política de meritocracia, a revisão da progressão continuada e do conteúdo do material didático produzido pela secretaria e a reformulação do currículo do ensino médio. Também está em estudo o uso da nota do Saresp, prova anual de português e matemática feita por alunos para fins de avaliação, para incrementar a pontuação de egressos de escolas estaduais no vestibular das universidades públicas paulistas - USP, Unesp e Unicamp. Diferente do que tem marcado a gestão do ensino no Estado de São Paulo nos últimos 20 anos, a formulação da reforma partiu de intenso diálogo entre o secretário da Educação, Herman Voorwald, e o secretário-adjunto, João Cardoso Palma Filho, e professores, funcionários e diretores de escola e coordenadores de ensino de todo o Estado. Também ocorreram reuniões com as seis representações de trabalhadores. De janeiro até hoje foram organizados 12 encontros, com participação média de mais de mil pessoas. Em cada evento, Voorwald e Palma Filho recebiam diagnósticos da rede e ouviam reivindicações dos profissionais. Os documentos e relatos da rede são a principal base para as ações do governo, disse ao Valor o professor Palma Filho, considerado o homem forte de tudo que se refere a política educacional e pedagógica. "Não vamos começar do zero, mas era importante abrir esse diálogo, o que não ocorria há muito tempo na rede. Não é uma prática revolucionária, mas é altamente inovadora e vamos colher bons resultados. Não dá para fazer educação só via decreto, é preciso o envolvimento de todos", ponderou Palma Filho. Ele explicou que todas as mudanças "relacionadas à escola" serão trabalhadas pela área técnica da Secretaria este ano e ficarão prontas no ano que vem. Os focos deste primeiro ano de gestão serão a questão salarial e a carreira do professor. "A categoria reivindica 36% de perdas salariais. Evidentemente que não vamos conseguir repor de saída, logo no primeiro ano, mas o governador já aprovou uma proposta que será anunciada até o fim do mês. A reposição das perdas vai se dar ao longo dos quatro anos de mandato e uma parte considerável sai agora, no primeiro ano", revelou o secretário-adjunto, sem revelar o percentual do reajuste inicial. A Secretaria Estadual da Fazenda não retornou as ligações da reportagem para comentar sobre as fontes de recursos que bancarão o aumento dos professores. O reajuste de 36,74% se refere a um acúmulo de perdas salariais calculado desde 1998. A proposta de aumento do governo, que coincidirá com as comemorações do 1º de Maio, será avaliada pelos trabalhadores em assembleia geral em duas semanas. "A disposição do governo é estratégica porque o magistério está combalido, foram 5% de aumento nos quatro anos do (governador José) Serra", opina Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto, presidente do Sindicato de Especialistas em Educação do Magistério de São Paulo (Udemo). Na iminência do estabelecimento de uma política de concessão de reajustes salariais em bases anuais e de um novo plano de carreira para o magistério, o governo indica que vai cortar o pagamento de bônus e enfraquecer o sistema de meritocracia na educação, ambos instituídos na gestão tucana anterior. "Não tem orçamento que aguente política salarial com reajustes anuais, que chegarão a 36%, e os 25% de aumento previsto no mérito. A tendência, ainda não está decidido, é ir aumentando o salário-base e consequentemente diminuindo o percentual do aumento por mérito. A mesma coisa vale para o bônus", explica Palma Filho. Os bônus são pagos para todos os profissionais da educação, do servente ao diretor, com base no desempenho do aluno no Saresp. Já os aumentos via meritocracia são concedidos para 20% dos professores com base na nota de uma prova feita anualmente. "A secretaria entende que a política de mérito deve continuar, mas tem que ser aprimorada: imagine uma escola onde 20% dos professores ganharam reajuste de 25% e o resto não ganhou nada", acrescenta o secretário-adjunto. Mudanças na política de meritocracia dependem de alteração da lei complementar. O plano de reorganização das políticas educacionais do Estado de São Paulo também prevê aumentar de dois para quatro os ciclos da progressão continuada, com fortalecimento do reforço. Com a novidade, o aluno da rede estadual será avaliado em quatro momentos entre a primeira e a nona série do ensino fundamental. "É o que a maioria dos professores manifestaram. Há quem diga que isso aumenta as chances de repetência, mas se a secretaria criar condições para uma recuperação paralela eficiente o modelo será bem-sucedido." Palma Filho sugere concentrar dois professores por sala de aula nos primeiros anos do fundamental. "Não será estagiário, será um professor de verdade para reforçar a recuperação nos anos iniciais, daí para a frente o aluno segue com suas próprias pernas." Na parte pedagógica, o material didático da secretária, hoje distribuído bimestralmente, passará a ser semestral e terá o conteúdo aprofundado a partir de 2012.
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Em Cingapura, professor recebe salário enquanto se forma
A entrevista com o professor Lee Sing Kong, diretor do NIE (Instituto Nacional de Educação, em inglês), única instituição que forma docentes em Cingapura. Ele veio ao país para participar do segundo Seminário Internacional de Práticas Inovadoras para a Educação, promovido na semana passada, em São Paulo. O instituto foi importante para a última reforma educacional do país, desenvolvida na década de 90, a "Thinking Schools Learning Nation" (Pensando escolas, nação aprendendo, em tradução livre)? O NIE desempenha um papel fundamental em todas as iniciativas de reforma na área, já que os professores devem entender o que elas significam e saber que são instrumento para que tenham impacto. Com o lançamento da "Thinking", em 1997, o papel dos professores mudou: de apenas transmitir conteúdo para contribuir para o desenvolvimento integral de todos os alunos, ajudando-os a descobrir seus talentos. Tomemos a ciência como exemplo. Se os professores fazem perguntas para criar uma curiosidade entre os estudantes, os alunos podem ser encorajados a pensar e a descobrir. Com a mudança do papel dos professores, a nossa forma de treinar também deve evoluir. Como o instituto cuida da formação de professores em Cingapura? O recrutamento de candidatos para o ensino público é realizado pelo Ministério da Educação (MOE), com ajuda do NIE. Logo, todos os estudantes-professores são na verdade funcionários do MOE. O ministério paga os custos da formação, e os professores alunos também recebem um salário enquanto estudam. Nosso trabalho principal é treinar professores iniciantes, mas também oferecemos pós-graduação para professores já em serviço. Em média, o NIE forma cerca de 2.000 professores iniciantes anualmente e aproximadamente 700 mestres. Como os professores podem progredir na carreira? Os professores em Cingapura são avaliados anualmente. Os critérios estão claramente expostos no "Enhanced Performance Management System" (Sistema de Gestão de Desempenho Aprimorado). Diretores, vice-diretores e chefes de departamentos usam esses critérios para avaliar os professores, face a face. O processo de avaliação também ajuda os professores a orientar seus caminhos de desenvolvimento profissional. Professores com um bom desempenho são promovidos. O NIE também desenvolve novas práticas de ensino que são adotadas nas escolas. Como isso funciona? Sendo o instituto nacional de formação de professores, o NIE realiza extensa pesquisa com o objetivo de adotar os resultados nas práticas de sala de aula. Trabalhamos em estreita colaboração com os professores no processo de condução dessas pesquisas e, se forem implementadas, oferecemos treinamento profissional sobre como adotar tais práticas. A capacidade dos professores precisa ser construída antes que qualquer mudança nas práticas de sala de aula possa ser introduzida. Um exemplo simples é o uso de dispositivos móveis para a aprendizagem contínua. Palmtops ou celulares têm sido adotados como ferramentas que permitam aos alunos aprender dentro e fora da sala. Os professores são preparados para facilitar essa aprendizagem. Então, isso é adotado em algumas escolas e depois ampliado para outras. As escolas de Cingapura têm autonomia e têm de definir algumas metas de trabalho, cenário que lembra o mundo dos negócios. Isso funciona em um sistema educacional? O Ministério da Educação tem uma estrutura chamada de "Modelo de Escola de Excelência", que orienta as escolas sobre como planejar suas metas e estratégias de desenvolvimento. Cada escola é diferente da outra e cada escola pode definir seus próprios objetivos e estratégias. Isso oferece a autonomia de traçar seu ritmo de desenvolvimento. Esse modelo também orienta as escolas em como avaliar seu progresso e suas realizações. A cada cinco anos aproximadamente, um grupo de avaliação externa vai visitar a escola. O senhor acredita que a experiência de Cingapura possa ser usada aqui? Uma diferença fundamental é que o sistema de ensino no Brasil é muito maior que o de Cingapura. Um país não pode transportar totalmente o sistema de outro país, já que o contexto, a cultura e o ethos nacional podem ser diferentes. Mas podemos sempre aprender uns com os outros. O sistema de Cingapura tem evoluído assim.
Crédito: http://news.cmconsultoria.com.br/#Em Cingapura, professor recebe salário enquanto se forma
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