A mudança de carga horária para professores proposta pela Secretaria de Educação para atender a Lei do Piso Nacional está valendo. O sindicato dos professores havia conseguido uma liminar contra a alteração que, na prática, diminui muito pouco o tempo em aula, mas o governo conseguiu um recurso em segunda instância na manhã desta segunda-feira. Pela Lei Nacional do Piso, em vigor desde 2008 e julgada como legítima pelo Supremo Tribunal Federal no ano passado, todo professor deve ter ao menos um terço de sua carga horária remunerada reservada para trabalho extraclasse, como a formação e o preparo de aulas.
Até o ano passado, São Paulo previa apenas 17% de tempo sem aulas, mas o governo anunciou a revogação de uma lei que fez o tempo obrigatório do professor aumentar apenas derrubando uma visão anterior que igualava aulas de 50 minutos a uma hora. Com os 10 minutos que sobravam em cada aula e apenas uma aula a menos por semana em uma carga horária de 40 horas semanais, o porcentual subiu para 33% e a Lei passou a ser atendida.
A Faculdade Barretos, juntamente com o coordenador do Curso de Licenciatura em História da Faculdade Barretos, dão as Boas Vindas a todos os alunos para o ano letivo de 2012! Sejam Bem Vindos!
"Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem. (Bertold Brecht)"
"Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem. (Bertold Brecht)"
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Professores cogitam greve para cobrar hora-atividade
Professores da educação básica que atuam na rede pública ainda não dispõem integralmente dos direitos estabelecidos pela Lei Nacional do Piso do Magistério, N.º 11.738 de 2008. Apontada como um dos elementos para a melhoria da qualidade de ensino, a lei fixou um piso salarial para a categoria e determinou que 33% da jornada de trabalho dos professores seja exercida extraclasse, para capacitação e preparo das aulas. Três anos depois, municípios reconhecem a importância das medidas, mas alegam não ter condições de cumpri-las totalmente de imediato. Enquanto isso, professores propõem uma paralisação nacional.
A presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleusa Rodrigues Repulho, aponta que os efeitos da lei do piso não serão sentidos neste ano letivo. Segundo ela, o ano de 2012 será de organização, com o levantamento de quantos profissionais precisarão ser contratados e os impactos financeiros e negociação junto aos sindicatos. “Nenhuma rede consegue implantar [a lei] de uma hora para a outra.” Ela também aponta o fato de esse ser um ano eleitoral, o que impede a contratação de funcionários para o serviço público a partir de 7 de julho.
A percepção de Cleusa é de que muitos municípios já cumprem o piso salarial, fixado em R$ 1.187, e que o maior desafio está na ampliação da jornada extraclasse. A afirmação vem ao encontro de uma pesquisa feita por várias instituições sobre os impactos da lei do piso. A professora do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná Andréa Barbosa Gouveia, que participa do estudo, explica que dez estados e as respectivas capitais foram analisados, em 2010. Observou-se que muitos já atingiram o valor do piso e outros estão bem próximos disso, mas nenhum destina 33% para atividades extraclasse. Foram pesquisados os estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima, Piauí, Pará e Rio Grande do Norte.
A presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleusa Rodrigues Repulho, aponta que os efeitos da lei do piso não serão sentidos neste ano letivo. Segundo ela, o ano de 2012 será de organização, com o levantamento de quantos profissionais precisarão ser contratados e os impactos financeiros e negociação junto aos sindicatos. “Nenhuma rede consegue implantar [a lei] de uma hora para a outra.” Ela também aponta o fato de esse ser um ano eleitoral, o que impede a contratação de funcionários para o serviço público a partir de 7 de julho.
A percepção de Cleusa é de que muitos municípios já cumprem o piso salarial, fixado em R$ 1.187, e que o maior desafio está na ampliação da jornada extraclasse. A afirmação vem ao encontro de uma pesquisa feita por várias instituições sobre os impactos da lei do piso. A professora do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná Andréa Barbosa Gouveia, que participa do estudo, explica que dez estados e as respectivas capitais foram analisados, em 2010. Observou-se que muitos já atingiram o valor do piso e outros estão bem próximos disso, mas nenhum destina 33% para atividades extraclasse. Foram pesquisados os estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima, Piauí, Pará e Rio Grande do Norte.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
MEC erra ao fazer balanço do número de alfabetizados
Um balanço das ações do Ministério da Educação sobre alfabetização, divulgado em um livreto distribuído na despedida do ex-ministro Fernando Haddad, contém um erro grave, já admitido pela pasta, revela a edição de sábado do jornal O Globo.
A publicação "PDE em 10 capítulos - ações que estão mudando a história da educação brasileira" diz que a pasta alfabetizou 13 milhões de jovens e adultos desde 2003. No entanto, segundo o censo do IBGE, de 2000 a 2010, a redução do número de analfabetos foi de 2,3 milhões - o Brasil ainda tem 13,9 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever.
Procurado pelo repórter Demétrio Weber, o assessor de imprensa do MEC, Nunzio Briguglio, assumiu o erro como falha pontual. Ele disse que o nome do ex-ministro não é citado nas 69 páginas do balanço e informou que o material será colocado na internet corrigido.
O jornal diz que o MEC não soube informar quantas pessoas aprenderam a ler e escrever no Brasil Alfabetizado, desde 2003.
Segundo O Globo, o livreto reproduz texto de uma outra publicação do ministério, de setembro de 2011, mas com redação diferente. Na versão do ano passado, o texto falava em 13 milhões de jovens, adultos e idosos "beneficiados" pelo programa Brasil Alfabetizado - o houve matrícula, mas não significa que aprenderam a ler e escrever. No novo texto, consta que todos foram "alfabetizados".
A publicação "PDE em 10 capítulos - ações que estão mudando a história da educação brasileira" diz que a pasta alfabetizou 13 milhões de jovens e adultos desde 2003. No entanto, segundo o censo do IBGE, de 2000 a 2010, a redução do número de analfabetos foi de 2,3 milhões - o Brasil ainda tem 13,9 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever.
Procurado pelo repórter Demétrio Weber, o assessor de imprensa do MEC, Nunzio Briguglio, assumiu o erro como falha pontual. Ele disse que o nome do ex-ministro não é citado nas 69 páginas do balanço e informou que o material será colocado na internet corrigido.
O jornal diz que o MEC não soube informar quantas pessoas aprenderam a ler e escrever no Brasil Alfabetizado, desde 2003.
Segundo O Globo, o livreto reproduz texto de uma outra publicação do ministério, de setembro de 2011, mas com redação diferente. Na versão do ano passado, o texto falava em 13 milhões de jovens, adultos e idosos "beneficiados" pelo programa Brasil Alfabetizado - o houve matrícula, mas não significa que aprenderam a ler e escrever. No novo texto, consta que todos foram "alfabetizados".
Escolas infantis investem na adaptação do aluno
Início de ano letivo significa, além de novos horários, hábitos e gastos, choro na porta das escolas – especialmente naquelas que cuidam de crianças pequenas. No intuito de amenizar o impacto da separação dos pais de primeira viagem e dos filhos que acabam de ingressar na educação infantil, escolas particulares procuram adaptar gradativamente os novos alunos e oferecem até psicopedagogas para auxiliar as famílias.
Segundo especialistas, o medo, a tensão e a ansiedade que rondam os primeiros dias de aula podem ser passados dos pais, nervosos com a situação, para as crianças, já assustadas com as novidades. Para evitar que o processo se torne ainda mais traumático e culmine em gritos e lágrimas, o ideal é que as famílias sintam o máximo de confiança possível na escola escolhida.
“Os pais ficam muito preocupados em como vão ser esses primeiros dias desde a hora de fazer a matrícula”, afirma Cristina Marcondes, orientadora educacional da educação infantil da Escola Stance Dual. “Por isso, antes de começar as aulas, fazemos uma reunião específica para essas famílias, onde abordamos os modos com que lidamos com mamadeira, chupeta e fralda, por exemplo, além de apresentarmos os professores e explicarmos como adaptamos os alunos.”
Outra forma que as pré-escolas encontram para acalmar os pais mais inseguros é fazer entrevistas com eles, onde uma ficha com todos os dados da criança é preenchida. Detalhes como se a mãe teve problemas no parto e se o filho tem restrições alimentares, alergias e medicações fixas são destacados.
“A escola perguntou coisas da rotina da criança, o que achei bem interessante. Por exemplo, perguntaram se, quando minha filha acorda, ela fica tranquila ou assustada”, diz a advogada Patrícia de Sá Pinto, de 28 anos, mãe de Beatriz, de 2, que acaba de se matricular na pré-escola do Colégio Renovação. “Essas coisas deixam a gente mais tranquila, porque mostra que eles estão atentos às peculiaridades de cada criança.”
Segundo especialistas, o medo, a tensão e a ansiedade que rondam os primeiros dias de aula podem ser passados dos pais, nervosos com a situação, para as crianças, já assustadas com as novidades. Para evitar que o processo se torne ainda mais traumático e culmine em gritos e lágrimas, o ideal é que as famílias sintam o máximo de confiança possível na escola escolhida.
“Os pais ficam muito preocupados em como vão ser esses primeiros dias desde a hora de fazer a matrícula”, afirma Cristina Marcondes, orientadora educacional da educação infantil da Escola Stance Dual. “Por isso, antes de começar as aulas, fazemos uma reunião específica para essas famílias, onde abordamos os modos com que lidamos com mamadeira, chupeta e fralda, por exemplo, além de apresentarmos os professores e explicarmos como adaptamos os alunos.”
Outra forma que as pré-escolas encontram para acalmar os pais mais inseguros é fazer entrevistas com eles, onde uma ficha com todos os dados da criança é preenchida. Detalhes como se a mãe teve problemas no parto e se o filho tem restrições alimentares, alergias e medicações fixas são destacados.
“A escola perguntou coisas da rotina da criança, o que achei bem interessante. Por exemplo, perguntaram se, quando minha filha acorda, ela fica tranquila ou assustada”, diz a advogada Patrícia de Sá Pinto, de 28 anos, mãe de Beatriz, de 2, que acaba de se matricular na pré-escola do Colégio Renovação. “Essas coisas deixam a gente mais tranquila, porque mostra que eles estão atentos às peculiaridades de cada criança.”
Volta às aulas: a vez da terceira idade
Se antigamente eram os jovens que se preparavam para a volta às aulas em fevereiro, hoje a história é outra. Os idosos têm cada vez mais interesse, tempo e disposição para se engajar em cursos e atividades culturais. Em São Paulo, o mês vai começar cheio de novas opções, pagas e gratuitas, para eles (conheça algumas abaixo). Neste ano, tem faculdade criando até núcleo específico de cursos para esse público.
Há currículos tanto de atividades específicas para essa faixa etária como também a possibilidade de frequentar aulas junto com os alunos regulares nas melhores universidades da capital. “Hoje, existe a perspectiva da educação ao longo da vida. Tempos atrás, a vida era compartimentada: a infância e a adolescência eram as épocas de se aprender e a velhice, de se aposentar”, diz a professora Meire Cachioni, do curso de Gerontologia da Universidade de São Paulo (USP).
Meire foi uma das responsáveis pela implantação do programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UnATI) na USP Leste, em 2006. Se, naquele ano, foram registradas 60 matrículas, hoje a unidade oferece mais de 500 vagas para idosos a cada semestre. No campus Butantã, a iniciativa existe desde 1993. Outras instituições públicas, como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), já abriram as portas para os mais experientes.
Há currículos tanto de atividades específicas para essa faixa etária como também a possibilidade de frequentar aulas junto com os alunos regulares nas melhores universidades da capital. “Hoje, existe a perspectiva da educação ao longo da vida. Tempos atrás, a vida era compartimentada: a infância e a adolescência eram as épocas de se aprender e a velhice, de se aposentar”, diz a professora Meire Cachioni, do curso de Gerontologia da Universidade de São Paulo (USP).
Meire foi uma das responsáveis pela implantação do programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UnATI) na USP Leste, em 2006. Se, naquele ano, foram registradas 60 matrículas, hoje a unidade oferece mais de 500 vagas para idosos a cada semestre. No campus Butantã, a iniciativa existe desde 1993. Outras instituições públicas, como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), já abriram as portas para os mais experientes.
MEC quer tablets nas escolas, mas programa anterior que entregou laptops chegou a menos de 2% dos alunos
Quando o computador começou a chegar nas escolas, no final da década de 1980, ficava restrito às atividades administrativas. O equipamento começou a ser inserido no cotidiano dos alunos por meio dos antigos laboratórios de informática, ainda sem acesso à internet. Hoje, em plena era digital, a promessa é que, em pouco tempo, os tablets estejam nas mãos dos alunos disputando espaço com o quadro negro, livros e cadernos. Para isso, o MEC (Ministério da Educação) vai lançar este ano um edital para que as redes de ensino possam adquirir o equipamento a custo mais baixo, como fez com os laptops do programa UCA (Um Computador por Aluno).
“Estamos definindo as características do aparelho, vai depender muito inclusive do custo. Não soltamos ainda o edital porque precisa ter uma definição clara dos pré-requisitos do equipamento. Tem que ter acessibilidade, ser resistente e rodar qualquer conteúdo”, explica Sérgio Gotti, diretor de Formulação de Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC.
“Estamos definindo as características do aparelho, vai depender muito inclusive do custo. Não soltamos ainda o edital porque precisa ter uma definição clara dos pré-requisitos do equipamento. Tem que ter acessibilidade, ser resistente e rodar qualquer conteúdo”, explica Sérgio Gotti, diretor de Formulação de Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC.
Uso de tecnologia em escolas depende menos de plataforma e mais de conteúdo disponível, defendem especialistas
Depois de prefeituras e governos estaduais receberem ou adquirirem cerca de 574 mil laptops por meio do Programa UCA (Um Computador por Aluno), o MEC (Ministério da Educação) acena com a possibilidade de inserir os tablets nas salas de aulas das escolas públicas brasileiras. Especialistas concordam que o sucesso do uso das tecnologias em educação não depende apenas da plataforma utilizada, mas sim da forma como a escola irá inserir essas ferramentas no aprendizado e também dos conteúdos digitais disponíveis.
A diretora da Fundação Pensamento Digital, Marta Voeclker, aponta que a escola pode “mudar de paradigma” a partir da tecnologia. Ela ressalta que o uso das máquinas – seja um computador, laptop ou tablet – pode transformar a lógica do aprendizado. Alunos deixam de ser meros “recebedores” de conteúdo e podem evoluir para autores. “A tecnologia nos ajuda a sair de uma educação por instrução e memorização para uma educação de construção e colaboração. Uma tecnologia que a criança use a imagem, escreva e formalize ali seu entendimento. Se tenta mudar a escola há 100 anos e a tecnologia vem ajudar nisso”, explica.
A diretora da Fundação Pensamento Digital, Marta Voeclker, aponta que a escola pode “mudar de paradigma” a partir da tecnologia. Ela ressalta que o uso das máquinas – seja um computador, laptop ou tablet – pode transformar a lógica do aprendizado. Alunos deixam de ser meros “recebedores” de conteúdo e podem evoluir para autores. “A tecnologia nos ajuda a sair de uma educação por instrução e memorização para uma educação de construção e colaboração. Uma tecnologia que a criança use a imagem, escreva e formalize ali seu entendimento. Se tenta mudar a escola há 100 anos e a tecnologia vem ajudar nisso”, explica.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Malvina Tuttman deixa presidência do Inep; é a terceira a ocupar cargo em três anos
A presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Malvina Tuttman, deixou o cargo nesta quinta-feira (26), após reunião com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. É o terceiro chefe da autarquia que deixa o cargo em três anos.
Em nota divulgada no site do instituto, Malvina afirma que viveu “intensamente o Inep”. “Saio fisicamente desse importante Instituto, mas me sentirei sempre presente em cada sonho realizado e em cada ação desenvolvida pelos servidores do Inep. Para avançar na educação, o Brasil precisa de um Inep forte e o Instituto está pronto para cumprir este desafio."
Segundo a assessoria de imprensa do Inep, a saída foi definida de "comum acordo" entre Mercadante e Malvina.
O Inep é o órgão responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e outras avaliações aplicadas na educação brasileira.
Mais em: http://www.clipping.ueg.br/noticia/9398
Em nota divulgada no site do instituto, Malvina afirma que viveu “intensamente o Inep”. “Saio fisicamente desse importante Instituto, mas me sentirei sempre presente em cada sonho realizado e em cada ação desenvolvida pelos servidores do Inep. Para avançar na educação, o Brasil precisa de um Inep forte e o Instituto está pronto para cumprir este desafio."
Segundo a assessoria de imprensa do Inep, a saída foi definida de "comum acordo" entre Mercadante e Malvina.
Terceira em três anos
Ela, que era reitora da Unirio (Universidade Federal do Rio de Janeiro), assumiu o cargo em janeiro de 2011, no lugar de Joaquim José Soares Neto -que, por sua vez, recebeu a presidência do Inep no lugar de Reynaldo Fernandes. Este último foi o responsável pela aplicação do primeiro Enem como método de seleção.O Inep é o órgão responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e outras avaliações aplicadas na educação brasileira.
Mais em: http://www.clipping.ueg.br/noticia/9398
Menos da metade das vagas do Sisu foram preenchidas na 1ª chamada
Das 108.552 vagas anunciadas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), apenas 43,6% foram preenchidas durante o período de matrícula da primeira chamada, realizado nos dias 19 e 20.
Divulgada pelo Ministério da Educação na madrugada desta quinta-feira (26), a segunda chamada convocou 62.285 candidatos para tentar ocupar as vagas remanescentes, o que indica que 46.267 candidatos fizeram a matrícula na semana passada.
Segundo a assessoria de imprensa do MEC, a baixa porcentagem de matrículas em relação à oferta de vagas é "normal". No ano passado, quase 45% das 83 mil vagas oferecidas não foram preenchidas na primeira chamada. Segundo o MEC, a taxa de preenchimento das vagas ao final de todo o processo foi de 97%.
De acordo com o ministério, a primeira chamada convoca os melhores candidatos, que também foram aprovados em outros instituições. Já a segunda chamada inclui estudantes que estão contando mais com a aprovação no Sisu.
Ela foi feita entre os candidatos que não foram chamados em nenhuma das duas opções de cursos para os quais se inscreveram, e entre quem passou na segunda opção, mas ainda concorria à primeira, mesmo tendo feito matrícula na semana passada.
Mais em: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/01/menos-da-metade-das-vagas-do-sisu-foram-preenchidas-na-1-chamada.html
Divulgada pelo Ministério da Educação na madrugada desta quinta-feira (26), a segunda chamada convocou 62.285 candidatos para tentar ocupar as vagas remanescentes, o que indica que 46.267 candidatos fizeram a matrícula na semana passada.
Segundo a assessoria de imprensa do MEC, a baixa porcentagem de matrículas em relação à oferta de vagas é "normal". No ano passado, quase 45% das 83 mil vagas oferecidas não foram preenchidas na primeira chamada. Segundo o MEC, a taxa de preenchimento das vagas ao final de todo o processo foi de 97%.
De acordo com o ministério, a primeira chamada convoca os melhores candidatos, que também foram aprovados em outros instituições. Já a segunda chamada inclui estudantes que estão contando mais com a aprovação no Sisu.
Ela foi feita entre os candidatos que não foram chamados em nenhuma das duas opções de cursos para os quais se inscreveram, e entre quem passou na segunda opção, mas ainda concorria à primeira, mesmo tendo feito matrícula na semana passada.
Mais em: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/01/menos-da-metade-das-vagas-do-sisu-foram-preenchidas-na-1-chamada.html
Alemanha tem mais universidades de artes que qualquer outro país
"O artista é alguém que faz coisas, das quais ninguém precisa. Mas ele pensa, por alguma razão, que seria bom oferecer essas coisas às pessoas". O popularíssimo Andy Warhol, que dominava melhor que ninguém a arte de vender o que fazia, sabia o que estava dizendo. Quem se candidata a uma vaga em uma escola superior de artes na Alemanha tem também que ter uma boa dose de persistência. Quem quer mesmo entrar ali precisa provar que tem talento. Uma tarefa nem um pouco fácil.
Aproximadamente 700 candidatos se inscrevem a cada ano para uma vaga na Academia de Belas-artes de Düsseldorf, provavelmente uma das instituições de ensino mais cobiçadas na Alemanha para quem quer estudar artes. Anualmente, só são aceitos em torno de 100 estudantes, às vezes um pouquinho mais, às vezes menos.
Quando Joseph Beuys, ícone da arte alemã do pós-guerra, tentou mudar isso, no ano de 1972, ele foi demitido sumariamente, depois de ter lecionado durante 11 anos na Academia. Beuys considerava toda pessoa um artista. Por isso, dizia ele, qualquer um deveria poder participar de suas aulas, inclusive os rejeitados pela escola. Em seus áureos tempos, ele chegou a amontoar 400 alunos em sala de aula, entre estes personalidades que se tornariam conhecidas no cenário das artes, como Jörg Immendorff, Blinky Palermo ou Katharina Sieverding.
Belas-artes de Düsseldorf se tornaram famosos em todo o mundo, como é o caso de Gerhard Richter, por exemplo. Ou de Bernd e Hilla Becher, que, com seus olhares peculiares, criaram o que se tranformou em uma vertente fotográfica: a "Escola dos Becher".
Thomas Struth, Thomas Ruff e Andreas Gursky, conhecidos nos EUA como os "Struffkys", são outros artistas de renome internacional que estudaram na Academia de Düsseldorf. Alguns dos ex-alunos famosos retornaram inclusive à instituição na condição de professores.
O primeiro obstáculo a ser vencido é a prova de admissão, que geralmente exige do candidato muita criatividade e autonomia. É preciso apresentar um portfólio com 20 a 25 obras originais, embora não haja determinação de uma temática ou técnica específica no que diz respeito aos trabalhos. Com estes trabalhos em mãos, uma comissão decide se o candidato dispõe ou não de "um talento especial para a arte". Este é o pré-requisito para conseguir uma vaga.
Mais em: http://www.clipping.ueg.br/noticia/9397
Aproximadamente 700 candidatos se inscrevem a cada ano para uma vaga na Academia de Belas-artes de Düsseldorf, provavelmente uma das instituições de ensino mais cobiçadas na Alemanha para quem quer estudar artes. Anualmente, só são aceitos em torno de 100 estudantes, às vezes um pouquinho mais, às vezes menos.
Quando Joseph Beuys, ícone da arte alemã do pós-guerra, tentou mudar isso, no ano de 1972, ele foi demitido sumariamente, depois de ter lecionado durante 11 anos na Academia. Beuys considerava toda pessoa um artista. Por isso, dizia ele, qualquer um deveria poder participar de suas aulas, inclusive os rejeitados pela escola. Em seus áureos tempos, ele chegou a amontoar 400 alunos em sala de aula, entre estes personalidades que se tornariam conhecidas no cenário das artes, como Jörg Immendorff, Blinky Palermo ou Katharina Sieverding.
Belas-artes de Düsseldorf se tornaram famosos em todo o mundo, como é o caso de Gerhard Richter, por exemplo. Ou de Bernd e Hilla Becher, que, com seus olhares peculiares, criaram o que se tranformou em uma vertente fotográfica: a "Escola dos Becher".
Thomas Struth, Thomas Ruff e Andreas Gursky, conhecidos nos EUA como os "Struffkys", são outros artistas de renome internacional que estudaram na Academia de Düsseldorf. Alguns dos ex-alunos famosos retornaram inclusive à instituição na condição de professores.
O primeiro obstáculo a ser vencido é a prova de admissão, que geralmente exige do candidato muita criatividade e autonomia. É preciso apresentar um portfólio com 20 a 25 obras originais, embora não haja determinação de uma temática ou técnica específica no que diz respeito aos trabalhos. Com estes trabalhos em mãos, uma comissão decide se o candidato dispõe ou não de "um talento especial para a arte". Este é o pré-requisito para conseguir uma vaga.
Mais em: http://www.clipping.ueg.br/noticia/9397
Chile: regime de Pinochet volta a ser denominado "ditadura"
O Conselho Nacional de Educação do Chile (CNED) resgatou o termo "ditadura" para designar o governo de Augusto Pinochet (1973-1990) em textos escolares para crianças de 6 a 12 anos, depois de uma polêmica proposta do governo para trocá-lo pela palavra "regime". Em sessão celebrada na quinta-feira, o CNED aprovou por seis votos a favor e uma abstenção a reincorporação do termo "ditadura", que havia sido substituído em uma sessão anterior da entidade por decisão do governo.
O ministro da Educação, Harald Beyer, argumentou na ocasião que a palavra "regime" representava um conceito "mais geral". A proposta, enviada em meados de 2011 e aprovada em dezembro pelo CNED, causou grande revolta no Chile e o repúdio de instituições de direitos humanos, congressistas da oposição e inclusive de alguns governistas.
O ministro da Educação, Harald Beyer, argumentou na ocasião que a palavra "regime" representava um conceito "mais geral". A proposta, enviada em meados de 2011 e aprovada em dezembro pelo CNED, causou grande revolta no Chile e o repúdio de instituições de direitos humanos, congressistas da oposição e inclusive de alguns governistas.
Educadores veem propostas de Mercadante com ressalvas
O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assumiu a pasta na tarde desta terça-feira, dia 24, após substituir Fernando Haddad, que vai disputar a eleição da Prefeitura de São Paulo. Em seu pronunciamento oficial - que contou com a presença da presidente da República, Dilma Rousseff, e do ex-presidente Lula - Mercadante citou algumas iniciativas que colocará à frente do Ministério da Educação.
Entre os pontos, está a criação de uma residência dos licenciandos ao magistério, nos moldes de como é feito na área da Medicina. "Para melhorar o acompanhamento pedagógico, será necessário aproveitar o potencial dos estudantes de licenciatura que estão se aperfeiçoando e fazê-los realizar, sempre orientados por professores experientes, estágios nas escolas públicas, principalmente no que diz respeito ao aprendizado de Português e Matemática", declarou o ministro.
Entre os pontos, está a criação de uma residência dos licenciandos ao magistério, nos moldes de como é feito na área da Medicina. "Para melhorar o acompanhamento pedagógico, será necessário aproveitar o potencial dos estudantes de licenciatura que estão se aperfeiçoando e fazê-los realizar, sempre orientados por professores experientes, estágios nas escolas públicas, principalmente no que diz respeito ao aprendizado de Português e Matemática", declarou o ministro.
Universidade do RS se desculpa por vazar dados de 23 mil alunos
Um arquivo contendo dados pessoais de alunos da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) foi enviado por e-mail a estudantes da instituição gaúcha na tarde da última segunda-feira (23). A mensagem deveria apenas comunicar oportunidades de estágio a alunos do curso de arquitetura, mas o responsável pelo envio anexou o documento por engano, diz a Unisinos.
O G1 apurou que a lista contém 23.335 nomes, endereço, CPF, RG, números de telefone, dados de matrícula, data de nascimento, endereço de e-mail, curso e a forma de ingresso na instituição. A mensagem foi enviada a 800 alunos.
“A Unisinos lamenta a situação que resultou no vazamento, por meio eletrônico, de informações de parte de seus alunos para um grupo de estudantes do curso de Arquitetura”, afirma o comunicado oficial da instituição. Alunos podem esclarecer dúvidas pelo telefone (51) 3591-1122, ramais 4105 e 4111. Segundo a universidade, o funcionário que enviou o e-mail foi demitido.
Relatos sobre o vazamento começaram a circular no Twitter e no Facebook, onde alunos da universidade se mostraram indignados com o vazamento. “Lamentações não resolverão nossos problemas”, afirmou uma aluna em resposta ao comunicado publicado pela Unisinos na rede social. Foi criado no Facebook um perfil chamado "Os 23 mil divulgados da Unisinos", onde é discutida uma ação coletiva na Justiça contra a instituição. Na rede social o grupo divulgou o número das matrículas de quem foi exposto pela lista.
O G1 apurou que a lista contém 23.335 nomes, endereço, CPF, RG, números de telefone, dados de matrícula, data de nascimento, endereço de e-mail, curso e a forma de ingresso na instituição. A mensagem foi enviada a 800 alunos.
“A Unisinos lamenta a situação que resultou no vazamento, por meio eletrônico, de informações de parte de seus alunos para um grupo de estudantes do curso de Arquitetura”, afirma o comunicado oficial da instituição. Alunos podem esclarecer dúvidas pelo telefone (51) 3591-1122, ramais 4105 e 4111. Segundo a universidade, o funcionário que enviou o e-mail foi demitido.
Relatos sobre o vazamento começaram a circular no Twitter e no Facebook, onde alunos da universidade se mostraram indignados com o vazamento. “Lamentações não resolverão nossos problemas”, afirmou uma aluna em resposta ao comunicado publicado pela Unisinos na rede social. Foi criado no Facebook um perfil chamado "Os 23 mil divulgados da Unisinos", onde é discutida uma ação coletiva na Justiça contra a instituição. Na rede social o grupo divulgou o número das matrículas de quem foi exposto pela lista.
MEC prepara projeto para reestruturar educação no campo
O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, deverá apresentar nas próximas semanas seu primeiro programa. O Pronacampo, preparado ainda durante a gestão de Fernando Haddad, pretende combater um dos gargalos da educação: dar mais atenção à educação rural, uma modalidade de ensino que abriga quase 6,5 milhões de estudantes, mas tem as piores escolas, professores e indicadores. Pelo menos mil municípios, com índices de pobreza aguda, receberão um grupo de ações para reverter o abandono.
O projeto, que foi apresentado à presidente Dilma Rousseff durante as reuniões ministeriais da semana passada, inclui desde a construção de novas escolas até a formação dos professores. A lista dos municípios que serão beneficiados ainda não está fechada, mas se concentrará nas regiões Norte e Nordeste.
O projeto, que foi apresentado à presidente Dilma Rousseff durante as reuniões ministeriais da semana passada, inclui desde a construção de novas escolas até a formação dos professores. A lista dos municípios que serão beneficiados ainda não está fechada, mas se concentrará nas regiões Norte e Nordeste.
sábado, 28 de janeiro de 2012
MEC veta aulas a distância no ensino médio
O Ministério da Educação (MEC) vetou trecho de uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que recomendava a oferta de ensino a distância em até 20% da carga horária do ensino médio regular noturno. A decisão foi um dos últimos atos do então ministro Fernando Haddad, que deixou o cargo anteontem.
A possibilidade de incluir atividades não presenciais no currículo de ensino médio noturno constava na versão original das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, aprovada em maio pelo conselho. Mas, sob pressão de sindicatos de professores, Haddad pediu ao CNE que o texto fosse alterado, com a retirada do trecho relativo ao ensino a distância.
A possibilidade de incluir atividades não presenciais no currículo de ensino médio noturno constava na versão original das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, aprovada em maio pelo conselho. Mas, sob pressão de sindicatos de professores, Haddad pediu ao CNE que o texto fosse alterado, com a retirada do trecho relativo ao ensino a distância.
Estruturação pedagógica faz início de aulas ser adiado em Campo Grande
A Secretaria de Educação de Campo Grande adiou o início do ano letivo de 2012 para o dia 9 de fevereiro, segundo nota divulgada no site do órgão. O motivo, segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), foi a preparação da estrutura disciplinar para receber os estudantes.
Anteriormente, a data prevista para o início das aulas nas 92 escolas na Rede Municipal de Ensino (Reme) era dia 6 de fevereiro.
Segundo a nota, estão sendo convocados 300 profissionais aprovados em concursos para a Semed entre os anos de 2007 e 2009. De acordo com a secretária Educação, Maria Cecília Amendola da Motta, os professores estarão passando por seleções para apoio pedagógico. O objetivo é preparar o profissional para atender as crianças, principalmente as matrículas no pré I e II. A secretaria não divulgou quantos alunos estão matriculados na Reme este ano.
Masi em: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2012/01/por-falta-de-professores-inicio-de-aulas-e-adiado-em-campo-grande.html
Anteriormente, a data prevista para o início das aulas nas 92 escolas na Rede Municipal de Ensino (Reme) era dia 6 de fevereiro.
Segundo a nota, estão sendo convocados 300 profissionais aprovados em concursos para a Semed entre os anos de 2007 e 2009. De acordo com a secretária Educação, Maria Cecília Amendola da Motta, os professores estarão passando por seleções para apoio pedagógico. O objetivo é preparar o profissional para atender as crianças, principalmente as matrículas no pré I e II. A secretaria não divulgou quantos alunos estão matriculados na Reme este ano.
Masi em: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2012/01/por-falta-de-professores-inicio-de-aulas-e-adiado-em-campo-grande.html
Pais dormem na fila para matricular os filhos nas escolas públicas do Paraná
O período de matrícula para transferência de escola, para alunos que mudaram de bairro ou de cidade, ou ainda, que desejam ingressar na rede municipal de ensino de Cascavel, no oeste do Paraná, começou na quarta-feira (25).
Mas com 24 horas de antecedência, os pais foram às escolas onde querem matricular os filhos e foram preparados para a fila. Na Escola Municipal Robert Francis Kennedy, por exemplo, os pais levaram cadeiras, colchões, cobertores e televisão. As aulas começam em 8 de fevereiro.
“A gente não tem escapatória, tem que vir aqui e ficar na fila, se não, não consegue vaga no horário que precisa. Então, tem que fazer um sacrifício e pousar aqui mesmo”, afirmou Silvana Moreira, que trabalha como vendedora.
Mas com 24 horas de antecedência, os pais foram às escolas onde querem matricular os filhos e foram preparados para a fila. Na Escola Municipal Robert Francis Kennedy, por exemplo, os pais levaram cadeiras, colchões, cobertores e televisão. As aulas começam em 8 de fevereiro.
“A gente não tem escapatória, tem que vir aqui e ficar na fila, se não, não consegue vaga no horário que precisa. Então, tem que fazer um sacrifício e pousar aqui mesmo”, afirmou Silvana Moreira, que trabalha como vendedora.
Educação financeira deve entrar no currículo da rede pública
Começo da vida adulta, primeiro salário e a dúvida: o que fazer com o dinheiro? Poupar para o futuro ou comprar aqueles itens sempre desejados? Se poupar, em que investir? Muitos brasileiros se veem diante dessas - e muitas outras - questões logo que entram no mercado de trabalho. A culpa, para alguns, é da escola, que não ensina o aluno como gerenciar seus próprios recursos. Pois, a partir deste ano, as siglas SFN, Selic e CVM farão parte do currículo escolar. É o que propõe um decreto aprovado pelo governo federal em dezembro do ano passado.
Segundo a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), as escolas públicas deverão incluir aulas de educação financeira no currículo básico. É o começo de uma caminhada rumo à erradicação do analfabetismo financeiro. "É muito importante o aluno tomar conhecimento da educação financeira desde cedo, para ser um adulto com maior qualidade de vida e, principalmente, saber fazer escolhas e diferenciar querer de precisar", afirma Odete Reis, educadora e consultora financeira.
Segundo a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), as escolas públicas deverão incluir aulas de educação financeira no currículo básico. É o começo de uma caminhada rumo à erradicação do analfabetismo financeiro. "É muito importante o aluno tomar conhecimento da educação financeira desde cedo, para ser um adulto com maior qualidade de vida e, principalmente, saber fazer escolhas e diferenciar querer de precisar", afirma Odete Reis, educadora e consultora financeira.
Os avanços na Educação
A reforma educacional em curso na rede pública estadual foi estruturada para, entre outros objetivos, fortalecer as ações pedagógicas das escolas, com foco na sala de aula e na valorização dos professores. Dentro dessa reforma, ou Pacto pela Educação, o programa Reconhecer foi criado para motivar os profissionais que estão na sala de aula e incentivar o retorno daqueles que estavam afastados, chegando a premiar 11 mil professores regentes no ano passado. Em 2012, tutores, coordenadores pedagógicos das escolas, diretores, vice-diretores e secretários-gerais também serão contemplados.
Conseguimos, em um primeiro momento, maior assiduidade dos professores, dedicados a um trabalho desempenhado sem interrupções ou ausências - o que certamente tem refletido em melhor aproveitamento das aulas por parte dos alunos. Agora queremos que eles recebam todo o suporte que precisam da escola para elevar a qualidade do planejamento das suas aulas. Por isso a ampliação do Reconhecer, para estimular a participação dos profissionais responsáveis pela gestão e pela vida pedagógica das escolas na preparação das aulas, no acompanhamento e na avaliação desse trabalho, realinhando-o quando necessário.
A partir deste ano, em que o bônus passa de R$ 1,5 mil para R$ 2 mil e será pago semestralmente, o professor terá de comprovar assiduidade e também apresentar quinzenalmente o planejamento das aulas. Uma forma de aprimorar o seu trabalho e facilitar o acompanhamento por parte da Secretaria da Educação.
O reconhecimento ao mérito é uma estratégia que vem sendo utilizada por países que promoveram reformas nos seus sistemas educacionais, mostrando-se eficaz. No Pacto pela Educação de Goiás, ela está no Reconhecer e também em outros programas, como o Prêmio Escola, que premia as unidades com até R$ 20 mil por etapa do ensino conforme metas estabelecidas de acordo com o Ideb; e o Prêmio Aluno, que a partir deste ano beneficiará estudantes com melhor desempenho por regionais de ensino.
Neste ano letivo de 2012, que se iniciou ontem, vamos tornar realidade muitas outras ações. Uma importante meta é reestruturar o modelo da escola de tempo integral, estendendo-o a outras regiões do Estado. Vamos instituir em Goiás o plano de apoio às escolas em situação de maior vulnerabilidade. Escolas da região do Entorno de Brasília e todas as unidades da rede que não alcançarem as metas estabelecidas no Ideb serão acompanhadas por profissionais qualificados. Nas escolas vulneráveis, os professores serão reconhecidos com bônus até três vezes acima do valor do Reconhecer.
A escola pública tem o dever de oferecer o melhor aos seus estudantes. Todos têm o direito de aprender. E é com esse compromisso que estamos aprofundando a implantação da reforma, mudando práticas antigas e introduzindo novos conceitos.
-Thiago Peixoto é secretário de Estado da Educação, economista e deputado federal licenciado (PSD)
Mais em: http://www.clipping.ueg.br/noticia/9363
Conseguimos, em um primeiro momento, maior assiduidade dos professores, dedicados a um trabalho desempenhado sem interrupções ou ausências - o que certamente tem refletido em melhor aproveitamento das aulas por parte dos alunos. Agora queremos que eles recebam todo o suporte que precisam da escola para elevar a qualidade do planejamento das suas aulas. Por isso a ampliação do Reconhecer, para estimular a participação dos profissionais responsáveis pela gestão e pela vida pedagógica das escolas na preparação das aulas, no acompanhamento e na avaliação desse trabalho, realinhando-o quando necessário.
A partir deste ano, em que o bônus passa de R$ 1,5 mil para R$ 2 mil e será pago semestralmente, o professor terá de comprovar assiduidade e também apresentar quinzenalmente o planejamento das aulas. Uma forma de aprimorar o seu trabalho e facilitar o acompanhamento por parte da Secretaria da Educação.
O reconhecimento ao mérito é uma estratégia que vem sendo utilizada por países que promoveram reformas nos seus sistemas educacionais, mostrando-se eficaz. No Pacto pela Educação de Goiás, ela está no Reconhecer e também em outros programas, como o Prêmio Escola, que premia as unidades com até R$ 20 mil por etapa do ensino conforme metas estabelecidas de acordo com o Ideb; e o Prêmio Aluno, que a partir deste ano beneficiará estudantes com melhor desempenho por regionais de ensino.
Neste ano letivo de 2012, que se iniciou ontem, vamos tornar realidade muitas outras ações. Uma importante meta é reestruturar o modelo da escola de tempo integral, estendendo-o a outras regiões do Estado. Vamos instituir em Goiás o plano de apoio às escolas em situação de maior vulnerabilidade. Escolas da região do Entorno de Brasília e todas as unidades da rede que não alcançarem as metas estabelecidas no Ideb serão acompanhadas por profissionais qualificados. Nas escolas vulneráveis, os professores serão reconhecidos com bônus até três vezes acima do valor do Reconhecer.
A escola pública tem o dever de oferecer o melhor aos seus estudantes. Todos têm o direito de aprender. E é com esse compromisso que estamos aprofundando a implantação da reforma, mudando práticas antigas e introduzindo novos conceitos.
-Thiago Peixoto é secretário de Estado da Educação, economista e deputado federal licenciado (PSD)
Mais em: http://www.clipping.ueg.br/noticia/9363
LDB poderá ter limites ao número de alunos por turma
As turmas de pré-escola e dos dois primeiros anos do ensino fundamental poderão contar com no máximo 25 alunos. Nos anos subsequentes do ensino fundamental e no ensino médio, poderão estar em cada sala de aula até 35 alunos. Os limites estão previstos no Projeto de Lei do Senado (PLS) 504/11, de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), que está pronto para votação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde receberá decisão terminativa .
O projeto modifica o artigo 25 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), segundo o qual será “objetivo permanente” das autoridades responsáveis alcançar uma “relação adequada” entre o número de alunos e o professor. Segundo parágrafo que será acrescentado ao artigo, caberá a cada sistema de ensino, “à vista das condições disponíveis e das características regionais e locais”, estabelecer como se dará essa relação adequada, assegurados os tetos máximos de 25 e 35 alunos por turma.
Segundo o autor da proposta, não se pode tolerar o funcionamento de turmas com quarenta ou mais alunos no ensino fundamental e sessenta ou mais no ensino médio, muitas vezes a partir do que chamou de motivações de falsa “economia” nas redes públicas e de “lucratividade acintosa” nas escolas privadas. Nem classes tão numerosas na pré-escola, que impediriam, a seu ver, o atendimento individualizado e a avaliação contínua do “delicado e artesanal processo de alfabetização”.
O projeto modifica o artigo 25 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), segundo o qual será “objetivo permanente” das autoridades responsáveis alcançar uma “relação adequada” entre o número de alunos e o professor. Segundo parágrafo que será acrescentado ao artigo, caberá a cada sistema de ensino, “à vista das condições disponíveis e das características regionais e locais”, estabelecer como se dará essa relação adequada, assegurados os tetos máximos de 25 e 35 alunos por turma.
Segundo o autor da proposta, não se pode tolerar o funcionamento de turmas com quarenta ou mais alunos no ensino fundamental e sessenta ou mais no ensino médio, muitas vezes a partir do que chamou de motivações de falsa “economia” nas redes públicas e de “lucratividade acintosa” nas escolas privadas. Nem classes tão numerosas na pré-escola, que impediriam, a seu ver, o atendimento individualizado e a avaliação contínua do “delicado e artesanal processo de alfabetização”.
Governo de MG anuncia R$ 70 milhões para pesquisas em educação
O governo de Minas Gerais vai investir R$ 70 milhões em pesquisas voltadas para educação básica, bolsas de pós-doutorado e cursos de pós-graduação nas universidades do estado. O anuncio foi feito nesta terça-feira (17) pelo governador Antonio anastasia. Deste valor, R$ 24 milhões são do governo do estado e R$ 46 milhões do Ministério da Educação.
De acordo com o governo, o objetivo do investimento é elevar o nível dos cursos e a formação de professores da rede pública estadual. Os novos recursos representam a segunda fase da parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Na primeira fase, foram investidos R$ 10 milhões.
Os editais para a seleção dos beneficiados serão lançados em março. As propostas vão poder ser enviadas por qualquer instituição de ensino superior de Minas Gerais que tenha pesquisadores na área.
Mais em: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2012/01/governo-de-mg-anuncia-r-70-mihoes-para-pesquisas-em-educacao.html
De acordo com o governo, o objetivo do investimento é elevar o nível dos cursos e a formação de professores da rede pública estadual. Os novos recursos representam a segunda fase da parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Na primeira fase, foram investidos R$ 10 milhões.
Os editais para a seleção dos beneficiados serão lançados em março. As propostas vão poder ser enviadas por qualquer instituição de ensino superior de Minas Gerais que tenha pesquisadores na área.
Mais em: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2012/01/governo-de-mg-anuncia-r-70-mihoes-para-pesquisas-em-educacao.html
Personagem de quadrinhos, Mafalda ensina sobre cultura da Argentina
Histórias em quadrinhos não são efêmeras nem servem apenas para diversão. A personagem argentina Mafalda, por exemplo, que deixou de ser publicada há quase 40 anos, permanece encantando leitores. Seu criador, Joaquín Salvador Lavado, o Quino, que em 2012 completará 80 anos, é reconhecido internacionalmente pela pequena menina questionadora. Além de ajudar no espanhol, caso o estudante opte pela edição original de Mafalda, a leitura das tiras também serve para entender a realidade sociocultural e a formação econômica da Argentina.
A ideia para a personagem nasceu de um trabalho para uma agência de publicidade, que precisava de um ilustrador para o lançamento de uma linha de produtos eletrodomésticos chamados Mansfield - daí o nome Mafalda, que lembrava a marca, por começar com a letra "M". O anúncio acabou não sendo publicado, mas a ideia sobreviveu. Em setembro de 1964, a personagem foi finalmente apresentada ao público, na revista semanal Primera Plana. Daí, Mafalda se mudou para o jornal diário El Mundo, um ano depois. Sua última morada foi na revista semanal Siete Días Ilustrados, onde ficou de 1967 até o final de sua "vida", em junho de 1973. Suas mais de 1,9 mil tiras já foram publicadas em mais de 20 idiomas, incluindo russo, polonês, norueguês e, claro, português.
A ideia para a personagem nasceu de um trabalho para uma agência de publicidade, que precisava de um ilustrador para o lançamento de uma linha de produtos eletrodomésticos chamados Mansfield - daí o nome Mafalda, que lembrava a marca, por começar com a letra "M". O anúncio acabou não sendo publicado, mas a ideia sobreviveu. Em setembro de 1964, a personagem foi finalmente apresentada ao público, na revista semanal Primera Plana. Daí, Mafalda se mudou para o jornal diário El Mundo, um ano depois. Sua última morada foi na revista semanal Siete Días Ilustrados, onde ficou de 1967 até o final de sua "vida", em junho de 1973. Suas mais de 1,9 mil tiras já foram publicadas em mais de 20 idiomas, incluindo russo, polonês, norueguês e, claro, português.
Aluno com bons professores ganha mais no mercado de trabalho no futuro
Resultado de estudo importantíssimo ajuda a entender o papel fundamental dos professores em uma sociedade. Pesquisadores de duas universidades americanas avaliaram o impacto que a qualidade do professor tem no futuro profissional do aluno. A reportagem é de Elaine Bast.
Doris tem só 11 anos. É tímida, mas decidida. Não tem dúvidas de que, no futuro, quer ser professora.
Ela estuda em uma escola pública no bairro do Bronx, em Nova York, e que recebe ajuda do setor privado. Lá, a grande maioria dos alunos vêm de famílias de baixa renda. E 85% conseguem entrar na faculdade. Qual é o segredo?
“Uma seleção rigorosa de professores e salários 20% acima da média paga no mercado”, diz Steven, porta-voz da instituição.
Um bom professor tem um impacto na vida de um aluno que vai muito além das notas, da fronteira da sala de aula. Ele pode mudar o futuro de uma criança. É o que mostrou, com números, um longo estudo coordenado por pesquisadores de duas importantes universidades importantes dos Estados Unidos.
Doris tem só 11 anos. É tímida, mas decidida. Não tem dúvidas de que, no futuro, quer ser professora.
Ela estuda em uma escola pública no bairro do Bronx, em Nova York, e que recebe ajuda do setor privado. Lá, a grande maioria dos alunos vêm de famílias de baixa renda. E 85% conseguem entrar na faculdade. Qual é o segredo?
“Uma seleção rigorosa de professores e salários 20% acima da média paga no mercado”, diz Steven, porta-voz da instituição.
Um bom professor tem um impacto na vida de um aluno que vai muito além das notas, da fronteira da sala de aula. Ele pode mudar o futuro de uma criança. É o que mostrou, com números, um longo estudo coordenado por pesquisadores de duas importantes universidades importantes dos Estados Unidos.
TJ-SP julga na 2ª caso em que Geisy Arruda pede R$ 1 mi por ofensas
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deve julgar na próxima segunda-feira a apelação da estudante Geisy Arruda, que requere ser indenizada em R$ 1 milhão pela Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), onde, em outubro de 2009, ela foi hostilizada por colegas por ter ido às aulas com um vestido curto.
Em setembro de 2010, o juiz Rodrigo Gorga Campos, da 9ª Vara Cível de São Bernardo do Campo (SP), condenou a Uniban a pagar R$ 40 mil a Geisy por danos morais. O valor foi considerado baixo pelos advogados da ex-aluna de Turismo, ao passo em que a universidade recorreu pedindo a exclusão da condenação. "O recurso é para corrigir a decisão do juiz, que em vez de zerar a indenização, deu 0,4% do valor pedido. A Uniban entende que 0,4% não é uma indenização, é uma brincadeira", disse o defensor da instituição, Vicente Cascione, ainda em 2010.
Em setembro de 2010, o juiz Rodrigo Gorga Campos, da 9ª Vara Cível de São Bernardo do Campo (SP), condenou a Uniban a pagar R$ 40 mil a Geisy por danos morais. O valor foi considerado baixo pelos advogados da ex-aluna de Turismo, ao passo em que a universidade recorreu pedindo a exclusão da condenação. "O recurso é para corrigir a decisão do juiz, que em vez de zerar a indenização, deu 0,4% do valor pedido. A Uniban entende que 0,4% não é uma indenização, é uma brincadeira", disse o defensor da instituição, Vicente Cascione, ainda em 2010.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Fies poderá beneficiar alunos de mestrado e doutorado
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2640/11, do deputado Pedro Uczai (PT-SC), que autoriza o acesso de estudantes matriculados em programas de mestrado e de doutorado aos recursos do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). O projeto altera a Lei 10.260/01, que regulamenta o funcionamento do Fies.
De acordo com o autor, o ritmo de criação de vagas para o acesso a educação superior, especialmente na graduação, vem crescendo desde 2003. “Isso foi realizado por meio de diversas políticas públicas, como a criação de novas instituições, novos campus, a ampliação de vagas em campus já existentes, a criação do Prouni e a ampliação do Fies”.
Uczai afirma que a prioridade agora deve ser a ampliação dos investimentos em pesquisa e na formação de novos mestres e doutores. “As instituições públicas ainda estão muito longe de atender à demanda, e a atual legislação do Fies não garante que esses estudantes tenham acesso aos recursos financeiros necessários”, argumenta.
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Mais em: http://www.clipping.ueg.br/noticia/9376
De acordo com o autor, o ritmo de criação de vagas para o acesso a educação superior, especialmente na graduação, vem crescendo desde 2003. “Isso foi realizado por meio de diversas políticas públicas, como a criação de novas instituições, novos campus, a ampliação de vagas em campus já existentes, a criação do Prouni e a ampliação do Fies”.
Uczai afirma que a prioridade agora deve ser a ampliação dos investimentos em pesquisa e na formação de novos mestres e doutores. “As instituições públicas ainda estão muito longe de atender à demanda, e a atual legislação do Fies não garante que esses estudantes tenham acesso aos recursos financeiros necessários”, argumenta.
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Mais em: http://www.clipping.ueg.br/noticia/9376
Universitários garantem diferencial com cursos no exterior
Em agosto de 2010, Cláudia Backes arrumou as malas e partiu para aquela que define como uma das grandes experiências de sua vida até agora. Aos 19 anos, a estudante de Publicidade e Propaganda da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), no Rio Grande do Sul, foi para o Canadá com o objetivo de cursar algumas disciplinas na Concordia University, em Montreal. "Era um sonho desde a época do ensino médio", lembra.
Durante quatro meses, Cláudia teve aulas na faculdade John Molson School of Business. "Foi uma época de muito aprendizado. Além de ter de me adaptar às pessoas e à cultura, eu estudava muito, para não deixar passar nada", conta. Para aproveitar ao máximo a temporada no exterior, os estudantes costumam realizar o intercâmbio acadêmico durante o terceiro ano da faculdade.
Segundo João Felipe Elias, da Divisão de Cooperação Internacional (ARII) da PUC-SP, esse é o período mais indicado porque, para viajar, o aluno já deve ter um conhecimento básico em sua área de formação. "A maioria das instituições estrangeiras também exige que o intercambista já tenha concluído ao menos dois anos de seu currículo na instituição de origem", diz.
Durante quatro meses, Cláudia teve aulas na faculdade John Molson School of Business. "Foi uma época de muito aprendizado. Além de ter de me adaptar às pessoas e à cultura, eu estudava muito, para não deixar passar nada", conta. Para aproveitar ao máximo a temporada no exterior, os estudantes costumam realizar o intercâmbio acadêmico durante o terceiro ano da faculdade.
Segundo João Felipe Elias, da Divisão de Cooperação Internacional (ARII) da PUC-SP, esse é o período mais indicado porque, para viajar, o aluno já deve ter um conhecimento básico em sua área de formação. "A maioria das instituições estrangeiras também exige que o intercambista já tenha concluído ao menos dois anos de seu currículo na instituição de origem", diz.
Aparelho eletrônico pode ser proibido em salas de aula
O Projeto de Lei 2806/11, do deputado Márcio Macêdo (PT-SE), pode proibir o uso de aparelhos eletrônicos que não sejam usados em atividades em salas de aula, de acordo com a Agência Câmara. A lei vale para todas as instituições de ensino, do básico ao superior.
A proposta pretende vetar o uso de eletrônicos como celulares, por exemplo, caso professores e diretoria da escola considerem que eles não são relacionados às atividades didáticas e pedagógicas realizadas durante as aulas.
Segundo Macêdo, o projeto foi baseado em um outro de 2007 que proibia apenas celulares em salas. Ele foi expandido para todos os tipos de aparelhos portáteis “que desviam a atenção do aluno do trabalho didático desenvolvido pelo professor”.
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cidadania, de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Mais em: http://portal.aprendiz.uol.com.br/2012/01/20/aparelhos-eletronicos-podem-ser-proibidos-em-salas-de-aula/
A proposta pretende vetar o uso de eletrônicos como celulares, por exemplo, caso professores e diretoria da escola considerem que eles não são relacionados às atividades didáticas e pedagógicas realizadas durante as aulas.
Segundo Macêdo, o projeto foi baseado em um outro de 2007 que proibia apenas celulares em salas. Ele foi expandido para todos os tipos de aparelhos portáteis “que desviam a atenção do aluno do trabalho didático desenvolvido pelo professor”.
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cidadania, de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Mais em: http://portal.aprendiz.uol.com.br/2012/01/20/aparelhos-eletronicos-podem-ser-proibidos-em-salas-de-aula/
Para lidar com geração Z, professor recorre às redes sociais
É findada a era em que professores, frente a um quadro negro abarrotado de informações, falavam sem parar a uma turma concentrada e silenciosa. Atualmente ocupando as classes de ensino fundamental e médio, a "geração Z" acabou com o reinado das aulas expositivas. Já não basta intercalar conteúdo e exercícios: para atrair a atenção dos jovens, a tecnologia é a principal aliada dos professores.
Lecionando química há 15 anos, o professor e coordenador pedagógico do colégio Oficina do Estudante, de Campinas (SP), Anderson Dino, conhece bem as características da geração, formada por nascidos a partir da segunda metade da década de 1990. "Eles são multimídia, fazem muitas coisas ao mesmo tempo. Estudam com o celular na mão e o Facebook aberto, enquanto ouvem a conversa dos pais e fazem carinho no cachorro com o pé", exemplifica.
Render-se ao perfil mais agitado dos jovens foi a saída que Dino encontrou para conquistá-los logo no primeiro encontro. Hoje, o conteúdo de suas aulas pode ser encontrado em um blog e em suas contas de Facebook, Twitter, YouTube e Tumblr. "Eu crio tirinhas de humor e memes (ilustrações cômicas que se propagam na rede) sobre química, converso com eles pelo bate-papo, gravo aulas e coloco no YouTube. Quando o professor faz essas coisas, os alunos respeitam", garante.
Lecionando química há 15 anos, o professor e coordenador pedagógico do colégio Oficina do Estudante, de Campinas (SP), Anderson Dino, conhece bem as características da geração, formada por nascidos a partir da segunda metade da década de 1990. "Eles são multimídia, fazem muitas coisas ao mesmo tempo. Estudam com o celular na mão e o Facebook aberto, enquanto ouvem a conversa dos pais e fazem carinho no cachorro com o pé", exemplifica.
Render-se ao perfil mais agitado dos jovens foi a saída que Dino encontrou para conquistá-los logo no primeiro encontro. Hoje, o conteúdo de suas aulas pode ser encontrado em um blog e em suas contas de Facebook, Twitter, YouTube e Tumblr. "Eu crio tirinhas de humor e memes (ilustrações cômicas que se propagam na rede) sobre química, converso com eles pelo bate-papo, gravo aulas e coloco no YouTube. Quando o professor faz essas coisas, os alunos respeitam", garante.
Senado pode decidir este ano se ensino fundamental público será em tempo integral
O poder público poderá ser obrigado a oferecer ensino fundamental em tempo integral. Pronta para ser votada em Plenário, essa proposta (PEC 94/03) muda dois artigos da Constituição e o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para que a mudança ocorra de forma gradual.
Autor do texto, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) o defende com o argumento de que as medidas sociais mais eficientes contra a criminalidade são a distribuição de renda e a educação. Ele considera urgente instalar-se no país a escola em tempo integral, providência que, em sua opinião, reúne “todas as qualidades das melhores iniciativas contra o analfabetismo, a miséria, a violência e a chaga do milênio, as drogas”.
Autor do texto, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) o defende com o argumento de que as medidas sociais mais eficientes contra a criminalidade são a distribuição de renda e a educação. Ele considera urgente instalar-se no país a escola em tempo integral, providência que, em sua opinião, reúne “todas as qualidades das melhores iniciativas contra o analfabetismo, a miséria, a violência e a chaga do milênio, as drogas”.
Material escolar: sindicato de SP é investigado por recomendar aumento nos preços
O Simpa-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Escolar e Papelaria do Estado de São Paulo e Região) e o presidente do sindicato, Antônio Martins Nogueira, estão sendo investigados por recomendar data, valores e percentuais de aumento dos preços de material escolar ao consumidor.
A determinadação partiu da SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, por meio do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC).
O sindicato também terá de publicar em cinco jornais de grande circulação, por dois dias seguidos, a nota da secretaria que informa os afiliados da proibição de recomendar aumento nos valores dos produtos. O DPDC alertou os Procons de todo o país para que redobrem a atenção e o monitoramento de papelarias e lojas de revenda de materiais escolares.
Segundo o Ministério da Justiça, a medida preventiva foi tomada após conhecimento de notícias veiculadas pela imprensa em 21 de dezembro de 2011, dizendo que o Simpa-SP estaria recomendando que o varejistas repassassem para os preços dos produtos que compõem a lista de material escolar o índice da inflação no período.
A determinadação partiu da SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, por meio do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC).
O sindicato também terá de publicar em cinco jornais de grande circulação, por dois dias seguidos, a nota da secretaria que informa os afiliados da proibição de recomendar aumento nos valores dos produtos. O DPDC alertou os Procons de todo o país para que redobrem a atenção e o monitoramento de papelarias e lojas de revenda de materiais escolares.
Segundo o Ministério da Justiça, a medida preventiva foi tomada após conhecimento de notícias veiculadas pela imprensa em 21 de dezembro de 2011, dizendo que o Simpa-SP estaria recomendando que o varejistas repassassem para os preços dos produtos que compõem a lista de material escolar o índice da inflação no período.
Bullying na internet é problema global, mostra pesquisa
Mais de 10% dos pais ao redor do mundo afirmaram que seus filhos sofreram bullying na internet e quase um quarto conhece um jovem que já foi vítima das intimidações na web, segundo uma pesquisa da Ipsos/Reuters.
Mais de três quartos das pessoas questionadas na pesquisa global consideraram o ciberbullying diferente de outros tipos de perseguição e disseram que ele merece atenção especial e esforços de pais e de escolas. “Os dados mostram claramente um apetite entre pessoas ao redor do mundo por uma resposta direcionada ao ciberbullying”, disse Keren Gottfried, da empresa de pesquisas Ipsos, que conduziu a pesquisa.
Ela acrescentou, contudo, que depende dos educadores agir de acordo com essa demanda. A pesquisa online, que englobou mais de 18 mil adultos em 24 países, dos quais 6,5 mil são pais, mostrou que o veículo mais utilizado para o ciberbullying são sites de redes sociais como o Facebook, citado por 60% das pessoas.
Mais de três quartos das pessoas questionadas na pesquisa global consideraram o ciberbullying diferente de outros tipos de perseguição e disseram que ele merece atenção especial e esforços de pais e de escolas. “Os dados mostram claramente um apetite entre pessoas ao redor do mundo por uma resposta direcionada ao ciberbullying”, disse Keren Gottfried, da empresa de pesquisas Ipsos, que conduziu a pesquisa.
Ela acrescentou, contudo, que depende dos educadores agir de acordo com essa demanda. A pesquisa online, que englobou mais de 18 mil adultos em 24 países, dos quais 6,5 mil são pais, mostrou que o veículo mais utilizado para o ciberbullying são sites de redes sociais como o Facebook, citado por 60% das pessoas.
Governo quer mandar 10 mil estudantes brasileiros para o Reino Unido em 4 anosGoverno quer mandar 10 mil estudantes brasileiros para o Reino Unido em 4 anos
Uma parceria entre os governos brasileiro e britânico quer enviar 10 mil estudantes brasileiros para o Reino Unido nos próximos quatro anos. O número foi dito hoje pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e por seu colega britânico William Hague.
Antes da entrevista, os dois chanceleres almoçaram com o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e trataram do assunto.A parceria faz parte do programa Ciência sem Fronteiras, que o governo federal lançou com objetivo de facilitar estudos de brasileiros no exterior.
O chanceler britânico fica no Brasil até esta quinta-feira (19), quando irá ao Rio de Janeiro e terá encontro com o governador Sérgio Cabral (PMDB).
Antes da entrevista, os dois chanceleres almoçaram com o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e trataram do assunto.A parceria faz parte do programa Ciência sem Fronteiras, que o governo federal lançou com objetivo de facilitar estudos de brasileiros no exterior.
O chanceler britânico fica no Brasil até esta quinta-feira (19), quando irá ao Rio de Janeiro e terá encontro com o governador Sérgio Cabral (PMDB).
EAD sem fronteiras: é possível encontrar cursos de primeira linha -e grátis- na internet
Há dez anos, o MIT (Massachusetts Institute of Technology), uma das mais respeitadas instituições de ensino superior dos Estados Unidos, decidiu publicar gratuitamente na internet o conteúdo de seus cursos. A iniciativa inspirou outras universidades a fazer o mesmo. Hoje, o consórcio OCW (OpenCourseWare) reúne instituições de ensino superior de 46 países, com conteúdo em 18 idiomas diferentes. Em português, é possível encontrar cursos como “Introdução à Administração Estratégica” e “Intermediação em Investimentos Financeiros”.
Ao longo da última década, a plataforma foi acessada por mais de 100 milhões de usuários. Entre as 202 universidades que fazem parte da rede estão MIT, John Hopkins, Universidade da Califórnia, Universidade de Michigan, Instituto Tecnológico de Tóquio, Fundação Getulio Vargas, Universidade Politécnica de Madri e Paris Tech. Há ainda universidades que não fazem parte do grupo, mas disponibilizam suas aulas gratuitamente na internet (leia mais abaixo).
“Quem está interessado em um assunto mas não tem como objetivo tornar-se oficialmente um especialista –ou seja, não precisa de certificado– encontra um material de altíssimo nível para aprender”, afirma a consultora em educação Marta Maia, professora da FGV (Fundação Getulio Vargas). A FGV, a Unisul (Universidade do Sul da Santa Catarina), a Federal Rural de Pernambuco e a Universidade de Sorocaba são as opções brasileiras no consórcio.
Ao longo da última década, a plataforma foi acessada por mais de 100 milhões de usuários. Entre as 202 universidades que fazem parte da rede estão MIT, John Hopkins, Universidade da Califórnia, Universidade de Michigan, Instituto Tecnológico de Tóquio, Fundação Getulio Vargas, Universidade Politécnica de Madri e Paris Tech. Há ainda universidades que não fazem parte do grupo, mas disponibilizam suas aulas gratuitamente na internet (leia mais abaixo).
“Quem está interessado em um assunto mas não tem como objetivo tornar-se oficialmente um especialista –ou seja, não precisa de certificado– encontra um material de altíssimo nível para aprender”, afirma a consultora em educação Marta Maia, professora da FGV (Fundação Getulio Vargas). A FGV, a Unisul (Universidade do Sul da Santa Catarina), a Federal Rural de Pernambuco e a Universidade de Sorocaba são as opções brasileiras no consórcio.
Investimento público em educação chega a 5,1% do PIB em 2010
O investimento público direto em educação chegou a 5,1% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010. O patamar ficou praticamente estável já que, em relação ao ano anterior, o crescimento foi de 0,1 ponto percentual. Os dados foram divulgados hoje (19) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). A maior parte dos recursos – 4,3% do PIB – foi aplicada na educação básica, etapa que compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o médio. O investimento no ensino superior correspondeu a 0,8% do PIB.
Apesar de o maior montante dos recursos estar concentrado na etapa básica, o estudante do ensino superior é o que recebe o maior investimento proporcionalmente. Enquanto os governos municipais, estaduais e a União gastaram R$ 3.580 por aluno da educação básica, no ensino superior, o valor investido por matrícula foi cinco vezes maior: R$ 17.972. Todos os dados se referem a 2010. Apesar da diferença, houve redução das disparidades já que em 2009 a razão era 5,2 vezes maior.
Apesar de o maior montante dos recursos estar concentrado na etapa básica, o estudante do ensino superior é o que recebe o maior investimento proporcionalmente. Enquanto os governos municipais, estaduais e a União gastaram R$ 3.580 por aluno da educação básica, no ensino superior, o valor investido por matrícula foi cinco vezes maior: R$ 17.972. Todos os dados se referem a 2010. Apesar da diferença, houve redução das disparidades já que em 2009 a razão era 5,2 vezes maior.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Garotas leem mais e melhor que os rapazes
As habilidades em leitura de garotas de 15 anos ultrapassam de longe a dos rapazes nessa mesma faixa etária em 74 países do mundo. Esse resultado tem sido confirmado em todas as edições do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que analisa a cada três anos a qualidade e a eficiência de sistemas escolares em países que representam 90% da economia mundial.
As jovens superam os garotos nos testes de leitura desde 2000, sendo que na média geral a diferença a favor delas em 2009, últimos dados do Pisa, foi de 39 pontos. Eles, por outro lado, vencem em Matemática e Ciências, com 15 e 4 pontos a mais, nessa ordem. Participaram da pesquisa 470 mil estudantes, dos quais 20 mil eram brasileiros.
Análise
Os resultados do Pisa se unem a outros levantamentos que comprovam a existência de diferenças de aprendizagem entre meninos e meninas. Ainda que se tente explicar o fato a partir de peculiaridades biológicas e psicológicas de cada um dos sexos, especialistas admitem que ainda é preciso pesquisar mais para saber porque isso ocorre.
“A vantagem das meninas em leitura é o mais evidente. Há estudos que procuram entender esse resultado baseados em características biológicas, outros em fatores psicológicas e outros ainda indicam que talvez existam áreas de linguagem no cérebro que se desenvolvem mais cedo nas meninas. Existem ainda ensaios que estudam possíveis causas sociais, que perdem cada vez mais força”, afirma David Chadwell, consultor de escolas públicas nos Estados Unidos que separam meninos e meninas em algumas aulas.
As pesquisas costumam reiterar, no entanto, a grande interferência das diferenças biológicas entre os dois sexos. Elas são tão grandes que para Neide Noffs, diretora da faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), os resultados do Pisa devem ser analisados com muita cautela. “Não dá para fazer uma comparação exata de meninos e meninas aos 15 anos, já que existem muitas diferenças orgânicas entre eles.” Ela exemplifica que, aos 13 anos, as garotas já estão mudando de corpo, enquanto os rapazes estão com os hormônios em outras fases.
“Isso faz com que as meninas sintam antes uma mudança de responsabilidade, com a maior necessidade de compreensão do mundo, enquanto que os meninos ainda não estão pensando nisso”, explica. “Por isso é importante perceber que não existe melhor ou pior, os dois sexos são diferentes e vivem experiências diferentes o que, com certeza, influenciam no seu desempenho nessas áreas”, insiste.
Educação segmentada pelo sexo
A constatação de altos índices de aprendizagem alcançados por meninos e meninas de 8 a 15 anos que estudam em escolas com turmas exclusivas para um sexo provocou o renascimento desse tipo de ensino em vários países. Como as diferenças significativas mostram-se próprias dessa faixa etária, as escolas voltam a ser mistas nos últimos anos do ensino médio. E, ao contrário do que se vê normalmente no Brasil, muitas das escolas estrangeiras não têm nenhuma motivação ideológica.
De acordo com David Chadwell, responsável por coordenar a abertura de mais de 100 escolas públicas não mistas na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, o objetivo é puramente pragmático. “Depois de atestar as vantagens do ensino para um só gênero, optamos por oferecer também essa opção para os pais interessados nesse tipo de educação. Em escolas mistas, a pedido dos pais e com a coordenação e apoio dos professores, implementamos algumas aulas só para meninos ou só para meninas”, explicou Chadwell, em entrevista por e-mail.
Na Europa, entidades favoráveis à educação separada, como a Easse (Associação Europeia de Educação para um Gênero, da sigla em inglês), reúnem escolas desse tipo em diversos países e publicam a cada ano novos levantamentos de desempenho e pesquisas de comportamento. Outras entidades começam a se preocupar com o fenômeno, como a Oidel (Organização Internacional para o Desenvolvimento da Educação Livre), que concluiu em um estudo que entre as 50 melhores escolas do Reino Unido, 36 são de educação separada.
Evandro Faustino, presidente da Isep Consultoria Educacional em São Paulo, favorável ao que ele chama de “educação personalizada”, defende que existem muitas vantagens na separação dos sexos na sala de aula. “A educação por sexo [dos 8 aos 15 anos] ajuda a aproveitar melhor as etapas de desenvolvimento de cada um”, analisa.
Para o educador, os adolescentes não perdem nesse tipo de ensino. “Se houvesse uma separação efetiva em todos os ambientes, isso seria doentio, mas não é o que acontece. Na vida há muitas outras oportunidades de estar com o outro sexo e o custo-benefício para ambos na aprendizagem dessa forma é inegável”, continua. Entre as vantagens, o educador lista a possibilidade de trabalhar com métodos mais adequados a cada sexo.
Outros especialistas, no entanto, como Neide Noffs, diretora da faculdade de Educação da PUCSP, não acreditam que, a longo prazo, a educação separada seja a melhor.“A relação entre os gêneros ajuda a potencializar o que é bom de cada um e superar as diferenças”, afirma.
Mais em: http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1216153&tit=Garotas-leem-mais-e-melhor-que-os-rapazes
As jovens superam os garotos nos testes de leitura desde 2000, sendo que na média geral a diferença a favor delas em 2009, últimos dados do Pisa, foi de 39 pontos. Eles, por outro lado, vencem em Matemática e Ciências, com 15 e 4 pontos a mais, nessa ordem. Participaram da pesquisa 470 mil estudantes, dos quais 20 mil eram brasileiros.
Análise
Os resultados do Pisa se unem a outros levantamentos que comprovam a existência de diferenças de aprendizagem entre meninos e meninas. Ainda que se tente explicar o fato a partir de peculiaridades biológicas e psicológicas de cada um dos sexos, especialistas admitem que ainda é preciso pesquisar mais para saber porque isso ocorre.
“A vantagem das meninas em leitura é o mais evidente. Há estudos que procuram entender esse resultado baseados em características biológicas, outros em fatores psicológicas e outros ainda indicam que talvez existam áreas de linguagem no cérebro que se desenvolvem mais cedo nas meninas. Existem ainda ensaios que estudam possíveis causas sociais, que perdem cada vez mais força”, afirma David Chadwell, consultor de escolas públicas nos Estados Unidos que separam meninos e meninas em algumas aulas.
As pesquisas costumam reiterar, no entanto, a grande interferência das diferenças biológicas entre os dois sexos. Elas são tão grandes que para Neide Noffs, diretora da faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), os resultados do Pisa devem ser analisados com muita cautela. “Não dá para fazer uma comparação exata de meninos e meninas aos 15 anos, já que existem muitas diferenças orgânicas entre eles.” Ela exemplifica que, aos 13 anos, as garotas já estão mudando de corpo, enquanto os rapazes estão com os hormônios em outras fases.
“Isso faz com que as meninas sintam antes uma mudança de responsabilidade, com a maior necessidade de compreensão do mundo, enquanto que os meninos ainda não estão pensando nisso”, explica. “Por isso é importante perceber que não existe melhor ou pior, os dois sexos são diferentes e vivem experiências diferentes o que, com certeza, influenciam no seu desempenho nessas áreas”, insiste.
Educação segmentada pelo sexo
A constatação de altos índices de aprendizagem alcançados por meninos e meninas de 8 a 15 anos que estudam em escolas com turmas exclusivas para um sexo provocou o renascimento desse tipo de ensino em vários países. Como as diferenças significativas mostram-se próprias dessa faixa etária, as escolas voltam a ser mistas nos últimos anos do ensino médio. E, ao contrário do que se vê normalmente no Brasil, muitas das escolas estrangeiras não têm nenhuma motivação ideológica.
De acordo com David Chadwell, responsável por coordenar a abertura de mais de 100 escolas públicas não mistas na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, o objetivo é puramente pragmático. “Depois de atestar as vantagens do ensino para um só gênero, optamos por oferecer também essa opção para os pais interessados nesse tipo de educação. Em escolas mistas, a pedido dos pais e com a coordenação e apoio dos professores, implementamos algumas aulas só para meninos ou só para meninas”, explicou Chadwell, em entrevista por e-mail.
Na Europa, entidades favoráveis à educação separada, como a Easse (Associação Europeia de Educação para um Gênero, da sigla em inglês), reúnem escolas desse tipo em diversos países e publicam a cada ano novos levantamentos de desempenho e pesquisas de comportamento. Outras entidades começam a se preocupar com o fenômeno, como a Oidel (Organização Internacional para o Desenvolvimento da Educação Livre), que concluiu em um estudo que entre as 50 melhores escolas do Reino Unido, 36 são de educação separada.
Evandro Faustino, presidente da Isep Consultoria Educacional em São Paulo, favorável ao que ele chama de “educação personalizada”, defende que existem muitas vantagens na separação dos sexos na sala de aula. “A educação por sexo [dos 8 aos 15 anos] ajuda a aproveitar melhor as etapas de desenvolvimento de cada um”, analisa.
Para o educador, os adolescentes não perdem nesse tipo de ensino. “Se houvesse uma separação efetiva em todos os ambientes, isso seria doentio, mas não é o que acontece. Na vida há muitas outras oportunidades de estar com o outro sexo e o custo-benefício para ambos na aprendizagem dessa forma é inegável”, continua. Entre as vantagens, o educador lista a possibilidade de trabalhar com métodos mais adequados a cada sexo.
Outros especialistas, no entanto, como Neide Noffs, diretora da faculdade de Educação da PUCSP, não acreditam que, a longo prazo, a educação separada seja a melhor.“A relação entre os gêneros ajuda a potencializar o que é bom de cada um e superar as diferenças”, afirma.
Mais em: http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1216153&tit=Garotas-leem-mais-e-melhor-que-os-rapazes
Uerj vai investigar se professor favoreceu orientandos em banca de concurso para docente
A Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) decidiu nesta quinta-feira (19) investigar uma denúncia de que um professor teria favorecido dois de seus orientandos em uma banca para a seleção de novos docentes para o curso de medicina.
Segundo o médico e professor Raphael Câmara, que ficou em quarto lugar no certame, os dois primeiros classificados são orientandos do presidente da comissão organizadora, professor Marco Aurélio Pinho de Oliveira, chefe do departamento de ginecologia da Uerj. Além disso, o pai de Oliveira, docente aposentado da instituição, participou da banca.
A seleção foi feita preencher duas vagas de professor adjunto de ginecologia/obstetrícia e era preciso ter, no mínimo, doutorado na área. O salário previsto chega a R$ 5.294,08, por uma jornada de 40 h semanais.
“Denunciei por e-mail ao Ministério Público, na Ouvidoria, antes de o concurso terminar. Parece que minha queixa foi para a [Promotoria da] Infância e Juventude, uma confusão que fizeram por lá, ainda não obtive nenhuma resposta” afirma o médico.
Segundo o médico e professor Raphael Câmara, que ficou em quarto lugar no certame, os dois primeiros classificados são orientandos do presidente da comissão organizadora, professor Marco Aurélio Pinho de Oliveira, chefe do departamento de ginecologia da Uerj. Além disso, o pai de Oliveira, docente aposentado da instituição, participou da banca.
A seleção foi feita preencher duas vagas de professor adjunto de ginecologia/obstetrícia e era preciso ter, no mínimo, doutorado na área. O salário previsto chega a R$ 5.294,08, por uma jornada de 40 h semanais.
“Denunciei por e-mail ao Ministério Público, na Ouvidoria, antes de o concurso terminar. Parece que minha queixa foi para a [Promotoria da] Infância e Juventude, uma confusão que fizeram por lá, ainda não obtive nenhuma resposta” afirma o médico.
Governo da Paraíba fecha 188 escolas de ensino fundamental e médio
O governo da Paraíba fechou 188 escolas de ensino fundamental e médio no fim do ano passado, o que representa 20% do total de escolas estaduais. Na capital, João Pessoa, 11 unidades encerraram as atividades. A medida visa corrigir problemas e irregularidades encontradas na rede, como escolas vazias ou com menos de 20 alunos, segundo a secretária executiva da Educação, Márcia Lucena.
Segundo a pasta, alunos de escolas fechadas serão redirecionados para a unidade mais próxima de casa. Ainda de acordo com a secretaria, não faltarão vagas, já que as escolas desativadas tinham poucos alunos.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Paraíba é contra a forma como a mudança foi feita. O diretor Paulo Tavares diz que os professores não foram avisados e que docentes que tinham contratos temporários, com vigência até dezembro de 2011, não sabem se serão convocados novamente neste ano. Hoje, o sindicato fará uma assembleia para decidir se haverá paralisação.
Mais em: http://jornaldaparaiba.com.br/noticia/75186_governo-da-paraiba-fecha-188-escolas-de-ensino-fundamental--e-medio
Segundo a pasta, alunos de escolas fechadas serão redirecionados para a unidade mais próxima de casa. Ainda de acordo com a secretaria, não faltarão vagas, já que as escolas desativadas tinham poucos alunos.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Paraíba é contra a forma como a mudança foi feita. O diretor Paulo Tavares diz que os professores não foram avisados e que docentes que tinham contratos temporários, com vigência até dezembro de 2011, não sabem se serão convocados novamente neste ano. Hoje, o sindicato fará uma assembleia para decidir se haverá paralisação.
Mais em: http://jornaldaparaiba.com.br/noticia/75186_governo-da-paraiba-fecha-188-escolas-de-ensino-fundamental--e-medio
Para especialista, ritmo de ampliação dos investimentos em educação diminuiu
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) divulgou hoje (19) os dados sobre o investimento público direto em educação em 2010. O levantamento mostra um pequeno crescimento em relação a 2009 – eles passaram de 5% para 5,1% do PIB (Produto Interno Bruto). Mas, para o sociólogo e coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, os números indicam uma diminuição no ritmo do aumento dos recursos para o setor.
“O esperado era 0,2%, essa era a média dos últimos cinco anos. Isso significa que o ritmo dos investimentos diminuiu o que é preocupante. Os dados mostram que acendeu uma luz amarela”, disse. O número divulgado hoje pelo Inep significa que somando todos os recursos gastos por municípios, Estados e a União, em educação, o total investido é equivalente a 5,1% do PIB brasileiro.
Desde o início da série histórica produzida pelo instituto, o patamar do investimento público em relação ao PIB passou de 3,9%, em 2000, para 5,1%, em 2010. Isso representa que, em uma década, o Brasil ampliou em 1,2 ponto percentual do PIB os recursos aplicados em educação. De 2002 a 2005, observou-se um período de queda e, em seguida, de estagnação dos investimentos em comparação ao PIB. A partir de 2005, começa uma tendência de aumento dos gastos com educação. Entre 2005 e 2006 o crescimento foi 0,4 ponto percentual – o melhor da série histórica.
“O esperado era 0,2%, essa era a média dos últimos cinco anos. Isso significa que o ritmo dos investimentos diminuiu o que é preocupante. Os dados mostram que acendeu uma luz amarela”, disse. O número divulgado hoje pelo Inep significa que somando todos os recursos gastos por municípios, Estados e a União, em educação, o total investido é equivalente a 5,1% do PIB brasileiro.
Desde o início da série histórica produzida pelo instituto, o patamar do investimento público em relação ao PIB passou de 3,9%, em 2000, para 5,1%, em 2010. Isso representa que, em uma década, o Brasil ampliou em 1,2 ponto percentual do PIB os recursos aplicados em educação. De 2002 a 2005, observou-se um período de queda e, em seguida, de estagnação dos investimentos em comparação ao PIB. A partir de 2005, começa uma tendência de aumento dos gastos com educação. Entre 2005 e 2006 o crescimento foi 0,4 ponto percentual – o melhor da série histórica.
Faculdades não podem cobrar taxas por emissão de documentos
Foi aprovado nesta terça-feira, 17, o pedido de liminar solicitado por meio de ação civil pública pelo MPF-GO (Ministério Público Federal em Goiás) contra a cobrança de taxas abusivas por faculdades em Goiás. Conforme a decisão, as instituições de ensino superior do Estado não devem cobrar dos alunos taxas por emissão de quaisquer documentos em primeira via, que tenham por fim informar ou comprovar a situação acadêmica dos estudantes.
As faculdades Alfredo Nasser, Unifan e Fanap receberam juízo de desfavor da procuradora da república Mariane Guimarães, autora da ação do MPF. Caso as instituições descumpram a decisão podem ser multadas em R$ 1 mil, para cada caso registrado. Alunos de outras instituições de ensino que sejam vítimas das cobranças indevidas devem procurar o MPF.
Documentos isentos de taxa
Diploma, histórico escolar, certidão de notas, declaração de dias de provas, declaração de horário, declaração de estágio, plano de ensino, certidão negativa de débito na biblioteca, declaração de disciplinas cursadas ou de conteúdo programático, declaração de transferência, certidão para colação de grau, certidão de conclusão de curso, segunda chamada de prova (por motivo justificado), atestado de vínculo e quaisquer outros documentos da mesma natureza.
Mais em: http://www.clipping.ueg.br/noticia/9359
As faculdades Alfredo Nasser, Unifan e Fanap receberam juízo de desfavor da procuradora da república Mariane Guimarães, autora da ação do MPF. Caso as instituições descumpram a decisão podem ser multadas em R$ 1 mil, para cada caso registrado. Alunos de outras instituições de ensino que sejam vítimas das cobranças indevidas devem procurar o MPF.
Documentos isentos de taxa
Diploma, histórico escolar, certidão de notas, declaração de dias de provas, declaração de horário, declaração de estágio, plano de ensino, certidão negativa de débito na biblioteca, declaração de disciplinas cursadas ou de conteúdo programático, declaração de transferência, certidão para colação de grau, certidão de conclusão de curso, segunda chamada de prova (por motivo justificado), atestado de vínculo e quaisquer outros documentos da mesma natureza.
Mais em: http://www.clipping.ueg.br/noticia/9359
Escolas municipais e CEUs vão ganhar internet sem fio em SP
A Secretaria Municipal de Educação começa a implantar a partir de fevereiro um projeto que vai levar internet sem fio para as escolas e Centros Educacionais Unificados (CEUs) e fornecer às unidades 8 mil tablets, além de notebooks. Os equipamentos pertencerão às escolas, e não aos alunos. Cada tablet custará aos cofres municipais R$ 1,1 mil.
Até o final deste primeiro semestre, todas as 536 escolas municipais de educação fundamental (EMEFs) deverão ganhar os equipamentos, além da internet sem fio, segundo a secretaria. O investimento no projeto até agora foi de R$ 52,7 milhões.
Nos 45 CEUs, a internet wireless chega em março. A comunidade também poderá levar os seus computadores para usufruir da rede sem fio.
Outra novidade a ser implantada já a partir do primeiro bimestre de aulas é a participação dos alunos em uma espécie de rede social da rede municipal de ensino. Os alunos terão à disposição jogos educativos virtuais em português e matemática e criarão avatares para poder interagir com seus colegas de classe. Os pais também poderão participar, pois terão senhas para acompanhar o aprendizado dos filhos.
Mais em: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/01/escolas-municipais-e-ceus-vao-ganhar-internet-sem-fio-em-sp.html
Até o final deste primeiro semestre, todas as 536 escolas municipais de educação fundamental (EMEFs) deverão ganhar os equipamentos, além da internet sem fio, segundo a secretaria. O investimento no projeto até agora foi de R$ 52,7 milhões.
Nos 45 CEUs, a internet wireless chega em março. A comunidade também poderá levar os seus computadores para usufruir da rede sem fio.
Outra novidade a ser implantada já a partir do primeiro bimestre de aulas é a participação dos alunos em uma espécie de rede social da rede municipal de ensino. Os alunos terão à disposição jogos educativos virtuais em português e matemática e criarão avatares para poder interagir com seus colegas de classe. Os pais também poderão participar, pois terão senhas para acompanhar o aprendizado dos filhos.
Mais em: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/01/escolas-municipais-e-ceus-vao-ganhar-internet-sem-fio-em-sp.html
Criança 'inflaciona' e 'turbina' a lista de material escolar
Mochila estampada com princesas, estojo com personagens do filme do momento, cola com gliter. Nas prateleiras de lojas que vendem material escolar, as tentações para as crianças são muitas.
Por isso, levá-las na hora das compras pode pesar, e bastante, no bolso dos pais.
Aproveitando a temporada de compra de material e a volta às aulas, a partir dessa segunda-feira, a Folha convidou uma estudante de 10 anos para um experimento.
Com a lista de uma escola tradicional de São Paulo em mãos, a reportagem levou Natália de Albuquerque do Amaral às compras.
Ela foi orientada a escolher o que quis, sem precisar olhar os preços. A única regra era seguir a lista da escola.
Ao mesmo tempo, a reportagem também simulou outra compra, contendo produtos similares, mas com os valores mais em conta.
Resultado: a cesta da menina ficou o triplo do valor da outra, onde havia apenas os materiais mais baratos; R$ 429,51, contra R$ 159,87.
No final, a estudante foi autorizada a selecionar itens de fora da lista da escola. Aqueles que viu na prateleira e insistiria com a mãe para levar.
Foram dez produtos, entre eles uma garrafinha com personagem de desenho animado, adesivos coloridos e tintas fluorescentes. A conta final subiu para R$ 614,98.
"Nossa, se fosse de verdade minha mãe ficaria bem brava", divertiu-se Natália no caixa, após ver o resultado.
A escolha dela foi baseada na beleza dos itens, explicou. De preferência, os que continham a estampa de algum tipo de animal, paixão dela.
A tesoura colorida custou R$ 9,99; a mais barata, toda preta e de melhor qualidade, R$ 1,99; o lápis de cor, que vinha com um estojinho, R$ 39,90; um sem estojo, R$ 2,6.
Por isso, levá-las na hora das compras pode pesar, e bastante, no bolso dos pais.
Aproveitando a temporada de compra de material e a volta às aulas, a partir dessa segunda-feira, a Folha convidou uma estudante de 10 anos para um experimento.
Com a lista de uma escola tradicional de São Paulo em mãos, a reportagem levou Natália de Albuquerque do Amaral às compras.
Ela foi orientada a escolher o que quis, sem precisar olhar os preços. A única regra era seguir a lista da escola.
Ao mesmo tempo, a reportagem também simulou outra compra, contendo produtos similares, mas com os valores mais em conta.
Resultado: a cesta da menina ficou o triplo do valor da outra, onde havia apenas os materiais mais baratos; R$ 429,51, contra R$ 159,87.
No final, a estudante foi autorizada a selecionar itens de fora da lista da escola. Aqueles que viu na prateleira e insistiria com a mãe para levar.
Foram dez produtos, entre eles uma garrafinha com personagem de desenho animado, adesivos coloridos e tintas fluorescentes. A conta final subiu para R$ 614,98.
"Nossa, se fosse de verdade minha mãe ficaria bem brava", divertiu-se Natália no caixa, após ver o resultado.
A escolha dela foi baseada na beleza dos itens, explicou. De preferência, os que continham a estampa de algum tipo de animal, paixão dela.
A tesoura colorida custou R$ 9,99; a mais barata, toda preta e de melhor qualidade, R$ 1,99; o lápis de cor, que vinha com um estojinho, R$ 39,90; um sem estojo, R$ 2,6.
Piso nacional de salários é um dos primeiros compromissos
O compromisso com o piso nacional de salário dos professores da educação básica foi um dos primeiros temas abordados pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assim que recebeu o cargo de Fernando Haddad, nesta terça-feira, 24, no auditório do MEC.
No discurso, ele informou que pretende iniciar um diálogo amplo para que os estados e municípios assegurem a implantação do piso nacional, a melhoria da remuneração e das condições de trabalho do magistério e das carreiras da educação.
Outro tema que será objeto de atenção do ministro é o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), lançado em 2011. Segundo Mercadante, o Pronatec dará novo impulso ao ensino técnico, à qualificação profissional e abertura de oportunidades de emprego para os jovens. “Esse será um dos mais importantes objetivos estratégicos de minha gestão.”
No campo do ensino superior, ele destacou a expansão do Programa Universidade para Todos (ProUni), que alcançou a marca de 1 milhão de bolsas de estudos, e o programa Ciência sem Fronteiras, este lançado em 2011. O Ciência sem Fronteiras, disse o ministro, está distribuindo 100 mil bolsas de estudos de graduação, doutorado e pós-doutorado para que os mais destacados brasileiros aperfeiçoem sua formação nas melhores universidades do mundo.”O programa já é um sucesso”, disse.
No discurso, ele informou que pretende iniciar um diálogo amplo para que os estados e municípios assegurem a implantação do piso nacional, a melhoria da remuneração e das condições de trabalho do magistério e das carreiras da educação.
Outro tema que será objeto de atenção do ministro é o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), lançado em 2011. Segundo Mercadante, o Pronatec dará novo impulso ao ensino técnico, à qualificação profissional e abertura de oportunidades de emprego para os jovens. “Esse será um dos mais importantes objetivos estratégicos de minha gestão.”
No campo do ensino superior, ele destacou a expansão do Programa Universidade para Todos (ProUni), que alcançou a marca de 1 milhão de bolsas de estudos, e o programa Ciência sem Fronteiras, este lançado em 2011. O Ciência sem Fronteiras, disse o ministro, está distribuindo 100 mil bolsas de estudos de graduação, doutorado e pós-doutorado para que os mais destacados brasileiros aperfeiçoem sua formação nas melhores universidades do mundo.”O programa já é um sucesso”, disse.
Alunos de escolas públicas serão examinados por equipes de saúde a partir de março
As condições de saúde de 11 milhões de estudantes de escolas públicas brasileiras serão avaliadas por médicos, enfermeiros e dentistas das unidades básicas de Saúde a partir de março. Os profissionais estarão em 50 mil escolas de 2.000 municípios do país.
“Muitas vezes, um problema de saúde, se não for identificado, pode atrapalhar o rendimento escolar”, disse a presidente Dilma Rousseff no programa de rádio Café com a Presidenta. Ela acrescentou que o governo deverá ainda envolver os pais no combate à obesidade infantil,problema que afeta um quinto das crianças brasileiras. “Reduzindo a obesidade infantil, vamos prevenir outras doenças que podem ocorrer no futuro, como a hipertensão e o diabetes”, explicou.
Dilma Rousseff destacou também as alterações no programa de vacinação infantil, que ocorrem a partir de agosto. A vacina contra a pólio, conhecida como paralisia infantil, será injetável nas duas primeiras doses para bebês e crianças. “Há 22 anos não registramos nenhum caso de paralisia infantil transmitido no país, mas a pólio ainda existe em 24 países. Como as pessoas viajam de lugar para outro e podem trazer o vírus, precisamos manter nossas crianças protegidas”, destacou Dilma.
“Muitas vezes, um problema de saúde, se não for identificado, pode atrapalhar o rendimento escolar”, disse a presidente Dilma Rousseff no programa de rádio Café com a Presidenta. Ela acrescentou que o governo deverá ainda envolver os pais no combate à obesidade infantil,problema que afeta um quinto das crianças brasileiras. “Reduzindo a obesidade infantil, vamos prevenir outras doenças que podem ocorrer no futuro, como a hipertensão e o diabetes”, explicou.
Dilma Rousseff destacou também as alterações no programa de vacinação infantil, que ocorrem a partir de agosto. A vacina contra a pólio, conhecida como paralisia infantil, será injetável nas duas primeiras doses para bebês e crianças. “Há 22 anos não registramos nenhum caso de paralisia infantil transmitido no país, mas a pólio ainda existe em 24 países. Como as pessoas viajam de lugar para outro e podem trazer o vírus, precisamos manter nossas crianças protegidas”, destacou Dilma.
“O Google está destruindo nossa memória”, afirma estudo
Professores de psicologia da Universidade de Columbia, Universidade de Wisconsin-Madison e da Universidade de Harvard, todas nos EUA, fizeram uma descoberta que, em um mundo todo conectado, pode deixar muitas pessoas assustadas. Eles descobriram que a ferramenta de busca do Google está destruindo nossa memória.
Basicamente, “estamos nos tornando simbióticos com as ferramentas de computador, crescendo dentro de sistemas interconectados que fazem com que nos lembremos menos da informação em si, e mais de onde podemos achá-la”, segundo a pesquisa.
Basicamente, “estamos nos tornando simbióticos com as ferramentas de computador, crescendo dentro de sistemas interconectados que fazem com que nos lembremos menos da informação em si, e mais de onde podemos achá-la”, segundo a pesquisa.
Dilma promete que haverá duas edições do Enem em 2013
Menos de uma semana depois de cancelar a edição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em abril, o governo afirma agora que realizará em 2013 os prometidos dois exames. A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o método está em permanente aprimoramento.
"Nós avaliamos que melhoramos e vamos melhorá-lo ainda mais e fazer depois, no ano que vem, duas edições. Isso, em concordância com o ministro e por sugestão do ministro", disse, em referência a Fernando Haddad, que deixa o cargo nesta terça-feira (24) para concorrer à Prefeitura de São Paulo.
A estreia das duas edições do Enem em um único ano estava prevista para ser neste semestre. Uma portaria de maio do ano passado do Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação e responsável pelo exame, apontou que as provas do primeiro semestre seriam nos dias 28 e 29 de abril.
"Nós avaliamos que melhoramos e vamos melhorá-lo ainda mais e fazer depois, no ano que vem, duas edições. Isso, em concordância com o ministro e por sugestão do ministro", disse, em referência a Fernando Haddad, que deixa o cargo nesta terça-feira (24) para concorrer à Prefeitura de São Paulo.
A estreia das duas edições do Enem em um único ano estava prevista para ser neste semestre. Uma portaria de maio do ano passado do Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação e responsável pelo exame, apontou que as provas do primeiro semestre seriam nos dias 28 e 29 de abril.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Ler livros e fazer quebra-cabeças reduz proteína relacionada com Alzheimer
As pessoas que mantêm o cérebro ativo durante toda a vida com atividades cognitivamente estimulantes como leitura, escrita e jogos têm menores níveis de proteína beta amiloide, vinculada com o Mal de Alzheimer, indicou um estudo publicado na edição digital da revista Archives of Neurology.
A proteína em questão forma placas senis no cérebro dos pacientes com Alzheimer ao concentrar-se e afetar a transmissão entre as células nervosas do cérebro.
Embora estudos anteriores já tenham sugerido que realizar atividades mentais poderia contribuir para evitar o Alzheimer na idade adulta, esta nova pesquisa identifica o fator biológico, o que pode ajudar a desenvolver novas estratégias para os tratamentos.
"Mais que simplesmente proporcionar resistência ao Mal de Alzheimer, as atividades de estímulo do cérebro podem afetar um processo patológico primário da doença", indicou um dos principais envolvidos no estudo, William Jagust, professor do Instituto de Neurociência da Universidade da Califórnia.
A proteína em questão forma placas senis no cérebro dos pacientes com Alzheimer ao concentrar-se e afetar a transmissão entre as células nervosas do cérebro.
Embora estudos anteriores já tenham sugerido que realizar atividades mentais poderia contribuir para evitar o Alzheimer na idade adulta, esta nova pesquisa identifica o fator biológico, o que pode ajudar a desenvolver novas estratégias para os tratamentos.
"Mais que simplesmente proporcionar resistência ao Mal de Alzheimer, as atividades de estímulo do cérebro podem afetar um processo patológico primário da doença", indicou um dos principais envolvidos no estudo, William Jagust, professor do Instituto de Neurociência da Universidade da Califórnia.
SP faz distribuição de aulas e recorre sobre jornada de professores
A Secretaria da Educação de São Paulo aplicou nesta segunda-feira seu plano inicial de distribuição de aulas aos professores de educação básica, apesar de a Justiça ter determinado alteração no sistema.
Liminarmente (provisoriamente), a Justiça determinou que o Estado aumente a jornada extraclasse aos professores, o que garante mais tempo para atividades como preparação de atividades.
A gestão Geraldo Alckmin (PSDB), porém, não adotou essa lógica, alegando que foi notificada apenas hoje e que tem 48 horas para segui-la. Ao mesmo tempo, o governo recorreu da decisão.
Para a Apeoesp (sindicato docente), a pasta cometeu uma "ilegalidade".
Caso a secretaria não consiga reverter a liminar, o processo de distribuição (atribuição) de aulas poderá ter de ser refeito. A rede possui cerca de 200 mil professores.
Liminarmente (provisoriamente), a Justiça determinou que o Estado aumente a jornada extraclasse aos professores, o que garante mais tempo para atividades como preparação de atividades.
A gestão Geraldo Alckmin (PSDB), porém, não adotou essa lógica, alegando que foi notificada apenas hoje e que tem 48 horas para segui-la. Ao mesmo tempo, o governo recorreu da decisão.
Para a Apeoesp (sindicato docente), a pasta cometeu uma "ilegalidade".
Caso a secretaria não consiga reverter a liminar, o processo de distribuição (atribuição) de aulas poderá ter de ser refeito. A rede possui cerca de 200 mil professores.
Justiça suspende compra de pênis de borracha e vulvas de silicone para universidade no Piauí
A Justiça do Piauí suspendeu na segunda-feira (23) a compra de um edital de licitação para compra de material pela Uespi (Universidade Estadual do Piauí), A decisão foi tomada nesta segunda-feira (23) e levou em conta denúncias de irregularidades no processo e do número de produtos a serem adquiridos. Entre os itens que poderiam comprados por meio de pregão, estão até 2.000 pênis de borracha, 1.500 seios de borracha, pano e silicone, além de 500 vulvas de silicone. Os pênis seriam de quatro modelos e diferentes tamanhos, três tamanhos de seios.
O edital trata ainda que seriam licitados 150 mil climatizadores, 50 mil portas, 500 malas de rodinhas e 500 sacolas especiais. Outro item que chama a atenção é compra de 50 mil armários em aço para armazenamento de notebooks –cada um com capacidade para guardar 40 computadores. Todas as compras foram suspensas.
A suspensão ocorreu depois que um grupo de empresários pediu à promotoria de Justiça da Vara dos Feitos da Fazenda de Teresina que fossem investigados supostos direcionamentos fraudulentos no processo de licitação para escolha da empresa vencedora do certame. Segundo os empresários, havia excessos de aquisição de material, além de exigências administrativas para que nenhuma empresa do Piauí se enquadrasse para entrar na disputa.
O juiz da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Teresina, Reinaldo Araujo Magalhães Dantas, acatou a denúncia do MP (Ministério Público Estadual) e determinou a imediata suspensão do pregão. O magistrado ainda estipulou a multa diária entre R$ 500 e 50 mil, caso a ordem seja descumprida.
O edital trata ainda que seriam licitados 150 mil climatizadores, 50 mil portas, 500 malas de rodinhas e 500 sacolas especiais. Outro item que chama a atenção é compra de 50 mil armários em aço para armazenamento de notebooks –cada um com capacidade para guardar 40 computadores. Todas as compras foram suspensas.
A suspensão ocorreu depois que um grupo de empresários pediu à promotoria de Justiça da Vara dos Feitos da Fazenda de Teresina que fossem investigados supostos direcionamentos fraudulentos no processo de licitação para escolha da empresa vencedora do certame. Segundo os empresários, havia excessos de aquisição de material, além de exigências administrativas para que nenhuma empresa do Piauí se enquadrasse para entrar na disputa.
O juiz da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Teresina, Reinaldo Araujo Magalhães Dantas, acatou a denúncia do MP (Ministério Público Estadual) e determinou a imediata suspensão do pregão. O magistrado ainda estipulou a multa diária entre R$ 500 e 50 mil, caso a ordem seja descumprida.
Justiça suspende liminar que permitia que alunos vissem redações do Enem 2011 corrigidas
O TRF-5 (Tribunal Regional Federal) suspendeu nesta terça-feira (24) a liminar que permitia que todos os candidatos vissem as redações do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 corrigidas.
Na decisão, o presidente do tribunal, Paulo Roberto de Oliveira, afirmou que "saltam aos olhos a mais aparente politização das questões relativas ao Enem. Se, de um lado, o exame ainda não ostenta – é fato a se lamentar – a qualidade operacional desejada, de outro não pode ser ignorado o descuido – inexiste palavra mais amena para dizê-lo – com que vem sendo judicialmente combatido".
Na decisão, o presidente do tribunal, Paulo Roberto de Oliveira, afirmou que "saltam aos olhos a mais aparente politização das questões relativas ao Enem. Se, de um lado, o exame ainda não ostenta – é fato a se lamentar – a qualidade operacional desejada, de outro não pode ser ignorado o descuido – inexiste palavra mais amena para dizê-lo – com que vem sendo judicialmente combatido".
SP adota intervalo como atividade extraclasse para professores
Após uma liminar da Justiça obrigar o governo de São Paulo a aumentar a jornada extraclasse dos professores, seguindo o que determina a Lei Nacional do Piso, foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira uma resolução que transforma o intervalo de dez minutos entre uma aula e outra em atividades como preparação de aulas e correção de trabalhos. Para atingir o que determina a lei, o governo ainda decidiu reduzir uma aula da carga horária dos educadores.
A Lei do Piso, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008, prevê que, além do pagamento de um mínimo de R$ 1.187 (valores atualizados em 2011), um terço da carga horária dos professores deve ser destinada a atividades fora da sala de aula. Na última quarta-feira, a Vara da Fazenda Pública da Justiça deu um prazo de 72 horas para que o governo Geraldo Alckmin cumprisse a lei, prazo que se encerraria no sábado.
Segundo a Secretaria da Educação, as horas correspondentes a um terço da jornada total deverão ser cumpridas em atividades pedagógicas na escola, como reuniões de trabalho e atendimento a pais de alunos, ou em local de livre escolha, para a preparação de aulas e correções de provas e tarefas. "Ao elaborar a nova distribuição do horário de trabalho de nossos professores, tivemos como foco não só adequar a jornada do magistério à lei federal, mas, acima de tudo, também proporcionar aos educadores da rede estadual de São Paulo mais tempo para o desempenho de atividades voltadas à melhoria do aprendizado dos alunos", disse o secretário Herman Voorwald.
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) não concorda com a proposta do governo. Segundo a presidente da entidade, Maria Izabel Azevedo Noronha, o governo só apresentou essa proposta para tentar "enganar" a Justiça. "Eles estão criando uma jornada de 48 aulas semanais, que não existe em lugar nenhum. Vamos apresentar nossos argumentos ainda hoje ao juiz, e acreditamos que ele não vai aceitar essa proposta, que não respeita a lei nacional", disse. Para o sindicato, deveriam ser transferidas sete aulas semanais para atividades extraclasse, e não apenas uma como propõe o governo.
O que diz a resolução do governo
De acordo com a Secretaria de Educação, até o ano passado o professor com jornada diurna de 40 horas passava 27,5 delas em classe, o que correspondia a 33 aulas. Outras sete horas eram voltadas para as atividades extraclasse. As 5,5 horas restantes estavam em uma resolução que determinava que os professores tivessem 10 minutos no período diurno e 15 minutos no noturno - no intervalo entre as aulas - para preencher o caderno de chamada, entre outras atividades.
Essa resolução foi revogada com a medida publicada hoje no Diário Oficial, passando a contar as 5,5 horas ao tempo extraclasse. Essa medida, somada a redução de uma hora de aula, deixa o professor com uma jornada de 32 aulas em sala (26 horas e 40 minutos) e o equivalente a 16 horas (13 horas e 20 minutos) para preparação dos conteúdos e reuniões.
Para a presidente do sindicado, a oficialização das 5,5 horas de intervalo como extraclasse é uma forma de "burlar a lei". "Esse tempo de intervalo não serve para nada. O professor precisa se deslocar de uma sala para outra, não tem como fazer mais nada", diz Maria Isabel.
A secretaria disse que na prática não há intervalo entre as aulas, então esses 10 minutos "não compõem tempo de trabalho cumprido em classe". Ainda de acordo com o órgão, a redução de uma hora-aula custará anualmente cerca de R$ 330 milhões à pasta e pode requerer a contratação de mais 10 mil professores para este ano letivo.
Mais em: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5568049-EI8266,00-SP+adota+intervalo+como+atividade+extraclasse+para+professores.html
A Lei do Piso, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008, prevê que, além do pagamento de um mínimo de R$ 1.187 (valores atualizados em 2011), um terço da carga horária dos professores deve ser destinada a atividades fora da sala de aula. Na última quarta-feira, a Vara da Fazenda Pública da Justiça deu um prazo de 72 horas para que o governo Geraldo Alckmin cumprisse a lei, prazo que se encerraria no sábado.
Segundo a Secretaria da Educação, as horas correspondentes a um terço da jornada total deverão ser cumpridas em atividades pedagógicas na escola, como reuniões de trabalho e atendimento a pais de alunos, ou em local de livre escolha, para a preparação de aulas e correções de provas e tarefas. "Ao elaborar a nova distribuição do horário de trabalho de nossos professores, tivemos como foco não só adequar a jornada do magistério à lei federal, mas, acima de tudo, também proporcionar aos educadores da rede estadual de São Paulo mais tempo para o desempenho de atividades voltadas à melhoria do aprendizado dos alunos", disse o secretário Herman Voorwald.
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) não concorda com a proposta do governo. Segundo a presidente da entidade, Maria Izabel Azevedo Noronha, o governo só apresentou essa proposta para tentar "enganar" a Justiça. "Eles estão criando uma jornada de 48 aulas semanais, que não existe em lugar nenhum. Vamos apresentar nossos argumentos ainda hoje ao juiz, e acreditamos que ele não vai aceitar essa proposta, que não respeita a lei nacional", disse. Para o sindicato, deveriam ser transferidas sete aulas semanais para atividades extraclasse, e não apenas uma como propõe o governo.
O que diz a resolução do governo
De acordo com a Secretaria de Educação, até o ano passado o professor com jornada diurna de 40 horas passava 27,5 delas em classe, o que correspondia a 33 aulas. Outras sete horas eram voltadas para as atividades extraclasse. As 5,5 horas restantes estavam em uma resolução que determinava que os professores tivessem 10 minutos no período diurno e 15 minutos no noturno - no intervalo entre as aulas - para preencher o caderno de chamada, entre outras atividades.
Essa resolução foi revogada com a medida publicada hoje no Diário Oficial, passando a contar as 5,5 horas ao tempo extraclasse. Essa medida, somada a redução de uma hora de aula, deixa o professor com uma jornada de 32 aulas em sala (26 horas e 40 minutos) e o equivalente a 16 horas (13 horas e 20 minutos) para preparação dos conteúdos e reuniões.
Para a presidente do sindicado, a oficialização das 5,5 horas de intervalo como extraclasse é uma forma de "burlar a lei". "Esse tempo de intervalo não serve para nada. O professor precisa se deslocar de uma sala para outra, não tem como fazer mais nada", diz Maria Isabel.
A secretaria disse que na prática não há intervalo entre as aulas, então esses 10 minutos "não compõem tempo de trabalho cumprido em classe". Ainda de acordo com o órgão, a redução de uma hora-aula custará anualmente cerca de R$ 330 milhões à pasta e pode requerer a contratação de mais 10 mil professores para este ano letivo.
Mais em: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5568049-EI8266,00-SP+adota+intervalo+como+atividade+extraclasse+para+professores.html
Mercadante anuncia programa de alfabetização de crianças de até oito anos de idade
Em seu primeiro discurso após assumir o Ministério da Educação nesta terça-feira (24), o ministro Aloizio Mercadante anunciou um programa de alfabetização de crianças de até oito anos de idade -o "Alfabetização na Idade Certa".
“Temos de ter consciência que se uma criança não aprende a ler e a escrever até no máximo oito anos de idade, todo o processo de aprendizado no futuro fica comprometido. O custo, depois, de você recuperar pedagogicamente é muito alto e o risco é muito grande. Nós perdemos essa criança e ela simplesmente abandonará a escola. Então nós vamos dar uma ênfase especial na alfabetização: as melhores salas de aula”, afirmou.
Mercadante também anunciou um programa de ensino para a área rural, que ele chamou de "Pronacampo", com materiais educativos ligados à realidade da população que vive no campo. “Você não pode levar, com material didático, para uma criança ou jovem que mora no campo, por exemplo, o ambiente cultural da cidade. Você tem de respeitar os valores, a especificidade. Você tem que dialogar, valorizar essa cultura”, afirmou.
De acordo com interlocutores do ministério, as duas iniciativas foram formuladas durante a gestão do antecessor de Mercadante, Fernando Haddad, que saiu do cargo para disputar a Prefeitura de São Paulo.
“Temos de ter consciência que se uma criança não aprende a ler e a escrever até no máximo oito anos de idade, todo o processo de aprendizado no futuro fica comprometido. O custo, depois, de você recuperar pedagogicamente é muito alto e o risco é muito grande. Nós perdemos essa criança e ela simplesmente abandonará a escola. Então nós vamos dar uma ênfase especial na alfabetização: as melhores salas de aula”, afirmou.
Mercadante também anunciou um programa de ensino para a área rural, que ele chamou de "Pronacampo", com materiais educativos ligados à realidade da população que vive no campo. “Você não pode levar, com material didático, para uma criança ou jovem que mora no campo, por exemplo, o ambiente cultural da cidade. Você tem de respeitar os valores, a especificidade. Você tem que dialogar, valorizar essa cultura”, afirmou.
De acordo com interlocutores do ministério, as duas iniciativas foram formuladas durante a gestão do antecessor de Mercadante, Fernando Haddad, que saiu do cargo para disputar a Prefeitura de São Paulo.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Governo defende parceria de escolas públicas com lan houses para ampliar acesso à internet
O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, avalia como “acertada” a estratégia do governo de querer ampliar o acesso à internet de alta velocidade na zona rural por meio da frequência de 450 mega-hertz (MHz), em vez do uso de satélites. Ele disse que o Estado tem “uma dívida com o Brasil rural” por ainda não ter concretizado a inclusão digital nessas áreas e acenou com a possibilidade de o governo criar mecanismos para as aproximar lan houses das escolas públicas e dos cursos técnicos promovidos pelo Sebrae.
Ele credita esse atraso a uma decisão estratégica do governo, que optou pela migração da frequência de rádio usada pela Polícia Federal (450 MHz) a fim de abrir espaço para a interiorização da internet. “Atrasarmos em dois anos [aguardando a liberação da frequência, pela PF, e a licitação para uso] com o objetivo de evitar preços maiores na transmissão de internet por satélites”, disse Alvarez. O governo ainda está aguardando a migração da PF para outra faixa de frequência para abrir a licitação da faixa de 450 MHz.
Ele acenou também com a possibilidade de usar os recursos do Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações (Fust) para facilitar o acesso de mais de 15 milhões de pessoas do meio rural à banda larga.
O secretário propôs, ainda, a ampliação dos telecentros e a qualificação das lan houses para torná-las um ambiente de acesso ao conhecimento e à informação. “As lans muitas vezes são vistas de forma preconceituosa, como ambiente de jogo. Isso pode ser mudado e elas podem, inclusive, prestar serviços para o Sistema S”, disse Alvarez. O Sistema S é um conjunto de entidades que representam o interesse de categorias econômicas como comércio, indústria e transportes.
Alvarez acrescentou que estão sendo analisadas parcerias com o Ministério da Educação com o objetivo de incluir as lan houses no Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), para usar dessas estruturas na rede pública de ensino.
Créditos: http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/09/05/governo-defende-parceria-de-escolas-publicas-com-lan-houses-para-ampliar-acesso-a-internet.jhtm
Ele credita esse atraso a uma decisão estratégica do governo, que optou pela migração da frequência de rádio usada pela Polícia Federal (450 MHz) a fim de abrir espaço para a interiorização da internet. “Atrasarmos em dois anos [aguardando a liberação da frequência, pela PF, e a licitação para uso] com o objetivo de evitar preços maiores na transmissão de internet por satélites”, disse Alvarez. O governo ainda está aguardando a migração da PF para outra faixa de frequência para abrir a licitação da faixa de 450 MHz.
Ele acenou também com a possibilidade de usar os recursos do Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações (Fust) para facilitar o acesso de mais de 15 milhões de pessoas do meio rural à banda larga.
O secretário propôs, ainda, a ampliação dos telecentros e a qualificação das lan houses para torná-las um ambiente de acesso ao conhecimento e à informação. “As lans muitas vezes são vistas de forma preconceituosa, como ambiente de jogo. Isso pode ser mudado e elas podem, inclusive, prestar serviços para o Sistema S”, disse Alvarez. O Sistema S é um conjunto de entidades que representam o interesse de categorias econômicas como comércio, indústria e transportes.
Alvarez acrescentou que estão sendo analisadas parcerias com o Ministério da Educação com o objetivo de incluir as lan houses no Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), para usar dessas estruturas na rede pública de ensino.
Créditos: http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/09/05/governo-defende-parceria-de-escolas-publicas-com-lan-houses-para-ampliar-acesso-a-internet.jhtm
Proposta da Câmara dos Deputados tipifica crime de bullying e fixa pena de até quatro anos
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1011/11, do deputado Fábio Faria (PMN-RN), que tipifica o crime de intimidação escolar ou bullying. A proposta prevê pena de detenção de um a seis meses, além de multa, para esses casos.
A pena pode aumentar em casos específicos. Quando houver violência, a pena será de detenção de três meses a um ano e multa, além de sanção já prevista em lei para a agressão física. Se a intimidação envolver discriminação por raça, cor, etnia, religião ou origem, a pena será de reclusão de dois a quatro anos, além de multa. A mesma pena será aplicada se as vítimas forem pessoas idosas ou com deficiência.
Em qualquer caso, o juiz poderá deixar de aplicar a pena se a própria vítima do bullying tiver provocado a intimidação, de forma reprovável.
A pena pode aumentar em casos específicos. Quando houver violência, a pena será de detenção de três meses a um ano e multa, além de sanção já prevista em lei para a agressão física. Se a intimidação envolver discriminação por raça, cor, etnia, religião ou origem, a pena será de reclusão de dois a quatro anos, além de multa. A mesma pena será aplicada se as vítimas forem pessoas idosas ou com deficiência.
Em qualquer caso, o juiz poderá deixar de aplicar a pena se a própria vítima do bullying tiver provocado a intimidação, de forma reprovável.
Aluna mata colega com estilete na saída da escola na Bahia
Uma estudante de 19 anos matou uma colega na saída da escola, nesta segunda-feira (5), no município de São Gonçalo dos Campos (104 km de Salvador). O crime ocorreu por volta das 17h, quando os estudantes deixavam a Escola Antônio Carlos Pedroso, no município.
Segundo a Polícia Civil, Ana Cláudia da Conceição Santos, 19, atingiu, com um golpe de estilete, o pescoço de Suelen de Oliveira, 17. A vítima foi socorrida, mas morreu pouco depois de chegar ao hospital local.
Segundo a polícia, a discussão entre as duas começou dentro da escola pública, e Ana Cláudia ficou esperando Suelen sair do estabelecimento.
A Polícia Civil informou que a estudante suspeita de homicídio está foragida. A Folha não conseguiu localizar os responsáveis pela escola ou familiares da suspeita.
OUTROS CASOS
A violência em escolas da é um problema recorrente na Bahia. No final do mês passado, um estudante de 12 anos foi espancado por entre 10 e 15 alunos de uma escola em Lauro de Freitas (região metropolitana de Salvador).
No mesmo município, outra discussão entre dois adolescentes de 16 anos por pouco não terminou em tragédia.
No dia seguinte à briga, ocorrida durante um jogo de futebol que terminou com agressões e ameaças de morte, os dois estudantes foram à escola armados com um revólver e uma faca.
Um foi ferido com uma facada, mas não teve tempo de atirar porque funcionários conseguiram desarmá-lo.
Créditos: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/970879-aluna-mata-colega-com-estilete-na-saida-da-escola-na-bahia.shtml
Segundo a Polícia Civil, Ana Cláudia da Conceição Santos, 19, atingiu, com um golpe de estilete, o pescoço de Suelen de Oliveira, 17. A vítima foi socorrida, mas morreu pouco depois de chegar ao hospital local.
Segundo a polícia, a discussão entre as duas começou dentro da escola pública, e Ana Cláudia ficou esperando Suelen sair do estabelecimento.
A Polícia Civil informou que a estudante suspeita de homicídio está foragida. A Folha não conseguiu localizar os responsáveis pela escola ou familiares da suspeita.
OUTROS CASOS
A violência em escolas da é um problema recorrente na Bahia. No final do mês passado, um estudante de 12 anos foi espancado por entre 10 e 15 alunos de uma escola em Lauro de Freitas (região metropolitana de Salvador).
No mesmo município, outra discussão entre dois adolescentes de 16 anos por pouco não terminou em tragédia.
No dia seguinte à briga, ocorrida durante um jogo de futebol que terminou com agressões e ameaças de morte, os dois estudantes foram à escola armados com um revólver e uma faca.
Um foi ferido com uma facada, mas não teve tempo de atirar porque funcionários conseguiram desarmá-lo.
Créditos: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/970879-aluna-mata-colega-com-estilete-na-saida-da-escola-na-bahia.shtml
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Secretários acham insuficiente proposta do MEC para um exame nacional para professores
A proposta de um "Enem" para professores -- uma prova para profissionais interessados na carreira docente -- é vista com cautela por alguns secretários municipais de Educação ouvidos pela reportagem do UOL. Para eles,a intenção o MEC (Ministério da Educação) de substituir os concursos para preenchimento das vagas na rede pública com a nova prova poderia ser um processo gradual e dependeria da aceitação e da adesão nacional à proposta. “Temos que fazer a experiência, mas não é fácil de fazer. Temos que ver quem vai aplicar, quais outros critérios para usar junto. Só ela sozinha não vai ser suficiente [para avaliar os professores]”, disse secretário de educação município de Paranacity (PA), Adair do Amaral.
Na mesma linha, outra profissional do setor de outra região, a professora aposentada e ex-secretária municipal de educação de Recife (PE) por três vezes, Edla Soares, também destaca que a prova não poderia ser um instrumento único para avaliar os futuros professores do serviço público. “Como projeto nacional de educação é importante, mas não é suficiente para medir e para se assegure ‘um rosto próprio’ do professor de cada região”.
Na mesma linha, outra profissional do setor de outra região, a professora aposentada e ex-secretária municipal de educação de Recife (PE) por três vezes, Edla Soares, também destaca que a prova não poderia ser um instrumento único para avaliar os futuros professores do serviço público. “Como projeto nacional de educação é importante, mas não é suficiente para medir e para se assegure ‘um rosto próprio’ do professor de cada região”.
Para presidente do Inep, exame docente não pode ser usado como "Enem do professor"
O Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, que ainda está em fase de elaboração pelo Inep, tem como objetivo ser aplicado para novos professores que pretendem trabalhar na rede pública e, não para avaliar os antigos.
O assunto foi um dos temas que gerou dúvidas entre os secretários municipais de educação, durante o 4º Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municípios de Educação, quando a proposta foi apresentada.
A presidente do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira], Malvina Tuttman, conversou com o UOL Educação sobre o tema. Veja alguns trechos da entrevista realizada em Mata de São João (BA).
O assunto foi um dos temas que gerou dúvidas entre os secretários municipais de educação, durante o 4º Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municípios de Educação, quando a proposta foi apresentada.
A presidente do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira], Malvina Tuttman, conversou com o UOL Educação sobre o tema. Veja alguns trechos da entrevista realizada em Mata de São João (BA).
USP subiu 84 colocações em ranking britânico e é 169ª melhor do mundo
A performance das universidades latino-americanas teve uma forte melhora no ranking QS World University de 2011, publicado nesta segunda-feira (5). O ranking britânico aponta as 300 melhores universidades do mundo a partir de seis indicadores.
A USP (Universidade de São Paulo), em 169º, subiu 84 posições em relação a 2010 e pela primeira vez está entre as 200 melhores. A Unicamp subiu 57 pontos e aparece na 235ª posição.
Outras três universidades latino-americanas aparecem entre as 300 do ranking: Unam (Universidade Nacional Autônoma do México), que subiu da 222ª para a 169ª posição em 2011, empatando com a USP em primeiro lugar no continente. A Pontifícia Universidade Católica do Chile passou de 331º para 250º. A Universidade do Chile, que estava em 367º lugar em 2010, passou para o 262º.
Pelo segundo ano consecutivo, o ranking foi liderado pela Universidade de Cambridge (Reino Unido). Em seguida estão as norte-americanas Harvard, MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts) e Yale e a britânica Oxford.
De acordo com Ben Sowter, da QS (Quacquarelli Symonds), empresa especializada na produção de informações e estatísticas para o ensino superior, embora o ranking só publique as 300 primeiras colocações, é possível verificar que entre as 500 melhores do mundo há 17 universidades latino-americanas, do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai. “Há mais universidades latino-americanas que nunca entre as top 500”, disse Sowter.
Na metodologia utilizada pela QS, cerca de 2 mil universidades são consideradas e mais de 700 entram na avaliação para o ranqueamento das 300 melhores.
Dos seis indicadores utilizados, o mais importante é o de “Reputação acadêmica” (40% da avaliação). Os outros critérios são “Citação por docente” (20%), “Razão de estudante por docente” (20%), “Reputação junto ao empregador” (10%), “Internacionalização do corpo discente” (5%) e “Internacionalização do corpo docente” (5%).
De acordo com Marco Antônio Zago, pró-Reitor de Pesquisa da USP, a peformance apresentada pela maior universidade brasileira no QS World University é coerente com o que foi indicado por outros rankings publicados em 2011, como o Webometrics e o Academic Ranking of World Universities (ARWU).
“Cada ranking mede um aspecto específico ao privilegiar determinados critérios. Mas a USP subiu várias posições em todos os que foram publicados até agora e podemos dizer que, no conjunto, eles apontam de maneira bastante consistente uma tendência de melhora na posição da universidade. Ficar entre as 200 primeiras é algo bastante expressivo”, disse à Agência Fapesp.
A USP (Universidade de São Paulo), em 169º, subiu 84 posições em relação a 2010 e pela primeira vez está entre as 200 melhores. A Unicamp subiu 57 pontos e aparece na 235ª posição.
Outras três universidades latino-americanas aparecem entre as 300 do ranking: Unam (Universidade Nacional Autônoma do México), que subiu da 222ª para a 169ª posição em 2011, empatando com a USP em primeiro lugar no continente. A Pontifícia Universidade Católica do Chile passou de 331º para 250º. A Universidade do Chile, que estava em 367º lugar em 2010, passou para o 262º.
Pelo segundo ano consecutivo, o ranking foi liderado pela Universidade de Cambridge (Reino Unido). Em seguida estão as norte-americanas Harvard, MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts) e Yale e a britânica Oxford.
De acordo com Ben Sowter, da QS (Quacquarelli Symonds), empresa especializada na produção de informações e estatísticas para o ensino superior, embora o ranking só publique as 300 primeiras colocações, é possível verificar que entre as 500 melhores do mundo há 17 universidades latino-americanas, do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai. “Há mais universidades latino-americanas que nunca entre as top 500”, disse Sowter.
Na metodologia utilizada pela QS, cerca de 2 mil universidades são consideradas e mais de 700 entram na avaliação para o ranqueamento das 300 melhores.
Dos seis indicadores utilizados, o mais importante é o de “Reputação acadêmica” (40% da avaliação). Os outros critérios são “Citação por docente” (20%), “Razão de estudante por docente” (20%), “Reputação junto ao empregador” (10%), “Internacionalização do corpo discente” (5%) e “Internacionalização do corpo docente” (5%).
De acordo com Marco Antônio Zago, pró-Reitor de Pesquisa da USP, a peformance apresentada pela maior universidade brasileira no QS World University é coerente com o que foi indicado por outros rankings publicados em 2011, como o Webometrics e o Academic Ranking of World Universities (ARWU).
“Cada ranking mede um aspecto específico ao privilegiar determinados critérios. Mas a USP subiu várias posições em todos os que foram publicados até agora e podemos dizer que, no conjunto, eles apontam de maneira bastante consistente uma tendência de melhora na posição da universidade. Ficar entre as 200 primeiras é algo bastante expressivo”, disse à Agência Fapesp.
Analfabetos no mundo chegam perto de 800 milhões, diz Unesco
A Unesco informou nesta terça-feira (06/09) que 793 milhões de pessoas em todo o mundo não sabem ler nem escrever, de acordo com um estudo publicado por ocasião da celebração do Dia Internacional da Alfabetização.
Segundo dados do Instituto de Estatística da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), a maioria dessas pessoas são meninas e mulheres.
"Outras 67 milhões de crianças em idade escolar não leem ou escrevem, e 72 milhões de adolescentes em idade escolar também não estão gozando de seu direito à educação", indicou a agência da ONU.
Em todo o mundo, onze países têm mais de 50% de adultos analfabetos: Benin, Burkina Fasso, Chade, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Haiti, Mali, Níger, Senegal e Serra Leoa.
Por regiões, o sul e o oeste da Ásia abrigam mais da metade da população analfabeta mundial (51,8%), tanto que na África Subsaariana vivem 21,4% dos adultos analfabetos.
Na Ásia Oriental e no Pacífico estão 12,8% dos analfabetos; nos países árabes, 7,6%; na América Latina e no Caribe, 4,6%. América do Norte, Europa e Ásia Central somam cerca de 2% dos adultos analfabetos, acrescentou a Unesco.
A celebração do Dia Internacional da Alfabetização, no dia 8 de setembro, presta atenção especial à relação entre a alfabetização e a paz, segundo a organização.
Segundo dados do Instituto de Estatística da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), a maioria dessas pessoas são meninas e mulheres.
"Outras 67 milhões de crianças em idade escolar não leem ou escrevem, e 72 milhões de adolescentes em idade escolar também não estão gozando de seu direito à educação", indicou a agência da ONU.
Em todo o mundo, onze países têm mais de 50% de adultos analfabetos: Benin, Burkina Fasso, Chade, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Haiti, Mali, Níger, Senegal e Serra Leoa.
Por regiões, o sul e o oeste da Ásia abrigam mais da metade da população analfabeta mundial (51,8%), tanto que na África Subsaariana vivem 21,4% dos adultos analfabetos.
Na Ásia Oriental e no Pacífico estão 12,8% dos analfabetos; nos países árabes, 7,6%; na América Latina e no Caribe, 4,6%. América do Norte, Europa e Ásia Central somam cerca de 2% dos adultos analfabetos, acrescentou a Unesco.
A celebração do Dia Internacional da Alfabetização, no dia 8 de setembro, presta atenção especial à relação entre a alfabetização e a paz, segundo a organização.
MPF recomenda que FNDE paralise a compra de livros didáticos para oito municípios do Pará
Após constatar indícios de fraudes no processo de aquisição de livros didáticos para a rede pública de ensino, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a paralisação da compra das obras que seriam distribuídas a 12,4 mil alunos de 18 escolas de oito cidades do Pará.
A recomendação foi feita após ter ficado provado que o banco de dados com o registro dos livros escolhidos pelos professores e diretores de escolas para o próximo ano foi fraudado, redirecionando o processo de compra para a aquisição de obras não selecionadas pelos educadores. A investigação foi motivada por denúncias feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) contra a 10ª Unidade Regional de Ensino da Secretaria Estadual de Educação.
A recomendação foi feita após ter ficado provado que o banco de dados com o registro dos livros escolhidos pelos professores e diretores de escolas para o próximo ano foi fraudado, redirecionando o processo de compra para a aquisição de obras não selecionadas pelos educadores. A investigação foi motivada por denúncias feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) contra a 10ª Unidade Regional de Ensino da Secretaria Estadual de Educação.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Juiz e Promotoria cobram solução para evasão escolar em SP
Preocupados com a "inoperância" do poder público em evitar que as crianças abandonem a escola, um juiz da capital paulista e o Ministério Público decidiram cobrar a rede pública a "reverter o quadro de evasão". De acordo com o texto, a ação começou com documento enviado à Promotoria pelo juiz da Vara da Infância de São Miguel Paulista (zona leste), Alberto Gibin Vilela, que relata "inoperância dos mecanismos municipais para coibir evasão" e solicita "providências para compelir o poder público a assumir suas responsabilidades".
Segundo a lei, quando uma criança começa a faltar, o diretor da escola deve avisar o conselho tutelar. Caso o problema não seja resolvido, a Justiça deve ser acionada. Conselheiros tutelares dizem, no entanto, reclamam que as escolas demoram a comunicá-los e dizem que suas estruturas são insuficientes para atender a todos.
Em resposta ao ofício do juiz, o Grupo de Atuação Especial de Educação da Promotoria abriu mês passado inquérito para "perfeita apuração e combate à evasão escolar" em São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo e Itaim Paulista, áreas da zona leste com baixos indicadores socioeconômicos. A medida pode ser ampliada.
Crédito: http://www1.folha.uol.com.br/saber/972051-juiz-e-promotoria-cobram-solucao-para-evasao-escolar-em-sp.shtml
Segundo a lei, quando uma criança começa a faltar, o diretor da escola deve avisar o conselho tutelar. Caso o problema não seja resolvido, a Justiça deve ser acionada. Conselheiros tutelares dizem, no entanto, reclamam que as escolas demoram a comunicá-los e dizem que suas estruturas são insuficientes para atender a todos.
Em resposta ao ofício do juiz, o Grupo de Atuação Especial de Educação da Promotoria abriu mês passado inquérito para "perfeita apuração e combate à evasão escolar" em São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo e Itaim Paulista, áreas da zona leste com baixos indicadores socioeconômicos. A medida pode ser ampliada.
Crédito: http://www1.folha.uol.com.br/saber/972051-juiz-e-promotoria-cobram-solucao-para-evasao-escolar-em-sp.shtml
Greve da Uern completa 100 dias com 13 mil alunos fora da sala de aula e sem acordo
A greve dos professores e técnicos da Uern (Universidade Estadual do Rio Grande do Norte) chegou ao 100° dia nesta quinta-feira (8) sem perspectiva de novas negociações entre servidores e governo do Estado e à espera de uma decisão da Justiça, onde os dois lados apostam para solução do impasse. Com mais de três meses sem aulas, o ano letivo dos 13 mil alunos está prejudicado e o lançamento do edital do vestibular 2012 segue sem data.
Depois de várias negociações, o governo ofereceu, em agosto, a proposta que ainda está em vigor: reajuste escalonado em três anos, sendo 10,65% em 2012 e duas parcelas de 7,65% em 2013 e 2014. Os professores e técnicos aceitaram, mas pediram que o percentual fosse acrescido da inflação do período. O governo negou a proposta e teve início o último impasse para fim da paralisação. Em contraproposta, os servidores pediram 14% em 2012 para deixar a greve, o que também foi negado pelo governo, que mantém a proposta inicial.
Em pronunciamento no dia 25 de agosto, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) afirmou que a paralisação da Uern causa um prejuízo de R$ 500 mil por dia aos cofres do Estado, já que os salários e verbas de custeio estão sendo destinados integralmente. A fala acirrou ainda mais os ânimos da categoria, que realizou vários protestos desde o início da paralisação, no dia 31 de maio, cobrando reajuste e mais recursos para o ensino superior no Estado.
Depois de várias negociações, o governo ofereceu, em agosto, a proposta que ainda está em vigor: reajuste escalonado em três anos, sendo 10,65% em 2012 e duas parcelas de 7,65% em 2013 e 2014. Os professores e técnicos aceitaram, mas pediram que o percentual fosse acrescido da inflação do período. O governo negou a proposta e teve início o último impasse para fim da paralisação. Em contraproposta, os servidores pediram 14% em 2012 para deixar a greve, o que também foi negado pelo governo, que mantém a proposta inicial.
Em pronunciamento no dia 25 de agosto, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) afirmou que a paralisação da Uern causa um prejuízo de R$ 500 mil por dia aos cofres do Estado, já que os salários e verbas de custeio estão sendo destinados integralmente. A fala acirrou ainda mais os ânimos da categoria, que realizou vários protestos desde o início da paralisação, no dia 31 de maio, cobrando reajuste e mais recursos para o ensino superior no Estado.
Professores denunciam monitoramento; governo de MG nega
Em greve há 92 dias, os professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais denunciaram à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, por meio da liderança sindical do movimento, estarem sendo monitorados por supostos policiais militares à paisana. O Sind-UTE (sindicato dos professores estaduais) suspeita que o monitoramento fosse feito por policiais do serviço de investigação da PM mineira, que faziam plantão em frente à sede do sindicado para observar os dirigentes sindicais.
Beatriz Alvarenga, coordenadora do sindicato, disse que o ato pode ter sido uma "tentativa de intimidação por parte do Estado", mas o governo mineiro e a PM negaram, em nota conjunta, e defenderam as liberdades individuais e de organização sindical.
"A Polícia Militar, que nos seus 236 anos de prestação de serviços à comunidade mineira tem dado provas de inequívoca vocação democrática, é uma instituição que zela pelos mais altos valores de cidadania. Por isso, tem do povo mineiro o reconhecimento do seu trabalho em proteção da vida, das pessoas, das instituições, da garantia do direito de ir e vir e dos preceitos constitucionais, ao assegurar os mais importantes processos e direitos democráticos a liberdade de associação e de expressão, em cuja base repousa uma sociedade justa, livre e organizada."
Diz ainda a nota: "Ressaltamos que a Polícia Militar pauta seus atos pela transparência, não se prestando ao cerceamento de direitos ao realizar o seu trabalho de polícia ostensiva ou de inteligência aplicada à preservação da ordem pública e à segurança dos cidadãos".
Beatriz Alvarenga, coordenadora do sindicato, disse que o ato pode ter sido uma "tentativa de intimidação por parte do Estado", mas o governo mineiro e a PM negaram, em nota conjunta, e defenderam as liberdades individuais e de organização sindical.
"A Polícia Militar, que nos seus 236 anos de prestação de serviços à comunidade mineira tem dado provas de inequívoca vocação democrática, é uma instituição que zela pelos mais altos valores de cidadania. Por isso, tem do povo mineiro o reconhecimento do seu trabalho em proteção da vida, das pessoas, das instituições, da garantia do direito de ir e vir e dos preceitos constitucionais, ao assegurar os mais importantes processos e direitos democráticos a liberdade de associação e de expressão, em cuja base repousa uma sociedade justa, livre e organizada."
Diz ainda a nota: "Ressaltamos que a Polícia Militar pauta seus atos pela transparência, não se prestando ao cerceamento de direitos ao realizar o seu trabalho de polícia ostensiva ou de inteligência aplicada à preservação da ordem pública e à segurança dos cidadãos".
Professores de Minas Gerais decidem continuar greve iniciada há três meses
Após assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (8), no pátio da AL-MG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais), professores da rede pública estadual que estão em greve há três meses decidiram pela continuidade da paralisação.
De acordo com a assessoria do Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), a categoria debateu a última proposta feita pelo governo estadual, de fixar a partir de janeiro de 2012 o vencimento básico em R$ 712,20 para uma jornada de 24 horas de trabalho semanal, e projeto de lei de aprimoramento do pagamento por subsídio.
Segundo o governo, haverá reposicionamento na tabela de subsídio, composta por uma parcela única, de acordo com o tempo de efetivo exercício de cada servidor na carreira. Ainda de acordo com a administração estadual, o trabalhador poderá optar por receber na modalidade de subsídio, ou retornar ao modelo antigo, de vencimento básico.
No entanto, mais uma vez, os trabalhadores da educação não aprovaram a proposta e definiram que nova reunião, para discutir os rumos do movimento grevista, será feita no dia 15 deste mês.
Após o encontro, segundo a assessoria, os professores iriam fazer um ato em frente ao Ministério Público, que fica em uma rua próxima, no bairro Santo Agostinho, região centro-sul da capital mineira.
De acordo com a assessoria do Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), a categoria debateu a última proposta feita pelo governo estadual, de fixar a partir de janeiro de 2012 o vencimento básico em R$ 712,20 para uma jornada de 24 horas de trabalho semanal, e projeto de lei de aprimoramento do pagamento por subsídio.
Segundo o governo, haverá reposicionamento na tabela de subsídio, composta por uma parcela única, de acordo com o tempo de efetivo exercício de cada servidor na carreira. Ainda de acordo com a administração estadual, o trabalhador poderá optar por receber na modalidade de subsídio, ou retornar ao modelo antigo, de vencimento básico.
No entanto, mais uma vez, os trabalhadores da educação não aprovaram a proposta e definiram que nova reunião, para discutir os rumos do movimento grevista, será feita no dia 15 deste mês.
Após o encontro, segundo a assessoria, os professores iriam fazer um ato em frente ao Ministério Público, que fica em uma rua próxima, no bairro Santo Agostinho, região centro-sul da capital mineira.
PM vai atuar com 30 policiais dentro da USP
A SSP (Secretaria da Segurança Pública) e a PM assinaram na tarde desta quinta-feira um convênio para aumentar as medidas de segurança na Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo. A presença da PM dentro do campus da USP (Universidade de São Paulo) sempre foi contestada por alguns membros da comunidade acadêmica e alunos por representarem repressão policial. Os alunos temiam, por exemplo, que não pudessem fazer mais suas manifestações dentro da universidade.
"A PM sempre garantiu as manifestações e isso continuará valendo. Já invadir a reitoria não é manifestação é quebra de ordem pública", disse coronel o coronel Álvaro Camilo, comandante da PM, que informou que o policiamento será "comunitário".
Serão cerca de 30 PMs dentro da Cidade Universitária em carros e motos. Atualmente, são 12. O comando da PM também não descarta a existência de uma base policial fixa dentro do campus.
"A PM também vai colocar policiais à paisana dentro da USP quando necessário", afirmou o coronel.
Desde maio, quando estudante de ciências atuariais Felipe Ramos de Paiva, 24, foi assassinado dentro do campus, a PM já havia passado a atuar de forma mais efetiva dentro do campus.
"A PM sempre garantiu as manifestações e isso continuará valendo. Já invadir a reitoria não é manifestação é quebra de ordem pública", disse coronel o coronel Álvaro Camilo, comandante da PM, que informou que o policiamento será "comunitário".
Serão cerca de 30 PMs dentro da Cidade Universitária em carros e motos. Atualmente, são 12. O comando da PM também não descarta a existência de uma base policial fixa dentro do campus.
"A PM também vai colocar policiais à paisana dentro da USP quando necessário", afirmou o coronel.
Desde maio, quando estudante de ciências atuariais Felipe Ramos de Paiva, 24, foi assassinado dentro do campus, a PM já havia passado a atuar de forma mais efetiva dentro do campus.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Uma campanha contra a fome
Por Lucila Cano
A fome é um problema mundial. No momento, ela assola os países do Nordeste da África, uma região conhecida como Chifre da África. Lá, a população é vítima da seca - um fenômeno da natureza -, e do homem -, um fenômeno de irracionalidade.
A seca ocorre com frequência na região, embora essa última seja considerada a mais severa de todos os tempos. O homem parece perpetuar a sua irracionalidade e, na Somália em particular, protagoniza um conflito interno que se arrasta há 20 anos.
Organizações humanitárias são proibidas pelos grupos em guerra de levar alimentos e assistência médica aos necessitados. Mas, a despeito da precariedade, o trabalho dessas organizações continua. Longe desse campo de batalha, elas também se movimentam para conscientizar o resto do mundo das suas responsabilidades para com um planeta habitável.
A fome é um problema mundial. No momento, ela assola os países do Nordeste da África, uma região conhecida como Chifre da África. Lá, a população é vítima da seca - um fenômeno da natureza -, e do homem -, um fenômeno de irracionalidade.
A seca ocorre com frequência na região, embora essa última seja considerada a mais severa de todos os tempos. O homem parece perpetuar a sua irracionalidade e, na Somália em particular, protagoniza um conflito interno que se arrasta há 20 anos.
Organizações humanitárias são proibidas pelos grupos em guerra de levar alimentos e assistência médica aos necessitados. Mas, a despeito da precariedade, o trabalho dessas organizações continua. Longe desse campo de batalha, elas também se movimentam para conscientizar o resto do mundo das suas responsabilidades para com um planeta habitável.
Estudantes chilenos rejeitam proposta do governo e decidem apresentar plano alternativo
O conflito entre estudantes e o governo chileno, que já dura quatro meses, chegou a um impasse. Alunos do ensino médio e superior rejeitaram a proposta do presidente Sebastián Piñera de passar as próximas semanas discutindo a educação. Depois de 11 horas de reuniões e manifestações em todo o país, eles decidiram apresentar na próxima segunda-feira (12) uma proposta alternativa. Querem o diálogo, mas sob certas condições. Tanto os estudantes quanto o governo concordam que a educação no Chile é cara e ruim. O governo propôs criar três mesas de trabalho para negociar uma reforma em três semanas. Na segunda-feira passada (5), foi definido um calendário de negociações. Na primeira semana, eles discutiriam bolsas de estudo e linhas de crédito para os estudantes; na segunda, maior fiscalização de escolas e universidades; por último, uma reforma constitucional, garantindo educação mais acessível e de melhor qualidade para todos. Os estudantes e professores acham que a reforma constitucional deveria estar em primeiro lugar. Eles temem que o governo conceda algumas regalias sem modificar o principal: um sistema que deixa a educação nas mãos da iniciativa privada.
Em entrevista à imprensa, o porta-voz do governo, Andres Chadwick, reconheceu que houve abusos por parte dos empresários que vivem da educação. No Chile, as universidades públicas e privadas são pagas, mas a lei proíbe que lucrem com a educação. Chadwick admitiu que muitos donos de universidades particulares são também donos de imobiliárias para burlar a lei: dizem que não têm lucro porque gastam o dinheiro no aluguel de imóveis que lhes pertencem. "Isso, no Chile, não foi fiscalizado e foi tolerados por todos os governos. Todos se orgulhavam do fato de, com as universidades privadas, o número de alunos universitários ter passado de 350 mil para 1,1 milhão", disse ele. "Por isso, vamos criar um órgão para fiscalizar o ensino superior".
Em entrevista à imprensa, o porta-voz do governo, Andres Chadwick, reconheceu que houve abusos por parte dos empresários que vivem da educação. No Chile, as universidades públicas e privadas são pagas, mas a lei proíbe que lucrem com a educação. Chadwick admitiu que muitos donos de universidades particulares são também donos de imobiliárias para burlar a lei: dizem que não têm lucro porque gastam o dinheiro no aluguel de imóveis que lhes pertencem. "Isso, no Chile, não foi fiscalizado e foi tolerados por todos os governos. Todos se orgulhavam do fato de, com as universidades privadas, o número de alunos universitários ter passado de 350 mil para 1,1 milhão", disse ele. "Por isso, vamos criar um órgão para fiscalizar o ensino superior".
Pelo menos três escolas públicas de Brasília estão sem aula por causa de fumaça
Pelo menos três escolas públicas de Brasília estão com as aulas supensas nesta sexta-feira (9) devido à fumaça originada por incêndio no Jardim Botânico. As escolas que dispensaram os alunos são Escola Classe Jardim Botânico, Centro Educacional do Lago e Escola Classe 1, todas no Lago Sul. A informação é da Secretaria de Educação do Distrito Federal. A capital federal está em estado de alerta, em função das condições meteorológicas e da queda da umidade relativa do ar. Essa situação está agravada em virtude dos incêndios. Na manhã de hoje, o aeroporto de Brasília estava operando por instrumentos.
Há, pelo menos, quatro focos de incêndio que estão sendo combatidos em Brasília: na Floresta Nacional de Brasília, no município de Taguatinga, outro no Jardim Botânico e também nos arredores do aeroporto. Cerca de 14 viaturas trabalham no combate às chamas.
Há, pelo menos, quatro focos de incêndio que estão sendo combatidos em Brasília: na Floresta Nacional de Brasília, no município de Taguatinga, outro no Jardim Botânico e também nos arredores do aeroporto. Cerca de 14 viaturas trabalham no combate às chamas.
Aluno é flagrado com revólver dentro da sala de aula em João Pessoa
Um adolescente de 13 anos foi flagrado na manhã desta sexta-feira (9), com um revólver calibre 38 e seis munições intactas dentro da mochila, em uma escola estadual de João Pessoa (PB). Foi um outro aluno que viu a arma e procurou a direção da escola para denunciar o colega, que prestou esclarecimentos na Delegacia da Infância e Juventude na capital.
O estudante não soube explicar à polícia como o revólver foi parar em sua mochila. A direção da escola não quis comentar o fato, mas disse que tomou as providências imediatamente após receber a denúncia. O pai do adolescente também prestou depoimento, mas disse que a arma não pertencia ao filho.
O secretário de Educação do Estado da Paraíba, Afonso Scocuglia, por sua vez, classificou o fato como “reflexo da violência que está do lado de fora dos muros das escolas”. Segundo ele, há um plano de enfrentamento à violência no ambiente escolar. A iniciativa da Secretaria de Educação conta com o apoio da Polícia Militar e da comunidade. “Na escola, trabalhamos o tema da violência através de ações educativas”, declarou o secretário, que mostrou preocupação em relação ao caso registrado hoje. “Agora cabe à polícia investigar”, finalizou.
Créditos: http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/09/09/aluno-e-flagrado-com-revolver-dentro-da-sala-de-aula-em-joao-pessoa.jhtm
O estudante não soube explicar à polícia como o revólver foi parar em sua mochila. A direção da escola não quis comentar o fato, mas disse que tomou as providências imediatamente após receber a denúncia. O pai do adolescente também prestou depoimento, mas disse que a arma não pertencia ao filho.
O secretário de Educação do Estado da Paraíba, Afonso Scocuglia, por sua vez, classificou o fato como “reflexo da violência que está do lado de fora dos muros das escolas”. Segundo ele, há um plano de enfrentamento à violência no ambiente escolar. A iniciativa da Secretaria de Educação conta com o apoio da Polícia Militar e da comunidade. “Na escola, trabalhamos o tema da violência através de ações educativas”, declarou o secretário, que mostrou preocupação em relação ao caso registrado hoje. “Agora cabe à polícia investigar”, finalizou.
Créditos: http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/09/09/aluno-e-flagrado-com-revolver-dentro-da-sala-de-aula-em-joao-pessoa.jhtm
Como usar a nota do Enem para saber se a escola é boa -- ou não
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi criado para avaliar a qualidade do ensino médio. Desde 2006, o MEC (Ministério da Educação) tem divulgado a nota do Enem por escola, com dados da prova do ano anterior. E esse indicador tem sido bastante utilizado como critério de escolha da escola -- principalmente entre as particulares. Afinal, se a escola conseguir uma boa nota, ela oferece um bom ensino certo? Mais ou menos. E a gente vai explicar por quê.
Em 2010, a média nacional das notas do Enem por escola foi de 511,21 -- resultado "esperado" pelo MEC.
O Enem é composto por quatro provas de múltipla escola, com 45 questões, mais uma redação -- são avaliados conhecimentos de ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e códigos, além de matemática.
Verifique quantos alunos participaram
Em primeiro lugar, é preciso lembrar que o Enem é um exame voluntário. Por isso, não se pode olhar apenas a nota e rotular a escola. Afinal, se a participação foi baixa, pode ter acontecido de apenas os alunos melhor preparados terem feito a prova ou os alunos mais fracos. Segue aqui o primeiro alerta: observar a taxa de participação do alunos (a quantidade de alunos da escola que realmente fizeram o exame).
Em 2010, a taxa média de participação no Enem foi de 56%. Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, esse é um bom parâmetro. "A escola que está com menos de 56% está com participação inferior à média brasileira", afirmou.
Em 2010, a média nacional das notas do Enem por escola foi de 511,21 -- resultado "esperado" pelo MEC.
O Enem é composto por quatro provas de múltipla escola, com 45 questões, mais uma redação -- são avaliados conhecimentos de ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e códigos, além de matemática.
Verifique quantos alunos participaram
Em primeiro lugar, é preciso lembrar que o Enem é um exame voluntário. Por isso, não se pode olhar apenas a nota e rotular a escola. Afinal, se a participação foi baixa, pode ter acontecido de apenas os alunos melhor preparados terem feito a prova ou os alunos mais fracos. Segue aqui o primeiro alerta: observar a taxa de participação do alunos (a quantidade de alunos da escola que realmente fizeram o exame).
Em 2010, a taxa média de participação no Enem foi de 56%. Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, esse é um bom parâmetro. "A escola que está com menos de 56% está com participação inferior à média brasileira", afirmou.
Enem tem leve melhora na nota, mas média segue baixa
Os estudantes concluintes do ensino médio regular tiveram um desempenho ligeiramente melhor no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 em comparação ao exame de 2009. A adoção da Teoria de Resposta ao Item (TRI), ferramenta que calibra a dificuldade de avaliações distintas, permitiu pela primeira vez a comparação dos dois últimos Enems.
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), a melhora no desempenho no Enem foi de 9,63 pontos - de 501,58 para 511,21 na prova objetiva, quando comparada a edição de 2010 com a de 2009. O ministro da Educação, Fernando Haddad, espera que essa média chegue a 600 pontos em 2028 - projeção feita a partir de outras metas, como as estabelecidas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A média perseguida para 2028, porém, é bem abaixo dos 749,7 pontos obtidos pela escola melhor colocada no exame de 2009, uma instituição privada de São Paulo.
Segundo Haddad, a média do Enem de 2010 "é compatível com a evolução que está se observando na educação brasileira, nem mais ou menos. É coerente. Se aparecesse uma nota de 550 (para a média da prova objetiva), ia chamar muito minha atenção, teria dificuldade para compreender".
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), a melhora no desempenho no Enem foi de 9,63 pontos - de 501,58 para 511,21 na prova objetiva, quando comparada a edição de 2010 com a de 2009. O ministro da Educação, Fernando Haddad, espera que essa média chegue a 600 pontos em 2028 - projeção feita a partir de outras metas, como as estabelecidas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A média perseguida para 2028, porém, é bem abaixo dos 749,7 pontos obtidos pela escola melhor colocada no exame de 2009, uma instituição privada de São Paulo.
Segundo Haddad, a média do Enem de 2010 "é compatível com a evolução que está se observando na educação brasileira, nem mais ou menos. É coerente. Se aparecesse uma nota de 550 (para a média da prova objetiva), ia chamar muito minha atenção, teria dificuldade para compreender".
14 escolas de SP estão sempre entre as tops do Enem
Num desempenho consistente de qualidade, 14 colégios estiveram presentes desde 2008 no grupo das 50 melhores do Estado de São Paulo no ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Entre essas 14 instituições, apenas uma é pública, a Etesp (Escola Técnica Estadual São Paulo).
"Essas escolas [privadas] são de [pessoas de] elite. Esse é o motivo principal de elas estarem no topo do ranking", afirmou o pesquisador da PUC-SP Artur Costa Neto.
"Outra coisa é o salário dos professores nas escolas de elite, que impede a rotatividade. O professor é um elemento-chave na qualidade de qualquer curso", completou.
A presença de uma escola técnica no grupo, afirma o pesquisador, mostra que essa é uma opção para tentar melhorar o ensino público.
"Você estuda matérias relacionadas com alguma coisa que as justificam."
Escola/Cidade:
"Essas escolas [privadas] são de [pessoas de] elite. Esse é o motivo principal de elas estarem no topo do ranking", afirmou o pesquisador da PUC-SP Artur Costa Neto.
"Outra coisa é o salário dos professores nas escolas de elite, que impede a rotatividade. O professor é um elemento-chave na qualidade de qualquer curso", completou.
A presença de uma escola técnica no grupo, afirma o pesquisador, mostra que essa é uma opção para tentar melhorar o ensino público.
"Você estuda matérias relacionadas com alguma coisa que as justificam."
Escola/Cidade:
'Tem que rachar de estudar', dizem alunos líderes no Enem
Alunos que foram primeiros colocados no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em anos anteriores são unânimes: não adianta só estudar para ir bem no exame. É preciso "rachar" de estudar desde o início do ensino médio.
Melhor colocado no exame em 1999 (segundo ano do Enem), o professor de matemática da Universidade Federal do ABC Vinícius Lopes disse que "levou a coisa a sério" em anos de preparação.
Os primeiros em 2007 e 2009 no Enem usaram doutrinas de estudo parecidas.
Melhor colocado no exame em 1999 (segundo ano do Enem), o professor de matemática da Universidade Federal do ABC Vinícius Lopes disse que "levou a coisa a sério" em anos de preparação.
Os primeiros em 2007 e 2009 no Enem usaram doutrinas de estudo parecidas.
domingo, 28 de agosto de 2011
Governo anuncia criação de quatro universidades federais
O governo anunciou nesta terça-feira a criação de quatro novas universidades federais no país, além de 47 novos campi universitários e 208 sedes de institutos federais de educação profissionalizante.
O anúncio foi feito em evento com a presidente Dilma Rousseff e o ministro Fernando Haddad (Educação). Os dois realçaram o compromisso do governo em estender a rede de ensino técnico desde o governo anterior, do ex-presidente Lula.
Das quatro universidades federais, três já são campi em funcionamento de universidades federais, que passam a ser instituições autônomas. A partir de agora, a rede federal de universidades passa a ter 63 delas.
O Pará terá a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá --onde hoje funciona o campus Marabá, da Universidade Federal do Pará (UFPA). No Ceará, a Universidade Federal da Região do Cariri (UFRC), em Juazeiro do Norte, será instalada no que hoje é o campus Cariri, da Universidade Federal do Ceará (UFCE).
A Bahia ganha duas instituições: a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufoba) com sede em Barreiras, onde atualmente funciona o campus Barreiras, da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e a Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), que terá sede em Itabuna.
Créditos: http://www1.folha.uol.com.br/saber/960648-governo-anuncia-criacao-de-quatro-universidades-federais.shtml
O anúncio foi feito em evento com a presidente Dilma Rousseff e o ministro Fernando Haddad (Educação). Os dois realçaram o compromisso do governo em estender a rede de ensino técnico desde o governo anterior, do ex-presidente Lula.
Das quatro universidades federais, três já são campi em funcionamento de universidades federais, que passam a ser instituições autônomas. A partir de agora, a rede federal de universidades passa a ter 63 delas.
O Pará terá a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá --onde hoje funciona o campus Marabá, da Universidade Federal do Pará (UFPA). No Ceará, a Universidade Federal da Região do Cariri (UFRC), em Juazeiro do Norte, será instalada no que hoje é o campus Cariri, da Universidade Federal do Ceará (UFCE).
A Bahia ganha duas instituições: a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufoba) com sede em Barreiras, onde atualmente funciona o campus Barreiras, da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e a Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), que terá sede em Itabuna.
Créditos: http://www1.folha.uol.com.br/saber/960648-governo-anuncia-criacao-de-quatro-universidades-federais.shtml
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